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Março 20, 2009

Fogões de alumÃnio à base de energia solar beneficiam comunidades de Juruti, no interior do Pará

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Sol-ão, um dos projetos vencedores do Prêmio Alcoa de Inovação em AlumÃnio, em 2007, será utilizado por comunitários de Santa Luzia e São José, em Juruti-PA

À beira do rio Amazonas, o municÃpio de Juruti, no Oeste do Pará, onde a Alcoa instala uma unidade de mineração de bauxita, foi selecionado para abrigar, experimentalmente, dois fogões movidos basicamente a energia solar e óleo de cozinha.
Instalados nas comunidades de Santa Luzia e São José, os fogões funcionam de maneira simples:
1 - O equipamento é constituÃdo por um sistema tubular de alumÃnio e cobre, contendo óleo de cozinha em temperatura normal.
2 - Ao receber a energia solar, o painel tubular é aquecido, transmitindo automaticamente calor para o óleo. Uma das propriedades do alumÃnio é que o metal tem grande facilidade de transmitir calor, o que foi determinante para a escolha deste material no desenvolvimento do fogão.
3 - O óleo passa a circular na tempere (parte coberta por uma chapa metálica), distribuindo o calor e facilitando o aquecimento dos alimentos.
O projeto é coordenado pelo Instituto de Cidadania Empresarial-ICE, entidade cuja missão é contribuir para a melhoria da qualidade de vida de comunidades. “Como esse fogão não necessita de lenha, energia elétrica ou gás para cozinhar os alimentos, optamos pela instalação nessas comunidadesâ€, conta Fernanda Bombardi, coordenadora do ICE.
Segundo Suzana Sheffield, vice-presidente do Instituto Alcoa, a instalação desses equipamentos proporcionará melhoria na alimentação dos comunitários. “Com o acesso a esses fogões, eles poderão cozinhar alimentos mais saudáveis, mesmo utilizando a base do que já é hábito de consumo regional, a farinha de mandioca, com o aprimoramento do seu uso na criação de sopas com legumes e peixeâ€, afirma.
Para que os comunitários utilizem o fogão de maneira correta e sustentável, a Alcoa oferecerá capacitações especÃficas. “Eles serão treinados pela Companhia para que utilizem, de forma sustentável, suas hortas. Pretendemos ensinar técnicas de plantio e possÃvel venda dos excedentesâ€, conta a executiva. “Além disso, haverá outra capacitação por meio de uma cozinha experimental para que essas pessoas aprendam receitas de pratos alternativos que utilizem os vegetais colhidos nessas hortasâ€, acrescenta.
Esse fogão alternativo, de fácil construção e baixo custo, possui amplas possibilidades de aplicação. Para Paulo Henrique de Faria, um dos idealizadores do Sol-ão – fogão alternativo, a idéia desse projeto é garantir a sustentabilidade ambiental por meio do conceito de reaproveitamento, no caso o alumÃnio e óleo. “O fogão funciona a partir do princÃpio da transmissão de calor. A partir da utilização de materiais como óleo de cozinha e alumÃnio – que tem, entre suas propriedades, facilidade no armazenamento e na transmissão de calor – foi possÃvel desenvolver um equipamento que tem um custo acessÃvel tanto em sua implementação como manutençãoâ€, explica.
“É um privilégio para a nossa comunidade receber esse fogão. É um sonho realizado, e ajudará muita gente por aquiâ€, revela Marcelino Souza dos Reis, morador da comunidade de São José.
Prêmio Alcoa de Inovação em AlumÃnio incentivou o projeto A ideia desses equipamentos surgiu em 2007, quando quatro estudantes do Centro Universitário de Itajubá-MG decidiram participar da sexta edição do Prêmio Alcoa de Inovação em AlumÃnio, um concurso cientÃfico e cultural que tem como objetivo incentivar e difundir as ideias dos estudantes e profissionais brasileiros no setor.
Por meio do projeto Sol-ão – fogão alternativo, os autores Paulo Henrique de Faria, Luciana A. Rodrigues, Luiz Fernando R. Alves e Márcio Hessel Verraci, com orientação da professora Ana Paula Silva Figueiredo, foram os vencedores do Prêmio na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Estudante.
Sobre a Alcoa Há 44 anos no Brasil, a Alcoa AlumÃnio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., lÃder mundial na produção e transformação do alumÃnio, que atua nos mercados aeroespacial, automotivo, embalagens, construção, transportes comerciais e no mercado industrial. Além de alumina e alumÃnio primários, a Alcoa fabrica produtos transformados como laminados e extrudados, bem como rodas forjadas, sistemas de fixação, fundidos de superligas e de precisão, estruturas e sistemas para construções. A Companhia possui 97 mil funcionários em 34 paÃses e integra pela sétima vez consecutiva o Ãndice Dow Jones de Sustentabilidade. A Alcoa foi eleita pela quinta vez consecutiva uma das empresas mais sustentáveis do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, na SuÃça e é uma das fundadoras da Parceria Americana pela Ação Climática (United States Climate Action Partnership - USCAP), uma associação composta por importantes companhias e ONGs ambientais norte-americanas que lutam pela redução significativa das emissões de gases causadores do efeito estufa.
Na América Latina e Caribe, a Alcoa conta com mais de sete mil funcionários e opera em seis estados brasileiros – Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina – incluindo uma nova mina de bauxita, que está sendo instalada em Juruti-PA. Possui operações também na Jamaica, Suriname e Trinidad & Tobago. Além das usinas de Barra Grande e Machadinho, a Alcoa tem participação nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão; e Serra do Facão, entre os estados de Goiás e Minas Gerais. A Alcoa está entre as “empresas mais admiradas do Brasil†em 2007, segundo pesquisa publicada pela revista Carta Capital e destaque no ranking das 500 Melhores Empresas da revista Dinheiro, em 2008. A mesma revista incluiu a Alcoa em sua lista das 50 Empresas do Bem. Também foi reconhecida no Guia de Boa Cidadania Corporativa 2006, publicado pela revista Exame, nas áreas de Valores e Transparência e de Governo e Sociedade. Mais informações sobre a Alcoa podem ser encontradas no site www.alcoa.com.br.

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