|
Depois de mudanças na legislação brasileira nos anos 90, empresas privadas passaram a ter a oportunidade de investir em consórcios para geração e transmissão de energia a custos bastante competitivos. A medida contribuiu não só com a expansão dos negócios, mas também para a sua sustentabilidade.
A energia é fundamental na produção de alumínio, pois possibilita a transformação da bauxita em alumina. A Alcoa, por meio de sua participação em consórcios como Barra Grande e Machadinho, ambos localizados na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina, assegura 38% em auto-suficiência para suas operações.
A unidade de Poços de Caldas é um exemplo de auto-sustentabilidade em energia. O contrato da Alcoa com a Companhia Eletronorte, que atua na região amazônica, garante o abastecimento da Alumar até 2024.
A Companhia também possui participação nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão, e Serra do Facão, entre os estados de Goiás e Minas Gerais. Todos esses investimentos já totalizam US$ 1,1 bilhão.
- Onde construir uma usina hidrelétrica?
A definição do local onde será construída uma usina hidrelétrica resulta dos estudos de inventário, de viabilidade e do projeto básico, obedecidas às legislações vigentes, entre elas as de meio ambiente, além de fatores técnicos como:
- Vazão de água compatível;
- Altura de queda d'água favorável;
- Condições topográficas e geológicas aceitáveis;
- Materiais de construção disponíveis;
- Mercado consumidor de energia definido;
- Infra-estruturas de implantação estudadas.
Após a verificação de todos esses itens, se a relação custo/benefício for favorável, dá-se continuidade ao processo.
- Como é gerada a energia?
Para a geração de energia, a água inicialmente passa por um canal denominado canal de adução (*1). De lá, é conduzida por meio da tomada d'água e dos túneis forçados para girar o rotor da turbina, acoplado ao rotor do gerador de energia elétrica, instalados na casa de força.
Na casa de força, localizada em nível inferior à tomada d'água (cerca de 80 m), são processadas as transformações de energia.
A água, após passar pela turbina, é conduzida por uma estrutura chamada tubo de sucção (*2) e, passando por um canal de descarga (*3), é despejada novamente no leito natural do rio.
A energia elétrica produzida é transformada e conduzida por meio da subestação blindada (SF6) (*4) para o sistema de transmissão (*5).
- 1: Destina-se a canalizar a água para a entrada na tomada d'água)
- 2: Estrutura, na cota mais baixa da casa de força, por onde a água escoa, após passar pela turbina e ser despejada no canal de descarga
- 3: Destina-se a restituir a água ao leito natural do rio após passar pelas turbinas
- 4: A subestação blindada isolada a gás SF6 (hexafluoreto de enxofre) é constituída de um conjunto de equipamentos de manobra medição e proteção, encapsulados em invólucros metálicos e tem como objetivo permitir o fluxo da energia proveniente dos geradores para o sistema de transmissão
- 5: Constituído por linhas de transmissão e por subestações, o sistema de transmissão destina-se a transmitir a energia gerada na usina até próximo aos centros consumidores, onde é distribuída.
|