Carta do presidente
Bases sólidas para a perenidade de negócios sustentáveis
No ano de 2010, a Alcoa avançou de forma significativa em suas práticas ambientais e sociais. Grande parte das metas estabelecidas foi atingida, além de evoluirmos no diálogo com os
stakeholders, fatores que demonstram nosso progresso no caminho do desenvolvimento sustentável. No entanto, apesar de todas as conquistas, o ano não foi livre de desafios.
O mundo só começou a sair efetivamente da crise financeira na segunda metade de 2010. O Brasil, no entanto, teve um comportamento positivo graças às medidas anticíclicas tomadas pelo Governo Federal e ao dinamismo do mercado interno. Contudo, a indústria brasileira do alumínio sobreviveu com margens apertadas ou até negativas, devido ao elevado custo da energia
- insumo essencial para nosso negócio - , custo este agravado por uma valorização significativa da moeda local
(Real) em comparação com a moeda na qual é precificado o produto (Dólar).
O preço da energia no Brasil constitui uma das principais barreiras não só para novos investimentos da indústria, mas também para a manutenção da capacidade produtiva atual. No caso da Alcoa, adotamos, desde que a regulamentação do setor nos permitiu, um vetor estratégico visando à autossuficiência energética com investimentos em hidrelétricas por meio de parcerias. Em 2011, consolidamos as operações da usina de Serra do Facão (GO) e demos partida às operações da usina de Estreito (MA), um dos maiores projetos privados de geração de energia do Brasil, com capacidade instalada de 1.087 MW. Somado às outras usinas em que a
Alcoa possui participação, o pleno funcionamento de Estreito - previsto para meados de 2012
- possibilitará que a companhia alcance a marca de 70% em autogeração de energia.
Os investimentos em energia, bem como o início das operações da Mina de Bauxita de Juruti, no Pará, que completou dois anos de operação em setembro de 2011, contribuem para a perenidade do negócio da Alcoa pelas próximas décadas, razão pela qual o prejuízo financeiro registrado em 2010, o maior da Alcoa em seus quase 50 anos de história no país, não altera nosso compromisso em buscar incessantemente um futuro positivo para a Companhia.
Em termos de engajamento, avançamos em todas as localidades do Brasil, tanto com o público interno, como com as comunidades, a partir da criação de processos inovadores. Também progredimos em 2010 no relacionamento com os fornecedores, consolidando o "Programa Compras Sustentáveis", e seguimos com foco na segurança total de nossos funcionários, por meio da adoção da ciência do Desempenho Humano, como parte dos Programas já existentes de "Prevenção de Incidentes no Ambiente de Trabalho da Companhia".
Na área de meio ambiente, antecipamos, já em 2010, o cumprimento da meta de reduzir em 10% a intensidade média do uso de água até 2020. Lançamos o "Programa Alcoa de Eficiência Energética" com o objetivo de identificar e executar ações que possibilitem reduzir nosso consumo de energia e nossas emissões de gases de efeito estufa. Também com esse intuito, iniciamos um processo para alterar a matriz energética na Refinaria de Alumina em Poços de Caldas, o que reduzirá as emissões de CO2 em 69.500 toneladas por ano.
Mais do que divulgar nossas práticas no ano, o relatório de sustentabilidade da Alcoa procura prestar contas para a sociedade e demonstrar o resultado de anos de gestão socioambiental e engajamento da Companhia com nossos públicos de interesse. Esperamos que essa publicação também atenda às expectativas dos nossos leitores.
A todos, boa leitura.
Franklin L. Feder
Presidente da Alcoa América Latina e Caribe