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Abril 23, 2008

Uma floresta tropical em Nova York

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Exposição reproduzirá diversos ambientes da Amazônia

Veículo: O Globo
A Amazônia está visitando Nova York. A maior exposição já montada no exterior sobre a maior floresta tropical do mundo foi aberta ontem no Pier 17 do South Street Seaport, em Manhattan. Trata-se de uma série de ambientes que reproduzem a fauna e a flora e levam o público a experimentar um ambiente tropical, acompanhado de vídeos sobre as comunidades ribeirinhas. Estão lá também as mazelas da devastação florestal e projetos que preservam o meio ambiente. A mostra, patrocinada pela Alcoa, vai até 13 de julho.
- O projeto pretende mostrar aos americanos como é complexa a questão ambiental na Amazônia. Trata-se de uma área gigantesca, que envolve nove países latinoamericanos e corresponde ao território de 32 países europeus somados. A Floresta Amazônica ocupa 54% do território brasileiro. O público americano é muito desinformado sobre a floresta. E, para mudar a imagem da Amazônia nos EUA, fizemos um projeto que inclui três exposições e mais uma parte didática, com material oferecido a um milhão de alunos em Nova York — Eugenio Scannavino Neto, um dos organizadores.
Além da mostra do Pier 17, há outras duas, simultâneas.
Uma tem produtos de design e moda feitos com material da floresta em projetos que respeitam o meio ambiente. A outra é de fotos das tribos da floresta. A parte dedicada à moda tem trabalhos de estilistas famosos como Alexandre Herchcovitch.
- A idéia é conscientizar os consumidores americanos sobre produtos e projetos ambientalmente responsáveis, para reduzir o mercado internacional comprador de tráfico de animais e madeiras sem certificado de procedência.
E defender a soberania brasileira sobre este território, assumindo a parte que nos cabe pelo desmatamento — diz Eugenio Scannavino Neto.
Segundo o organizador, o sucesso da mostra depende sobretudo da divulgação de projetos que sejam econômica, social e ambientalmente responsáveis.
- Defendemos a idéia de que preservar a Amazônia não é tarefa apenas dos brasileiros. É também algo que depende da mudança do comportamento dos consumidores do mundo todo, da conscientização desses consumidores, para que os produtos que defendem o meio ambiente e os povos da floresta ganhem o mercado internacional — acrescenta Eugenio, que ainda este ano vai levar a mostra Amazônia para Amsterdã e Tóquio.

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