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Setembro 15, 2009

Juruti Sustentável: proposta inovadora de desenvolvimento na Amazônia

Parceria com instituições civis e poder público trilha um novo modelo de implantação de grandes empreendimentos na região.

Uma história de parceria entre poder público, instituições civis e empresas começou a ser escrita de forma efetiva em Juruti a partir de Setembro de 2007. Foi quando aconteceu a I Oficina de Integração, reunindo representantes de várias organizações atuantes no município em torno da discussão sobre os melhores rumos a serem tomados para seu desenvolvimento, levando em conta o novo cenário de implantação da Mina de Juruti e as necessidades locais.

A partir de então, um trabalho de articulação foi iniciado junto aos moradores, difundindo e aprimorando a ideia por meio de reuniões e de uma segunda oficina, concretizando, mais tarde, o Conselho Juruti Sustentável – CONJUS, firmado em caráter permanente em Agosto do ano passado.

Composto por nove instituições civis, três empresas e três representantes do poder público, o CONJUS iniciou o que é considerado, por muitos, um novo exemplo a ser seguido em outros municípios sede de grandes projetos, como a mina de bauxita que é implantada em Juruti pela Alcoa, uma das líderes mundiais na produção e transformação de alumínio e também uma das empresas que compõem o Conselho. 

Desde a inauguração, o Conselho já teve importante participação no planejamento de ações de sustentabilidade no município. Atualmente conduz, em parceria com o Instituto de Estudos da Religião (ISER), a formulação do Plano de Prevenção da Violência em Juruti, um trabalho que conta com o engajamento de professores, jovens, taxistas e diversos outros moradores. Também apoiou a realização da Campanha Paz no Trânsito, com foco na conscientização pela segurança nas ruas e o Dia da Amazônia, voltado à conscientização ambiental especialmente junto ao público infantil. 

Tripé de sustentabilidade – O CONJUS é uma das três iniciativas que estão sendo implantadas em Juruti, conforme um modelo desenhado a partir de parceria entre a Alcoa, o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o FunBio - Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, a fim de promover o desenvolvimento ordenado e independente do município. O Tripé Juruti Sustentável, como é conhecida a iniciativa, conta também com os Indicadores de Sustentabilidade de Juruti e o Fundo Juruti Sustentável. Os Indicadores constituem um conjunto de aspectos que estão sendo acompanhados, buscando mensurar e compreender os efeitos do crescimento econômico no município. O Fundo apoiará iniciativas nas áreas ambiental, social e econômica, em complementação aos financiamentos já disponíveis.

Indicadores - “Fizemos uma radiografia do que era Juruti antes de a Alcoa chegar, com base em dados oficiais. A partir daí, preparamos um conjunto de dinâmicas e oficinas, tanto em Juruti, como em Santarém e Belém, para construir em conjunto esses indicadores. Era importante perguntar às pessoas o que entendiam por desenvolvimento e como poderíamos medi-lo”, explica Mario Monzoni, coordenador-geral do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, convidada pela Alcoa para coordenar a definição dos indicadores, a partir das contribuições da população local.

Assim como na implantação do CONJUS, todo o processo contou com ampla participação dos jurutienses. “Um dos pilares desse trabalho foi construir os indicadores com o morador de Juruti”, explica Cecília Ferraz, da FGV, Coordenadora Executiva do Projeto dos Indicadores de Sustentabilidade. “Eles é que têm a real percepção de qual era o cenário antes do empreendimento, como é agora e quais pontos devem ser mantidos ou podem ser melhorados”, comenta.

Fundo – Complementar recursos para que as instituições locais executem projetos sociais, econômicos e ambientais é a função do Fundo Juruti Sustentável (FUNJUS), lançado em Maio. Nessa iniciativa, a Alcoa conta com a parceria do Funbio. 

“O objetivo é dar à comunidade a capacidade de realizar investimentos ao longo do tempo para melhorar a qualidade de vida e a qualidade ambiental do município”, explica o coordenador geral do projeto do FUNJUS pelo Funbio, Manoel Serrão. A Alcoa é a primeira depositária do Fundo, com um investimento inicial de R$ 2 milhões, que serão aplicados durante a fase piloto do fundo. 

“Existe a licença concedida pelos órgãos competentes e ela é muito importante. Mas tão importante quanto ela, ou mais, é aquela licença que a comunidade local nos dá para operar, porque é ali que você estará vivendo a cada dia”, afirma Franklin Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe, evidenciando o desafio diário de abrir e manter espaços de diálogo com a comunidade. “Nós entendemos de produção de alumínio, mas não entendíamos de abrir uma mina no meio da Amazônia. A solução era buscar os melhores parceiros para nos ajudar nessa empreitada. Foi o que fizemos”, completa Feder.

Escola - Uma quarta iniciativa dá apoio ao Tripé Juruti Sustentável, especialmente no tocante a garantir recursos a projetos elaborados na região. Em Abril de 2009 foi inaugurada a Escola Juruti de Sustentabilidade, um programa que tem capacitado 40 representantes de organizações públicas e da sociedade civil de Juruti para a elaboração de projetos em busca de financiamento.

A Escola Juruti de Sustentabilidade dispõe de diversos mecanismos de aprendizado, como aulas teóricas e práticas, pesquisas, capacitações, assistência técnica e noções de micro financiamento. Os projetos dos alunos receberão auxílio de especialistas para estimular a competitividade na busca por financiamentos. Nesta iniciativa, a Alcoa conta com a parceria do Instituto Peabiru, entidade que desde 2004 trabalha principalmente no treinamento de associações de moradores e produtores de comunidades tradicionais da Amazônia.

“A expectativa é contribuir de forma significativa para o desenvolvimento do município”, afirma o coordenador da Escola Juruti de Sustentabilidade e diretor adjunto do Instituto Peabiru, Rui Martins. “Buscamos formar uma comunidade de planejadores, de pessoas integradas, de convivência harmoniosa entre cidadãos, e que isso desenvolva uma massa crítica de planejadores que pensam a sustentabilidade”.

Sobre a Alcoa
Há 44 anos no Brasil, a Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., líder mundial na produção e transformação do alumínio, que atua nos mercados aeroespacial, automotivo, embalagens, construção, transportes comerciais e no mercado industrial. Além de alumina e alumínio primários, a Alcoa fabrica produtos transformados como laminados e extrudados, bem como rodas forjadas, sistemas de fixação, fundidos de superligas e de precisão, estruturas e sistemas para construções. A Companhia possui aproximadamente 63 mil funcionários em 31 países e integra pela sétima vez consecutiva o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. A Alcoa foi eleita pela quinta vez consecutiva uma das empresas mais sustentáveis do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça e é uma das fundadoras da Parceria Americana pela Ação Climática (USCAP-United States Climate Action Partnership), uma associação composta por importantes companhias e ONGs ambientais norte-americanas que lutam pela redução significativa das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Na América Latina e Caribe, a Alcoa conta com mais de sete mil funcionários e opera em seis estados brasileiros - Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina - incluindo uma nova mina de bauxita, que está sendo instalada em Juruti-PA. Possui operações também na Jamaica, Suriname e Trinidad & Tobago. Além das usinas de Barra Grande e Machadinho, a Alcoa tem participação nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão; e Serra do Facão, entre os estados de Goiás e Minas Gerais. Em 2009 a Alcoa foi incluída pela nona vez entre as Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil, pelo Instituto Great Place to Work, Em 2007 foi uma das "empresas mais admiradas do Brasil", segundo pesquisa publicada pela revista Carta Capital; e destaque no ranking das 500 Melhores Empresas da revista Dinheiro, em 2008. A mesma revista incluiu a Alcoa em sua lista das 50 Empresas do Bem. Também foi reconhecida no Guia de Boa Cidadania Corporativa 2006, publicado pela revista Exame, nas áreas de Valores e Transparência e de Governo e Sociedade. Mais informações sobre a Alcoa podem ser encontradas no site www.alcoa.com.br.

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