Tecnologia inovadora 
Reciclagem de embalagens longa vida 

A Alcoa, Klabin, Tetra Pak e a TSL Ambiental construíram juntas, com inauguração em 2005, uma unidade de reciclagem de embalagens longa vida em Piracicaba, interior de São Paulo. Foram sete anos de pesquisa e desenvolvimento para criar a primeira unidade deste tipo no mundo. 

A fábrica faz uso inédito da tecnologia de plasma, que permite a separação total do alumínio e do plástico que compõem a embalagem. O processo revoluciona o modelo atual de reciclagem das embalagens longa vida que, até então, separava o papel, mas mantinha o plástico e o alumínio unidos.

O processo de plasma permite o retorno dos três componentes da embalagem para a cadeia produtiva como matéria-prima. A construção da unidade consumiu investimentos da ordem de R$ 12 milhões, compartilhados entre as quatro empresas, sem o uso de recursos governamentais ou incentivos fiscais. 

A unidade está localizada ao lado da fábrica da Klabin e tem capacidade para processar 8 mil toneladas por ano de plástico e alumínio – o que equivale à reciclagem de 32 mil toneladas de embalagens longa vida. A emissão de poluentes na recuperação dos materiais é próxima de zero, feita na ausência de oxigênio, sem queimas, e com eficiência energética próxima de 90%. 

A unidade sintetiza o melhor que o conceito de sustentabilidade pode trazer, como inovação tecnológica, parcerias, ganho ambiental e desenvolvimento social. A reciclagem representa importante contribuição no aspecto econômico, quando uma grande comunidade tem na coleta seletiva o seu sustento. 



A tecnologia de plasma
A aplicação da tecnologia de plasma para a reciclagem de embalagens cartonadas é inédita no mundo: o sistema usa energia elétrica para produzir um jato de plasma a 15 000o C para aquecer a mistura de plástico e alumínio. Com o processo, o plástico é transformado em parafina e o alumínio, totalmente recuperado. 

O embrião do projeto nasceu no Brasil há cerca de oito anos, quando o então Grupo de Plasma do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP (IPT) iniciou um trabalho pioneiro no desenvolvimento de processos e tecnologias que pudessem tratar resíduos industriais de maneira completa, final e não poluidora, ao mesmo tempo em que permitissem o reaproveitamento de insumos valiosos presentes originalmente nesses resíduos. 

O uso da tecnologia para processamento do plástico e alumínio das embalagens cartonadas foi testado positivamente e fez surgir a parceria entre as quatro empresas para instalação da unidade de reciclagem via plasma.

Brasil exporta tecnologia
A tecnologia de plasma brasileira despertou interesse fora do País. Missões de países como Suécia, Espanha e China, interessados em implementar o processo de reciclagem das embalagens cartonadas, visitaram, em 2004, a unidade piloto da TSL Ambiental em Osasco (SP). Em Dezembro, uma unidade de reciclagem nos mesmos moldes de Piracicaba foi inaugurada em Valência, na Espanha, na fabricante de papel Nesa, que investiu € 6 milhões. Outros países na Europa também se mostram interessados pela tecnologia brasileira: Alemanha, Itália, França e Holanda.

Localização Piracicaba, SP
Área construída  2.200m², em um terreno de 11.000m²
Investimento R$ 12 milhões
Capacidade 8 mil toneladas de plástico e alumínio – equivalente a 32 mil embalagens longa vida / ano
Geração de Empregos 25 diretos
50 indiretos (em relação à fábrica)
Tecnologia  Jato de plasma a 15.000º C
Emissão de Poluentes Emissão de gases próxima de zero
Eficiência energética 90% 
Outras unidades em construção Valência, Espanha
Outras unidades em projeto Alemanha e Itália