O alumínio é o material mais lembrado quando se fala em reciclagem. Isso se dá devido, principalmente, às suas propriedades, que permitem que ele seja reutilizado inúmeras vezes sem perder suas características.
O material pode ser reciclado a partir de sucatas de produtos que não possuem mais vida útil ou de sobras do processo produtivo. Latas de refrigerante, utensílios domésticos, esquadrias de portas e janelas, componentes de fabricação automotiva e muitos outros podem ser reutilizados e empregados na obtenção de produtos novos, sem que o reaproveitamento implique na perda de qualidade do metal.
Por meio de programas de educação ambiental, é possível estimular a consciência ecológica e incentivar a reciclagem, favorecendo a redução de lixo gerado. A indústria do alumínio tem o compromisso de proteger o ambiente, obedecer às leis e regulamentos e se antecipar às suas exigências, obtendo eficiência máxima no uso das matérias-primas e eliminando os impactos que possam resultar de operações do setor.
Além de minimizar os impactos no meio ambiente, a reciclagem contribui para a economia de energia, sendo que, para produzir alumínio reciclado, utiliza-se apenas 5% da energia necessária para fabricar o produto primário.
A reciclagem do alumínio aponta para a sustentabilidade da indústria no setor, em aspectos econômicos, ambientais e também sociais, já que contribui para o desenvolvimento e garante renda em áreas carentes. Devido ao seu valor de mercado, a sucata de alumínio se tornou uma oportunidade para milhares de famílias brasileiras que participam desde a coleta até a transformação final do material.
A cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério utilizado para a produção do alumínio) são poupados. Em 2004, a reciclagem de 270 mil toneladas de alumínio gerou economia de 1,3 milhões de toneladas de bauxita. Atualmente, o mercado brasileiro movimenta mais de US$ 100 milhões anuais.
De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), o desempenho brasileiro atingiu a marca de 121,3 mil toneladas de latas de alumínio recicladas em 2004, que corresponde a cerca de 9 bilhões de latas no ano (25 milhões de latas por dia).
O processo de reciclagem do alumínio 1 - É realizada a coleta do alumínio a ser reciclado (latinhas, peças de carro, armações de janelas etc.) 2 - O material é limpo e transformado em fardos (blocos dos materiais compactados), que são transportados para a usina de reciclagem 3 - Na usina, os blocos são desenfardados e quebrados em pedaços menores 4 - Uma triagem é feita com um separador eletromagnético, que remove metais ferrosos que possam estar misturados ao alumínio 5 - O material é picotado e é feita nova separação eletromagnética, passando depois por uma peneira vibratória que retira terra, areia e outros resíduos 6 - Por meio de jatos de ar, um separador pneumático separa papéis, plásticos e outros materiais do alumínio 7 - Os pedaços de alumínio são armazenados e colocados em um forno que realiza a eliminação de tintas e vernizes, sendo depois levados para um forno de fusão 8 - Depois de fundidos, os pedaços ficam em estado líquido. Caso haja necessidade, a liga de alumínio (alumínio mais outros metais: geralmente silício, ferro, magnésio, entre outros) é corrigida com a
adição dos elementos que estão faltando para que atinja a especificação química desejada 9 - Depois da composição química ajustada, o material é lingotado, ou mesmo transportado líquido para o usuário (fundição).