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Alcoa no Brasil
Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2009 
Prêmio Alcoa 2009
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"Viabilidade de industrialização e inovação são levados em consideração nas avaliações dos trabalhos do Prêmio”, afirma jurado
Auresnede Pires Stephan, ou Prof. Eddy, é professor universitário na área de design, na FAAP-Fundação Armando Álvares Penteado, ESPM-Escola Superior de Propaganda e Marketing e Santa Marcelina, membro do Conselho do Museu da Casa Brasileira e, atualmente, atua como consultor de design da Tok&Stok e ABIMÓVEL. Jurado desde a primeira edição do Prêmio Alcoa, o educador afirma que os projetos inscritos são avaliados por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais das áreas de engenharia, produção, economia, administração e design. 

- O que é levado em consideração na avaliação dos projetos e quais despertam mais interesse do júri?
A comissão de avaliação é multidisciplinar, sendo constituída por profissionais das áreas de engenharia, produção, economia, administração e design. Assim sendo, existe um olhar e uma percepção muito particular de cada um. De um lado, o administrador observa a oportunidade no mercado; o engenheiro, a viabilidade física, técnica, a produção e o aspecto de industrialização; e o designer, o conceito básico da proposta (inovação), aliado aos fatores estéticos. 
O bom projeto é aquele que apresenta viabilidade de industrialização e é tecnicamente possível de ser desenvolvido, utilizando o alumínio como matéria- prima básica (aproximadamente 80% de emprego no projeto), aliado a um valor agregado de boa estética e com efetiva inovação, possibilitando o aumento de vendas no mercado.
A qualidade técnica do júri possibilita uma troca constante de informações no decorrer da avaliação, somando dois dias de exaustivos trabalhos. Ao final da sessão de julgamento todos os itens acima são considerados e, por meio de uma ponderação, são definidos os premiados.

- Quais os principais erros cometidos pelos participantes?
São inúmeros, sendo importante destacar alguns deles: apresentar projetos aparentemente inovadores, mas que na prática não o são, pois não ocorreu uma pesquisa mais profunda e, em muitos casos, o produto já é comercializado em outro país; projetos desenvolvidos de forma primária, sem fundamentação técnica, não passando de um simples croquis a lápis e não obedecendo as diretrizes do regulamento; projetos inviáveis quando executados na matéria- prima solicitada (alumínio); projetos que podem ser considerados mais inventivos do que propriamente um projeto industrial; propostas desenvolvidas nos momentos finais de entrega, apenas pela possibilidade de enviar para o concurso; falta de um memorial descritivo fundamentado em dados e conceitos coerentes, além da falta de uma terminologia coerente, ocasionando redundância e dificuldades de entendimento por parte do júri; apresentação gráfica que não possibilita a compreensão da proposta, ou seja, desenhos muitas vezes sem um dimensionamento correto, distorções ocasionadas pelos softwares que ilustram de forma incoerente o conceito da proposta.

- Qual a importância de participar do Prêmio Alcoa?
Na qualidade de jurado desde a primeira edição, posso considerar que o Prêmio é reflexo da empresa, ou seja, incentiva a inovação e a total liberdade no trabalho da equipe de consultores no âmbito do julgamento. O regulamento não oferece simplesmente um prêmio, mas um atestado de qualidade ao autor e ao seu projeto. Ele é um desafio em todos os sentidos e atesta aos seus vencedores uma conquista que enriquece e enaltece seu currículo e possibilita ainda a alternativa de ter sua proposta viabilizada em escala industrial. 



Programas de habitação popular impulsionam indústria do alumínio
Programas habitacionais populares empreendidos pelo governo federal como o Minha Casa, Minha Vida, impulsionam a indústria do alumínio, que aposta neste mercado de baixa renda e prevê um aumento da demanda de matéria- prima pelas construtoras.

O mercado da construção civil é um dos mais dinâmicos da economia brasileira e destaca-se pelo significativo uso de alumínio, representando hoje aproximadamente 15% de todo o volume do metal utilizado no Brasil. Neste setor, o alumínio é utilizado em janelas, portas, acessórios para banheiro, revestimento, dutos de ar condicionado, painéis solares e telhas.

No caso de sistemas de esquadrias para aplicações residenciais, há hoje no mercado várias linhas populares, mais baratas e acessíveis ao consumidor de baixa renda.

Segundo a ABAL-Associação Brasileira de Alumínio, o alumínio tem participação em todas as faixas de construções. Nas de médio e baixo padrão, o percentual é de 22% a 8%, respectivamente, enquanto nas de alto padrão é de 8%.



Entrevista Caco de Paula, jornalista e Publisher do projeto Planeta Sustentável, da editora Abril
Ampliar o conhecimento sobre o tema sustentabilidade é a missão do Planeta Sustentável, projeto desenvolvido pela Editora Abril com 13 milhões de leitores e participação de revistas e sites do grupo, que se tornou referência e fonte de consulta sobre o assunto. À frente dele está Caco de Paula, jornalista há 30 anos, diretor do Núcleo de Turismo da Editora Abril - composto pela revista Viagem e Turismo, Guias Quatro Rodas, pela edição brasileira da National Geographic e portal Viajeaqui.com.br -, e Publisher do projeto PLANETA SUSTENTÁVEL. Caco de Paula foi repórter e editor de O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, repórter de Veja, editor de Veja São Paulo, e participou do projeto da revista Vida Simples.

- Como você avalia a cobertura pela imprensa de assuntos relacionados à sustentabilidade?
A cobertura da imprensa vem melhorando muito, mas pode melhorar muito mais. Acredito que o principal problema está na falta de uma visão mais mediana sobre o tema. O que vemos é que muito mais veículos hoje estão se dedicando ao tema, mas a maioria ainda peca, ora por fazer um conteúdo ingênuo demais, ora por não conseguir preparar e transmitir um conteúdo compreensível a um público mais amplo. É por isso que acreditamos muito na fórmula encontrada no Planeta Sustentável, onde conseguimos falar sobre sustentabilidade traduzindo o tema para as linguagens de espectro de referências de cada audiência. Assim, falamos sobre sustentabilidade no âmbito de viagem para quem lê Viagem e Turismo ou Guia Quatro Rodas, de informática para quem lê Info, de negócios na cobertura de Exame e de atualidade de informação em Veja. Ou seja, creio que a maior razão do sucesso do Planeta Sustentável esteja em nossa capacidade de expressão em 35 linguagens referentes às 35 revistas participantes, o mesmo para sites e eventos. É assim que estamos falando com mais de 13 milhões de leitores. Na linguagem acessível a cada um.

- Qual o papel dos meios de comunicação na ampliação do debate sobre sustentabilidade e na mobilização da sociedade em torno do assunto?
O papel dos meios de comunicação é tornar mais compreensíveis alguns temas que originalmente podem parecer complexos demais. Recentemente editamos uma cartilha com dicas sobre hábitos sustentáveis no dia-a-dia. Imprimimos mais de 2,5 milhões de cópias desse material e temos uma versão ampliada, na internet, com mais de 100 dicas. O sucesso desse tipo de iniciativa mostra que o público está interessado, se houver quem leve a ele uma visão que o aproxime de sua realidade e não um discurso em "sustentabilidez", acessível apenas a iniciados. Creio que o papel dos meios é compreender a questão, torná-la interessante e acessível para as audiências e, sim, ter opinião sobre o assunto.

- Você acredita que a sustentabilidade é ainda pouco compreendida pela sociedade, apesar de muito falada atualmente?
Sem nenhuma dúvida. Ainda há muita confusão sobre sustentabilidade, um conceito que, para muitos, é entendido apenas como um sinônimo de "ambiental", ou mesmo de "responsabilidade social", ou "benemerência", "fazer o bem", "salvar o planeta". Primeiro porque uma visão mais ampla de sustentabilidade está apoiada em ao menos três pilares, que são o econômico, o social e o ambiental. Eu ainda incluiria um quarto pilar, que é o da cultura. Temos agora um protagonismo maior do aspecto ambiental por conta de um fenômeno que chamo de "algorização" do tema. Ou seja, desde o esforço empreendido por Al Gore para incluir o tema na pauta das eleições legislativas dos EUA em 2006, quando também se intensificaram os estudos e publicações relacionados ao assunto, como os estudos do IPCC, por exemplo, e, depois, com a concessão do Nobel a Al Gore e ao IPCC. Em sustentabilidade deve-se desconfiar de qualquer solução que não envolva um aspecto econômico, pois as soluções têm custos. E, se eles não aparecerem, é porque algo está sendo escondido. Eu, particularmente, acredito que as grandes soluções estão ligadas ao capital. Seja na Amazônia, no agronegócio, na emissão de gases de efeito estufa e por aí afora. A visão voluntarista é muito ingênua. E a própria idéia de que se está batalhando para salvar o planeta é algo muito desinformado. O planeta Terra é muito resistente. Se há algo em risco é a capacidade de sobrevivência do ser humano em algumas partes, ou em todo esse planeta. Mas não o planeta em si. Enfim, ainda há muita desinformação. Mas não existe dúvida de que a sociedade está cada vez mais interessada no assunto. 

- Qual a sua opinião sobre iniciativas como o Prêmio Alcoa, cujo objetivo é estimular a criatividade e difundir as ideias dos estudantes e profissionais brasileiros sobre produtos e aplicações do alumínio, além de gestão de reciclagem.
Acho genial! O Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio já é uma referência, com boa introdução nos meios estudantis e com um grande futuro pela frente. Na minha opinião seu principal mérito está justamente em levar a discussão da sustentabilidade para um campo prático e tangível. Creio que, num certo aspecto, assemelha-se à experiência que temos no Planeta Sustentável com as cartilhas e também com os planos de aulas, que nós mesmos criamos a partir de conteúdos que produzimos, e que são utilizados por milhares de professoras em salas de aula. Outro ponto que eu destacaria do Prêmio Alcoa é a sua relevância de primeira hora. Ele não foi criado ontem, só porque agora começou-se a falar mais sobre esse assunto. Se não me engano, o Prêmio existe há oito anos, o mesmo período em que a companhia figura no Índice de Sustentabilidade Dow Jones. Para mim, esse tipo de iniciativa, ligada à educação, à formação, ao estímulo sério dos estudos é um dos principais caminhos que se deve traçar para incluir a sustentabilidade nas discussões cotidianas de pessoas, empresas e governos. E com uma pegada muito ligada a consumo, que é onde cada um de nós toma decisões que podem impactar ambiente, sociedade e economia. Impactos que, a experiência mostra, podem ser negativos ou positivos, dependendo da escolha que fizermos. E as boas escolhas dependem, antes de mais nada, de informação, de educação. Não há escolha consciente sem algum tipo de discernimento. 




Cientistas criam forma de alumínio que seria um "novo estado da matéria"
Cientistas da Universidade de Oxford criaram uma espécie de alumínio transparente ao bombardear o metal com um dos lasers de raio-X mais potentes do mundo. O "alumínio transparente", até então existente apenas no universo da ficção, pode ser considerado um "novo estado da matéria", segundo os pesquisadores. O estudo foi publicado pela revista "Nature Physics".

Os pesquisadores utilizaram um processo conhecido como fotoionização. Segundo o relato, o laser foi capaz de "nocautear" um elétron das camadas internas de cada átomo de uma amostra de alumínio, sem romper a estrutura do metal. Isso teria tornado o alumínio praticamente invisível à radiação ultravioleta.

No texto de divulgação da Universidade de Oxford , um dos autores do estudo, o professor Justin Wark afirma que o grupo criou "um estado da matéria completamente novo, nunca antes visto". O laser usado no experimento foi o "Flash", que fica na Alemanha. 

A expectativa dos cientistas é que o feito ajude a compreender a formação de pequenas estrelas que se formam a partir de implosões de lasers de alto poder. Com isso, acredita Wark, é possível que um dia os homens consigam explorar a fusão nuclear aqui na Terra.

Fonte: UOL Ciência e Saúde



Entrevista: Júlio César Dutra, doutor em engenharia metalúrgica e professor do Centro Universitário da FEI-Fundação Educacional Inaciana
O alumínio é uma matéria-prima importante não apenas pelas suas propriedades, mas também por gerar produtos levando em consideração os interesses de uma sociedade sustentável. É o que afirma Júlio César Dutra, doutor em engenharia metalúrgica e de materiais e professor da disciplina Ciência dos Materiais do Centro Universitário da FEI-Fundação Educacional Inaciana. 

Segundo o engenheiro, o alumínio e suas ligas têm baixa densidade, boa relação resistência/peso e excelente resistência à corrosão, garantindo seu uso em aplicações na engenharia de mobilidade e em construções e arquitetura; excelente aparência superficial e boa combinação de propriedades mecânicas e térmicas – apropriada para utensílios domésticos; um conjunto interessante de propriedades elétricas e térmicas (condutividade térmica) – destinada para aplicações em engenharia elétrica. 

“Tudo isso, aliado à sua conformabilidade, garante inúmeras aplicações nos segmentos de engenharia, a um custo competitivo, principalmente quando se considera a questão da sustentabilidade: o alto valor agregado deste material garante a reciclagem. Para se ter uma ideia, aproximadamente 95% da energia utilizada na produção primária do alumínio pode ser economizada no processo de reciclagem, tornando-o um material bastante interessante para a sociedade, agora e no futuro”, analisa Júlio César.

O professor afirma que a questão da sustentabilidade permeia o curso de engenharia de materiais, seja nas disciplinas ou nos projetos de iniciação científica e monografias. Para ele, o uso de materiais, de um modo geral, deve ser consciente e não somente observar-se a questão da reciclagem.

“Por uso consciente entende-se como aquele que leva em conta os fatores políticos, econômicos e sociais com vistas à produção de bens para a sociedade com consequências favoráveis ao bem-estar da nossa civilização. Os alunos já têm esta percepção enquanto consumidores, restando provocar a reflexão deles sobre como cumprir estes compromissos com a sociedade”, analisa.

Por esse motivo, Júlio César Dutra apoia iniciativas como o Prêmio Alcoa que, segundo ele, provoca a reflexão e a ação do estudante para questões que a sociedade coloca aos futuros engenheiros. “É uma excelente maneira de o aluno utilizar os diversos conhecimentos, habilidades e competências que são adquiridas no curso para propor mudanças na nossa sociedade”, diz.



Evento sobre meio ambiente industrial e sustentabilidade em São Paulo
Acontece de 4 a 6 de Novembro, no Expo Center Norte, a XI FIMAI-Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade, com o objetivo de propagar o tema sustentabilidade no setor empresarial brasileiro. Serão cerca de 80 expositores mostrando novas tendências, inovações tecnológicas e práticas ambientais bem sucedidas. A entrada é franca. 

Em paralelo à feira, acontece o SIMAI-Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade e a V Recicle CEMPRE-Compromisso Empresarial para Reciclagem. Para estes eventos, especificamente, é necessário o pagamento de inscrição.

Entre as palestras do SIMAI estão: “A Sustentabilidade como fator de competitividade no cenário mundial”, “Gestão de Resíduos Industriais” e “Educação e Responsabilidade Socioambiental Corporativa”. Já os painéis e palestras do V Recicle CEMPRE, que terá como tema "Reciclando Nosso Compromisso com o Meio Ambiente", abordarão a questão dos resíduos sólidos e da reciclagem considerando a atuação dos diversos públicos de interesse e reforçando o conceito de "gerenciamento integrado”. 

XI FIMAI / SIMAI - Feira e Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade e V Recicle Cempre
Local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333, Vila Guilherme
Data: 4 a 5 de novembro de 2009 
Horário: FIMAI - Das 14h às 21h - entrada franca
Horários seminários:
- XI SIMAI: das 08h00 às 18h30 - pago, com inscrições prévias
- V Recicle Cempre: das 09h às 19h - pago, com inscrições prévias 



Entrevista: “Setor de embalagens traz boas alternativas aos participantes”, diz professor da Poli-USP
O engenheiro metalurgista Jorge Alberto Soares Tenório é Professor Titular do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais da Poli USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo) com ênfase nas áreas de Reciclagem e Tratamento de Resíduos Sólidos, Metalurgia Extrativa, Oxidação e Intermetálicos. 

Com mais de 300 trabalhos científicos no currículo, Tenório lembra as propriedades que tornam o alumínio o segundo metal mais usado no mundo: leveza, excelente aspecto visual, resistência e boa condutividade elétrica. “Nós temos muitos trabalhos com alumínio no departamento. Estudamos suas propriedades mecânicas, soldagem e corrosão e desde 1992 trabalhamos com reciclagem.”, explica Tenório, que também é presidente do ICTR-Instituto de Ciência e Tecnologia em Resíduos e Desenvolvimento Sustentável.

Para ele, o Prêmio Alcoa é uma iniciativa louvável. “Todo prêmio tem impacto positivo e produz frutos. O Prêmio Alcoa é importante para que gere conhecimento e potencialize a capacidade das pessoas. E quanto mais pessoas pensarem em problemas, mais ideias e soluções vão surgir”, afirma o professor.

O setor de embalagens, segundo ele, um campo altamente competitivo, pode oferecer várias possibilidades aos que querem participar do Prêmio. “Os participantes devem buscar olhar para frente e acompanhar as tendências. Desenvolver projetos de design inovadores que possam utilizar alumínio como matéria-prima e aplicações aproveitando o potencial de reciclagem do metal”, orienta Tenório, que recebeu o Prêmio ABAL, em 2000, pelo desenvolvimento de projeto de reciclagem pelo processo de plasma, realizado em parceria com o IPT-Instituto de Pesquisas Tecnológicas.



Setor médico-hospitalar utiliza alumínio em larga escala
Por ser leve, inoxidável, resistente à corrosão, durável, de fácil manutenção e bom condutor térmico, o alumínio é matéria-prima largamente empregada no setor médico-hospitalar.

“Utilizamos o alumínio por ser mais leve do que o aço inoxidável e excelente condutor térmico”, afirma Djalma Rodrigues, diretor industrial da Fanem, fabricante brasileira do ramo médico-hospitalar-laboratorial, fundada em 1924.

A empresa emprega o metal na fabricação da maior parte de seus equipamentos, como incubadoras, aspiradores e compressores cirúrgicos, autoclaves (estufas de esterilização), centrífugas, entre outros. 

Setor - Com o crescimento do setor e aumento das exportações, o setor médico-hospitalar está otimista e investindo na modernização de seu parque tecnológico. Segundo a ABIMO-Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios, a indústria brasileira médico-hospitalar e odontológica exportou US$ 581 milhões no ano passado, registrando um crescimento de 10% em relação às vendas externas de 2007.



Entrevista: Angela Crespo, jornalista especializada em consumo
O consumidor ainda não aplica com o fervor que deveria os conceitos de consumo consciente e o Brasil está caminhando em relação ao assunto. Essa é a opinião da jornalista Angela Crespo, especialista em consumo e titular da coluna “Dos dois lados do balcão”, no jornal Diário do Comércio, de São Paulo.

Segundo ela, não dá para se falar em consumo consciente quando ainda se compra por impulso, sem conhecer as empresas e a forma e os impactos que um produto ou serviço causam ao planeta não só na hora de serem produzidos ou empregados, mas também quando se transformam em lixo.

“O consumidor brasileiro ainda não aplica com o fervor que deveria os conceitos de consumo consciente. O planeta exige medidas rápidas e drásticas, que não podem se limitar às ‘pequenas’ ações, como fechar a torneira quando escovamos os dentes ou separar o lixo. O consumidor consciente tem de pensar e agir ‘grande’, tem de se transformar em agente impulsionador de mudanças em prol da sustentabilidade, tem de exigir condições mínimas governamentais para a prática do consumo consciente, tem de cobrar as empresas em tudo o que produz e na forma que produz, tem de se perguntar a cada momento o que tem a ver com uma determinada situação e todos devem participar, sem distinção de classe social, credo, cor, grau de escolaridade, etc.”.

Para atingir esse patamar, segundo Angela, é necessária a disseminação da informação sobre consumo e sustentabilidade em todos os canais possíveis para que o cidadão tenha o poder consciente da escolha e as suas consequências. Além disso, a jornalista afirma que o consumidor pode mudar o comportamento de uma empresa ao dizer não a seus produtos e práticas. 

Prática cidadã - A jornalista define o consumo consciente como transformar o ato de consumir em uma prática permanente de cidadania e extrapolar as necessidades individuais olhando os reflexos na sociedade, na economia e no meio ambiente. 

Porém, Angela acredita que na sociedade atual isso é um desafio por vários motivos. Um deles é que a informação sobre os deveres do consumidor nas relações de consumo consciente não está totalmente disseminada. Divulga-se com grande intensidade os direitos do consumidor e não se cobra dele os seus deveres e as conseqüências de seus atos de consumo.

“Como deixar de olhar as necessidades pessoais para abraçar o coletivo se nem transporte público temos? Se não sabemos o quanto um veículo é poluidor? Se compramos de empresas que adulteram datas de validade de produtos, que não rastreiam nem monitoram seus fornecedores, que não se preocupam com o lixo que seu produto se transforma quando não serve mais para o consumo? Consumimos 24 horas por dia água, alimento, roupas, transporte, combustíveis e energia. Sabemos de onde vem tudo isso e os impactos que estão causando ao planeta?”, questiona Angela.

A base para se tornar um consumidor consciente é a informação, a educação, vinda de todos os meios (governos, ONGs, órgãos públicos, empresas, escola, etc.), segundo Angela. Por isso, ela diz que iniciativas como o Prêmio Alcoa são importantíssimas. 

“Ao estimular a criatividade de estudantes e profissionais, o Prêmio está trabalhando a informação, incentivando que esses grupos pensem o seu meio e como podem mudá-lo com novas ações e reaproveitamento do que se tornaria lixo. Estimular o olhar para o alumínio como uma matéria-prima que pode sempre se transformar (deixando de ser lixo), promove a consciência ecológica e, consequentemente, a busca pela sustentabilidade.”, diz.

Aos interessados em desenvolver projetos para o Prêmio, Angela recomenda um olhar atento às condições de trabalho dos catadores. “Fico indignada ao vê-los puxando carroças nas ruas. Não aprovo nem cavalos nessa situação, quanto mais gente. Sem contar que fazem o trabalho grosso, pesado, e ficam com a menor parte do resultado. Algo está muito errado nessa relação, que precisa ser modificada em prol da dignidade humana”, afirma.



ABAL prevê crescimento de 17,3% do consumo de alumínio para o segundo semestre
Com o início da recuperação econômica, a ABAL-Associação Brasileira de Alumínio estima um crescimento de 17,3% do consumo de produtos transformados de alumínio no segundo semestre deste ano em comparação com o primeiro semestre. 

A previsão da entidade é que o ano encerre com o consumo de 984,9 mil toneladas, contra 1.098,7 mil toneladas. No primeiro semestre de 2009 o consumo foi de 453,2 mil toneladas contra 560,4 mil toneladas do mesmo período do ano passado, registrando queda de 19,1%. O fato positivo, segundo a ABAL, é que, após declínio em dois trimestres consecutivos, o consumo interno no segundo trimestre de 2009 cresceu 4,1% em relação ao primeiro trimestre do ano.

Para o presidente da ABAL, o setor começa a sentir os efeitos da melhora do cenário econômico. “Para a indústria brasileira do alumínio, a recuperação econômica já começou no segundo trimestre deste ano e acreditamos que o consumo de alumínio no segundo semestre alcançará os mesmos patamares atingidos no ano passado”, diz Luiz Carlos Loureiro Filho.



Entrevista: Andrea Vialli, repórter de sustentabilidade do jornal O Estado de S. Paulo
Jornalista com especialização em sustentabilidade pela Schumacher College, do Reino Unido, Andrea Vialli é repórter do jornal O Estado de S. Paulo, onde escreve uma coluna voltada para o tema no caderno Economia & Negócios. Junto com outros profissionais de imprensa, ajuda a disseminar e ampliar o debate sobre o assunto na sociedade.

Segundo a repórter, a imprensa tem aumentado de forma considerável o espaço relacionado ao tema, especialmente após o início de 2007, quando foi divulgado o primeiro relatório do IPCC-Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, que evidenciou o impacto da ação humana sobre o aquecimento global. “Hoje praticamente todos os grandes veículos têm espaços específicos sobre sustentabilidade, e há também uma mídia segmentada que cobre bem o assunto, como sites, blogs, etc.”, afirma Andrea.

No jornal O Estado de S.Paulo, por exemplo, sustentabilidade é abordado em várias frentes: seção semanal no caderno de Economia&Negócios; cobertura diária, com mais foco em meio ambiente, no Vida&; suplemento mensal Vida&Sustentabilidade, lançado em Janeiro; e por último, o blog Andrea Vialli Sustentabilidade (http://blog.estadao.com.br/blog/vialli/), no portal www.estadao.com.br, onde a jornalista acompanha o assunto, com atualização semanal.

Andrea Vialli acredita que os meios de comunicação têm um papel enorme e de grande responsabilidade na ampliação do debate sobre sustentabilidade e na mobilização da sociedade em torno do assunto. “Cabe à imprensa ajudar a divulgar o conceito e tirá-lo dos nichos, tornando-o acessível a todos os cidadãos”, diz.

Com relação ao Prêmio Alcoa, Andrea acredita que prêmios sempre são bem-vindos, pois estimulam a produção de conteúdo e projetos sobre determinado assunto. Ela aconselha aos que querem participar, que pensem no uso o mais abrangente possível da matéria-prima, pois a sociedade caminha para um futuro em que qualquer subaproveitamento ou desperdício será condenado. 

Além disso, ela afirma que é preciso valorizar o trabalho de recicladores e catadores. “É hora de pensar em iniciativas de reciclagem que dêem maior atenção a esses profissionais, que são o elo mais frágil do ciclo de reciclagem no Brasil. Se por um lado eles dão contribuição a esse setor, por outro são mal remunerados e trabalham na maior parte das vezes nas piores condições. Acho que eles merecem ser contemplados”, acredita.



Entrevista: Sérgio Fahrer, designer de mobiliário
“Homem e natureza. A preocupação e a responsabilidade ecológica e social são obrigações de um profissional de design”. É assim que o designer Sérgio Fahrer se apresenta em seu site http://www.sergiofahrer.com.br/.

Reconhecido por suas coleções para as lojas Brentwood e Dpot, em São Paulo, e para o SESC-Serviço Social do Comércio, Sérgio busca a inovação, novas tecnologias e materiais, aliados ao respeito ao planeta, no desenvolvimento de seu trabalho. A sua preocupação com a sustentabilidade rendeu alguns reconhecimentos, entre eles o Prêmio Cempre-Compromisso Empresarial para Reciclagem, pela criação de mobiliário para a comedoria de unidades do SESC, feitas a partir de material reciclável.

Sua mais nova coleção de cadeiras é feita de alumínio de avião. “Todas as peças produzidas pela nossa empresa são ecologicamente corretas, desde o uso da madeira (que recebe o selo do FSC-Forest Stewardship Council ou Conselho Brasileiro de Manejo Florestal), passando pelos reciclados, como alumínio, couros, etc. 

Banco DC-3: estrutura em alumínio, revestido em tecido (imagem da esquerda)
Cadeira NENA: estrutura em alumínio, revestida com lâmina de madeira na parte externa e pintada na parte interna (imagem direita)


Para criar sua nova coleção, com mais de 30 produtos, Sérgio precisou de um material que fosse fino como um traço de lapiseira, representado no espaço real. “O alumínio com apenas quatro milímetros de espessura atenderia essa necessidade estética. Após vários testes, descobrimos que o material era ideal. Construímos então a peça-piloto, inspirada no perfil da asa do avião Douglas DC-3, famoso por fazer a ponte aérea Rio–São Paulo na década de 60”, conta. 

Excelente resistência física, térmica e mecânica do alumínio são características que Sérgio enumera como ideais para os seus produtos. “O metal atende aos requisitos estruturais das nossas peças, além de ser reciclável, condição essencial aos nossos produtos”, afirma o designer.

Como inovação e busca de novos materiais são temas caros para o designer, ele reconhece como positiva as iniciativas como a do Prêmio Alcoa. “O Prêmio Alcoa estimula a criatividade e a busca de novas soluções, além de promover a consciência ecológica”, afirma. 



Alumínio beneficia setor odontológico
Num consultório odontológico há uma infinidade de itens que utilizam como matéria-prima o alumínio: brocas, equipos, cadeiras, autoclave e outros. A escolha do metal se deve a inúmeros fatores, entre eles a boa condução térmica e a leveza do material.

Por esse motivo, as empresas do setor apostam na utilização do alumínio na fabricação de equipamentos. A fabricante brasileira de equipamentos odontológicos Gnatus, com sede em Ribeirão Preto, e que exporta para mais de 130 países, é um exemplo.

Segundo Carlos Banhos, gerente de engenharia da empresa, presente no mercado desde 1976, o alumínio tem boa usinagem. Outra vantagem destacada pelo engenheiro é a rápida dissipação térmica do metal, o que faz com que ele seja utilizado na estrutura da autoclave, equipamento para esterilização.

“O maior benefício, no entanto, é para o cliente final, pois os equipamentos manuais, como os motorzinhos de alumínio, por serem mais leves que os de inox e latão, diminuem a fadiga e a incidência de Dort (Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho) e Ler (Lesões por esforços repetitivos)”, afirma.

Números do segmento – O setor de odontologia encerrou 2008 com saldo positivo de US$ 38 milhões, exportando US$ 82 milhões e importando US$ 44 milhões, segundo pesquisa encomendada pela ABIMO-Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios ao IEMI-Instituto de Estudos e Marketing Industrial.



Crescendo com o agronegócio
Atividade propulsora da economia brasileira, responsável por 33% do PIB-Produto Interno Bruto, 42% das exportações totais e 37% dos empregos brasileiros, segundo dados do Ministério da Agricultura, o agronegócio no Brasil não para de crescer. Fatores como clima diversificado, solo favorável, além da modernização da atividade rural, obtida por intermédio de pesquisas e da expansão da indústria de máquinas e implementos, são responsáveis pelo desenvolvimento do setor.

Extrudados, chapas e laminados, fundidos e forjados, o alumínio faz parte desse cenário rentável. O metal é utilizado como componente em implementos agrícolas, equipamentos de irrigação e pulverização agrícola, e na parte estrutural em galpões, silos, graneleiros, etc. Leve, resistente e durável, é uma escolha vantajosa para as indústrias do segmento.



Entrevista - Antonio Augusto Couto e Antonio Hortencio Munhoz Jr. 
Antonio Augusto Couto é professor da disciplina “alumínio e suas ligas” e Antonio Hortencio Munhoz Júnior é coordenador do programa do mestrado profissional em Engenharia de Materiais. Os educadores fazem parte do corpo docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, tradicional instituição de ensino paulistana. Tem unidades em São Paulo (ensino básico e superior), Tamboré (ensino básico e superior), Campinas (ensino superior), Rio de Janeiro (ensino superior) e Brasília (ensino básico). São mais de 40 mil alunos e cerca de 30 cursos de graduação. 

Os professores lembram que o alumínio é o terceiro elemento mais abundante na crosta terrestre. “Há um aumento da utilização nas mais diversas aplicações. É um metal de fácil processamento, baixa densidade, excelente resistência à corrosão e com uma ampla possibilidade de aplicações nos mais variados setores da sociedade”,dizem.

Esses foram alguns dos motivos que motivaram a criação de uma disciplina dedicada ao alumínio e suas ligas. “Entendemos que por alguns professores atuarem nessa área e o Mackenzie fomentar pesquisas com esse metal, havia a possibilidade da criação de um curso e uma perspectiva de aumento da utilização do alumínio na Engenharia”.

Os educadores recomendam aos participantes dessa edição que fiquem atentos às oportunidades de utilização das ligas de alumínio, “principalmente quando a relação resistência mecânica/peso, a resistência à corrosão e possibilidade de reciclagem forem requisitos importantes”, 

Novos projetos – Couto e Munhoz contam que no Programa de Mestrado da Universidade Presbiteriana Mackenzie estão elaborando um projeto de pesquisa para substituição de um componente automotivo de aço/ferro fundido por uma liga de alumínio. “A pesquisa está sendo desenvolvida por professores do curso de Engenharia de Materiais da Universidade Presbiteriana Mackenzie em parceria com uma empresa do setor. O processo de fabricação adotado tem mostrado resultados promissores inclusive com a possibilidade de obtenção de patente”, revelam.

Eles revelam a existência de muitas oportunidades no Brasil para o desenvolvimento de projetos relacionados à gestão da reciclagem e aos produtos e aplicações sustentáveis. “O Brasil ainda utiliza pouco alumínio quando comparado a outros países desenvolvidos. Portanto, as possibilidades de projetos de inovação nesta área são muito grandes”, dizem.

Para os acadêmicos, o Prêmio Alcoa é um excelente mecanismo de estímulo para que os estudantes e profissionais brasileiros possam propor projetos direcionados à gestão da reciclagem ou aos produtos e aplicações sustentáveis. “O incentivo para a elaboração de projetos faz com que os estudantes sejam contagiados com a possibilidade de inovação e os profissionais possam disponibilizar o seu conhecimento e experiência adquiridos ao longo da sua vida profissional na elaboração de novos projetos”.



Produtos ecoeficientes contribuem pela sustentabilidade do planeta
A procura pelos produtos ecoeficientes deixou de ser modismo, algo que parecia ser apenas ecologicamente correto para fazer parte do planejamento das compras de empresas e consumidores. São soluções que oferecem economia de água, eficiência energética e não causam danos ao meio ambiente. 

Tudo começa pela escolha de matérias-primas adequadas, com baixo impacto ambiental. Outro aspecto são as tecnologias que permitem o menor uso de recursos. 

Hoje há uma infinidade desses tipos de produtos, que podem ser aplicados na maior parte dos ambientes das companhias e lares: são torneiras com sensores elétricos que evitam o desperdício, lâmpadas fluorescenntes compactas, mesas fabricadas com madeiras de reflorestamento, válvula de descarga com sensor automático, tijolos fabricados sem corte e queima de árvores, coletores solares e muitos outros. Além disso, também há opções de escolha de produtos que no seu processo ou descarte são menos agressivos ao meio ambiente.



Entrevista Nelson Kawakami
Nelson Kawakami é diretor-executivo do GBC Brasil, braço do World Green Building Council, entidade criada por representantes dos setores imobiliário e ambiental para desenvolver uma indústria da construção sustentável para o País, conduzindo a adoção de edifícios verdes, por meio de soluções para o mercado da construção civil. 

O crescimento urbano e o boom imobiliário geram impactos ao meio ambiente. Para Nelson Kawakami, o desenvolvimento associado à conscientização da sociedade, elevação do padrão técnico dos produtos, materiais, serviços e empreendimentos, e políticas públicas adequadas irão coordenar a relação entre aumento do consumo e preservação ambiental. 

“De certa forma o mundo coorporativo já está se preparando para isso, já que temos visto um potencial encarecimento e escassez da energia elétrica, água e demais recursos. Por isso, reduzir a utilização desses insumos é mais vantajoso do que investir para aumentar a produção e aquisição dos mesmos”, afirma Kawakami.

Construções sustentáveis – As construções verdes e sustentáveis recebem a certificação Leed-Leadership in Energy and Environmental Design (em português, algo semelhante à Liderança em Energia e Design Ambiental) e para obtê-la é necessário cumprir alguns critérios, entre eles a seleção de materiais e recursos com baixo impacto ambiental. “Nas construções verdes é importante adotar o reuso de materiais, a utilização de materiais reciclados ou recicláveis, regionais, de madeira legal ou certificada, a gestão do resíduo da construção, etc.”.

Prêmio Alcoa - Segundo Kawakami, o Prêmio Alcoa é uma iniciativa importante no trabalho de incentivo à inovação e conscientização sobre a importância do profissional estar engajado em ações sustentáveis.

“Iniciativas como o Prêmio Alcoa exemplificam bem como a iniciativa privada pode cumprir com sua responsabilidade em termos de conscientização, capacitação profissional, inovação, entre outros”. 

Além disso, Kawakami lembra que há pesquisas nacionais e internacionais mostrando que a população jovem vem apresentando um grau satisfatório de conscientização, passando inclusive a considerar em sua decisão de compra critérios de sustentabilidade do produto, marca e empresa. “O consumo consciente está em pauta nos dias atuais”.

Para o diretor-executivo do GBC Brasil, o Prêmio é uma ótima oportunidade para a carreira de estudantes e jovens profissionais “Aqueles que pretendem participar do Prêmio devem ter em mente que se trata de uma oportunidade de desenvolver a aptidão profissional, de possuir uma visão sistêmica, ou seja, independente do seu ramo de atividade, conseguir adequar questões do cunho econômico, ambiental e social, tirando vantagens deste equilíbrio”. 

Kawakami orienta, ainda, que os participantes do Prêmio foquem no reuso de materiais, produtos com o maior percentual possível de matéria-prima reciclada, mínima geração de resíduo, projetos para a compensação da utilização de recursos naturais e emissões de CO2.



Sulfato de alumínio é usado no tratamento de água
A água é essencial para a existência da vida, sendo utilizada pelo homem para beber, tomar banho, lavar roupas e utensílios, em alimentos, além de abastecer indústrias e irrigar plantações. Por isso é fundamental que ela seja bem tratada e limpa, pois a água contaminada contribui com o surgimento de várias doenças e a mortalidade infantil. 

Para evitar problemas como estes, as empresas de saneamento possuem um complexo processo de despoluição da água, que é submetida à ação de diferentes tipos de produtos químicos para torná-la potável e própria para consumo humano.

Um dos produtos utilizados nesse processo de despoluição, no Brasil e no mundo, é o sulfato de alumínio. Ele é usado na fase de coagulação, associado ao cloreto férrico ou outro coagulante, seguido de uma agitação violenta da água para provocar a desestabilização elétrica das partículas de sujeira, facilitando assim a sua agregação.

O sulfato de alumínio é apresentado no estado sólido (granulado) ou em solução, com a adição de 50% de água, e na versão isenta de ferro.

Fonte: Sabesp



Entrevista - Ricardo Voltolini
O jornalista Ricardo Voltolini, um dos mais reconhecidos profissionais da área de responsabilidade social empresarial, acredita que houve um perceptivo avanço na discussão desses temas. Ele é editor da revista Ideia Sociambiental e diretor da Ideia Sustentável, empresa que atua em consultoria, educação, projetos especiais e conteúdos especializados em Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade.

“Um grande avanço e um marco em sustentabilidade foi o relatório produzido pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas em 2007 que comprovou cientificamente a responsabilidade do homem no aquecimento global e efeito estufa. A partir daí, aumentou a visibilidade e discussão sobre o tema e a busca pelo desenvolvimento de energias limpas”, afirma Voltolini.

No que diz respeito à sustentabilidade, Ricardo Voltolini define as empresas em quatro níveis: líderes, companhias mais maduras e que adotam há pelo menos 10 anos a sustentabilidade em seus processos e práticas; esforçadas, que ainda não atingiram um estágio avançado, seja porque demoraram a tornarem-se socioambientalmente responsáveis, seja porque estão em negócios com natureza muito complexa; indiferentes, que não conferem a devida importância estratégica ao tema; e, por fim, as cínicas, que se apropriaram do tema mais no discurso do que na prática.

Há um conjunto de vetores que orientam as empresas rumo à sustentabilidade: transparência, governança corporativa, relações éticas com seus diferentes públicos (clientes, funcionários, fornecedores, comunidade, governo), investimento e respeito à diversidade entre os funcionários, investimentos em comunidades e meio ambiente e relações transparentes com o governo na criação de políticas públicas que beneficiem a sociedade.

“Sustentabilidade depende mais de atitude do que investimento financeiro e não está restrita apenas às grandes empresas. Depende do entendimento que o empresário ou empreendedor fazem do quanto hoje os negócios são interdependentes em relação à sociedade e ao meio ambiente”. 

Ricardo Voltolini reconhece a importância do Prêmio Alcoa. “Vejo com muita simpatia iniciativas educacionais como as do Prêmio Alcoa, com participação de estudantes e públicos jovens que estão iniciando a vida social e serão futuros profissionais a pensarem de modo criativo, fora da caixa, fora do pensamento de produzir, consumir e descartar.”




Origem do alumínio
A origem do alumínio remonta a 6.000 a.C, época em que os persas utilizavam o óxido de alumínio (conhecido atualmente com alumina) na fabricação de vasos, potes e recipientes de argila. 

Apesar do alumíno ser o terceiro elemento mais abundante da Terra (8,1%) raramente é encontrado livre. Começou a ser produzido em escala industrial a partir do final do século XIX.

Sua leveza, condutividade elétrica, baixo ponto de fusão e resistência à corrosão (não enferruja como o aço) lhe conferem uma multiplicidade de aplicações em vários tipos de indústria.

Outra característica importante é a alta reciclabilidade do alumínio. O metal pode ser reaproveitado infinitamente, trazendo economia de energia na produção de latas de alumínio, por exemplo, além de eliminação de resíduos e economia de matérias-primas. Além disso, proporciona geração de renda. Segundo dados da ABAL-Associação Brasileira do Alumínio, existem aproximadamente 170 mil pessoas ligadas ao processo de reciclagem de alumínio no País, gerando 3,3 mil empregos diretos. 

Pesquisas feitas recentemente pela Associação Europeia de Alumínio (EAA- European Aluminium Association), Organização Europeia de Alumínio (OEA-Organization of European Aluminiun Refiners and Remelters) e Instituto Internacional do Alumínio (IAI-International Aluminium Institute) indicam que, desde que esse metal passou a ser fabricado em escala industrial e comercializado, em 1888, já foram produzidas aproximadamente 800 milhões de toneladas de alumínio primário.



Entrevista: Amelia Gonzalez, editora do caderno Razão Social, do jornal O Globo-RJ
A jornalista Amélia Gonzalez é coordenadora do Razão Social, suplemento de notícias sobre sustentabilidade do jornal fluminense O Globo, e uma das principais profissionais do jornalismo ambiental. A seguir, trechos de sua entrevista: 

"O jornalista tem um papel importante na ampliação do debate sobre sustentabilidade. Antes de mais nada, é preciso que ele se informe cada vez mais sobre esse movimento e tenha interesse em obter informações relevantes sobre sustentabilidade". 

"Não é necessário que um jornalista seja cético sobre essa ou aquela iniciativa em sustentabilidade. Acredito que todo jornalista deva ser crítico e não cético. Só há crítica a um determinado assunto quando você investiga e se especializa em um tema".

"As empresas têm mudado e se preocupado com as questões ligadas à sustentabilidade. É certo que algumas estão mais preocupadas com sua imagem do que propriamente que a sustentabilidade seja uma cultura e faça parte da gestão da companhia". 

"A sustentabilidade é um conceito muito falado, mas ainda pouco compreendido pela sociedade. Inclusive há um estudo da MTV realizado com jovens para saber se conheciam sustentabilidade ou se tinham noção sobre o assunto. Poucos compreendem ou têm conhecimento sobre o tema". 

"Como a sustentabilidade abrange muitos conceitos, há o risco de o tema virar uma bolha e estourar. Muitas pessoas estão tentando entender essa palavra, que vem sendo muito utilizada, mas que ainda não ocupa as manchetes dos principais jornais". 



Setor petroquímico: oportunidade para indústria do alumínio
A descoberta da camada pré-sal - reservatório de óleo leve que fica abaixo de uma camada de sal existente alguns quilômetros abaixo do leito do mar - e a série de investimentos no setor petroquímico brasileiro representam um grande potencial de crescimento para a indústria do alumínio, no fornecimento de produtos para exploração em águas profundas.

Características como leveza (o alumínio pesa, em média, um terço do aço), resistência à corrosão e à maresia dão ao alumínio um diferencial frente a outros metais, tornando-o uma excelente escolha para qualquer indústria.

O pó de alumínio está presente em tubulações para transporte de petróleo e derivados e o alumínio extrudado, na construção de plataformas de petróleo. 

A Alcoa desenvolve tecnologias para exploração de óleo e gás em águas profundas, uma tendência da indústria petrolífera, pois as reservas de óleo e gás de acesso mais fácil já foram exploradas. Essa tendência demandará soluções novas e inovadoras para fazer com que o acesso a essas reservas desafiadoras seja mais econômico. 



Entrevista: Pedro Leitão, secretário-geral do Funbio-Fundo Brasileiro para a Biodiversidade
As empresas passam a assimilar a sustentabilidade quando percebem as oportunidades e benefícios que a prática gera aos negócios. Esta é a opinião de Pedro Leitão, secretário-geral do Funbio-Fundo Brasileiro para a Biodiversidade e conselheiro de organizações ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o IPE-Instituto de Pesquisas Ecológicas e o Greenpeace. Segundo ele, “os riscos causados pela escassez de recursos naturais ou produtos da biodiversidade podem ser encarados como oportunidades”.

Ainda segundo Pedro, “As empresas entendem a importância de conservação e uso sustentável da biodiversidade, na medida em que percebem os riscos que práticas insustentáveis oferecem para seus negócios. Elas passam a adotar novos modelos quando conseguem ver as vantagens associadas à sustentabilidade.”

Pedro Leitão, secretário-geral do Funbio, afirma que a parceria com a Alcoa no Projeto Juruti Sustentável e no programa Diálogos Sustentáveis aumenta a visibilidade da instituição na sociedade. Além disso, está associada à missão do Funbio de aportar recursos estratégicos para a conservação da biodiversidade.

“A parceria no Projeto Juruti Sustentável nos trouxe um oportunidade pioneira de desenvolvimento sustentável. Serão destinados recursos a projetos que contemplem aspectos sociais, econômicos e ambientais, visando a melhorar as condições e qualidade de vida da população do município e da região. Já o Diálogos Sustentáveis tem promovido, nos últimos três anos, o engajamento do setor privado com a conservação da biodiversidade a partir de discussões de alto nível sobre novos modelos empresariais de desenvolvimento sustentável”, afirma Pedro Leitão. 

Secretário-geral do Funbio desde a sua fundação, em 1995, Pedro Leitão acredita que o Prêmio Alcoa é uma demonstração de sensibilidade e visão que as empresas devem ter quanto ao futuro de seus negócios. “Fomentar a pesquisa e a inovação é uma maneira da empresa realizar uma troca com o ambiente externo, na qual todos saem ganhando”. Ele conta que há dois anos esteve em uma reunião promovida pela Alcoa Foundation na Bélgica e pôde comprovar a busca da Empresa pela aproximação com a academia e outros pensadores para aprimorar sua atuação.

Pedro dá dicas a quem pretender participar do Prêmio e o que levar em consideração na elaboração dos projetos. “No caso de novos produtos em alumínio, os candidatos deveriam considerar a sustentabilidade e baixo impacto ambiental ao longo da cadeia produtiva e buscar longevidade dos produtos, considerando também sua reciclagem. Nos projetos de reciclagem de alumínio seria interessante promover a relação entre empresas e ONGs, ou comunidades, buscando a inclusão de catadores, por exemplo”, aconselha.



Copa do Mundo impulsiona indústria do alumínio
O setor de alumínio projeta um crescimento significativo no fornecimento de materiais para a construção civil, por conta da escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014. “Com a Copa, além das reformas e construções de estádios, a rede hoteleira também passará por adaptações para o evento e tudo isso fomentará, nos próximos cinco anos, um crescimento na faixa de 5% a 6% ao ano na área de extrudados para construção civil”, afirma José Carlos G. Noronha, coordenador do Comitê de Mercado de Construção Civil da ABAL-Associação Brasileira do Alumínio. 

Para atender as exigências da FIFA-Federação Internacional de Futebol, as cidades-sede terão que investir em infraestrutura, uma vez que a Federação afirmou que nenhuma delas está em condições de abrigar o evento. Para isso, será necessária a construção de novos estádios e a reforma dos existentes, utilizando principalmente coberturas, que podem ter o alumínio na sua composição. 
Seja por meio da anodização (tipo de acabamento para ser utilizado em obras) ou pela pintura, o alumínio assume a aparência adequada para aplicações em construção civil. Além disso, o metal é altamente durável e resistente à corrosão e agentes externos como água, vento e temperatura. 



Alumínio na chuteira dos jogadores
As chuteiras de futebol, antes grandes e pesadas, algumas confeccionadas com solas e travas de madeira, evoluíram para os modelos atuais, de material sintético, mais leves, modernos e com travas de alumínio. O uso de alumínio nas travas confere mais firmeza e aderência ao jogador na movimentação pelo gramado, garantindo segurança e conforto aos atletas.



Alcoa investiu na infraestrutura dos estádios da Olimpíada de Pequim
A AAP-Alcoa Architectural Products, um braço da Divisão de Sistemas de Edificação e Construção da Alcoa, participou de vários projetos para os Jogos Olímpicos de Pequim. O produto Reynolux®, da AAP, é conhecido em todo o mundo como material de inúmeras utilidades, excelente para telhados e revestimentos de fachadas.

Aproximadamente 95 toneladas de Reynolux® foram utilizadas para a cobertura do Estádio Nacional de Pequim (Ninho de Pássaro), e 221 toneladas, na cobertura do Estádio do Centro Olímpico de Esportes de Shenyang, cidade co-anfitriã dos Jogos de 2008.



Entrevista: Cristina Engel Alvarez, arquiteta
Segundo a arquiteta Cristina Engel de Alvarez, doutora pela FAUUSP-Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e conhecida por seus trabalhos em regiões inóspitas, todas as ferramentas utilizadas para a avaliação do “nível de sustentabilidade” de edificações consideram a questão do tempo de vida útil dos materiais (LCA-Life Cycle Assessment). “No alumínio, além desse ciclo ser longo, comparado com a madeira, por exemplo, pode ser reciclado ou reaproveitado”, explica. Para a arquiteta, outra vantagem do metal é a questão estética. “O alumínio sozinho ou em associação com outros materiais pode produzir um resultado arquitetônico de qualidade e coerente com os tempos atuais”, diz. 

A arquiteta leva sempre em consideração nos seus projetos a preocupação com o meio ambiente. Para ela, investir no estudante é a melhor maneira de garantir uma mentalidade mais sustentável. “São os estudantes os responsáveis pela introdução efetiva de mudanças na forma de projetar edifícios ou produtos. Nesse sentido, o Prêmio Alcoa é um instrumento de grande importância, seja para incentivar as boas práticas e a inventividade, ou para tornar visíveis os talentos que existem em nosso meio acadêmico”, afirma. 

Cristina dá sugestões aos interessados em participar do Prêmio Alcoa. Para ela, é preciso, entre outras coisas, estar atento às necessidades da sociedade. “Sugiro que os interessados em participar iniciem o processo buscando conhecer as características do material e mantenham-se atentos à criatividade popular já que, muitas vezes, a necessidade é a verdadeira propulsora de idéias e soluções, e o conteúdo produzido pela sabedoria popular, para quem sabe ver, é fantástico”. 

A arquiteta dedica-se a projetos e pesquisas voltados à atuação em áreas de interesse ambiental. Na UFES-Universidade Federal do Espírito Santo, é coordenadora dos projetos ARQUIANTAR–Arquitetura na Antártica, Ilhas Oceânicas (Arquipélago de São Pedro, Reserva Biológica do Atol das Rocas, Arquipélago de Fernando de Noronha e Ilha da Trindade), e edificações, no próprio campus da universidade. 

Cristina é diretora do Centro de Artes e coordenadora do Laboratório de Planejamento e Projetos da UFES. Também lidera dois grupos de pesquisa cadastrados no CNPq-Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, sendo bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora 2 (CNPq) desde 2006. 

Publicou 120 artigos e recebeu vários reconhecimentos, com destaque para a medalha Mérito Tamandaré (Marinha do Brasil, 2005) e sete premiações IAB-Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento capixaba. É doutora pela FAUUSP-Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo.



Essencial para o setor de embalagem
Os fabricantes de embalagens de produtos farmacêuticos, de higiene e limpeza, de bebidas e alimentos encontram no alumínio características essenciais para seus produtos como resistência à corrosão, impermeabilidade e opacidade, que impedem a passagem de luz, oxigênio, odores e umidade. As variadas espessuras de folhas de alumínio são utilizadas nos mais diversos tipos de embalagens rígidas, flexíveis, descartáveis etc. Já as chapas e laminados são aplicados principalmente em latas para bebida e comida.

Segundo a ABAL-Associação Brasileira do Alumínio, o crescimento significativo da capacidade instalada de produção de laminados no País, deve-se às latas de alumínio para bebidas carbonatadas, que veio atender um consumo da ordem de mais de nove bilhões de unidades por ano.



Presença no ambiente doméstico
Por ser leve, resistente à corrosão, altamente durável, de fácil manutenção e conferir um design arrojado aos produtos e aplicações, o alumínio predomina no ambiente doméstico, sendo muito utilizado pela indústria de eletroeletrônicos, moveleira, entre outras. 

Os painéis de alumínio, na forma de evaporadores, garantem o funcionamento de geladeiras e congeladores; chapas, perfis e laminados, por sua vez, destacam-se como elementos de fixação e acabamento, além de peças em ligas de alumínio, os produtos extrudados transformam-se em acessórios de panelas, elementos decorativos de acabamento e bicicletas; já os fundidos e forjados são utilizados em eletrodomésticos, mobiliário e obras de arte, elementos decorativos, acessórios de vestuário.



Brasil: campeão mundial na reciclagem de alumínio
A reciclagem de alumínio é uma prática que entrou definitivamente na vida do brasileiro. Segundo dados da ABAL-Associação Brasileira de Alumínio, apenas em 2007 o Brasil reciclou 324 mil toneladas do metal, ficando acima da média mundial, que é de 29,3%. Nesse mesmo ano o País bateu novamente o recorde mundial de reciclagem de latas (produto campeão de reaproveitamento), cheando a 96,5% de reaproveitamento. O Brasil é atualmente o campeão desta prática, superando países como Japão, Argentina e Estados Unidos. No restante do mundo, os números também são positivos. Segundo o IAI-International Aluminium Institute, mais de 63% de todas as latas de bebida são recicladas em todo o planeta.



Alumínio: infinitamente reciclável
Ao contrário de outros materiais, o alumínio pode ser reciclado infinitamente, a partir de sucatas geradas por produtos de vida útil esgotada e de sobras do processo produtivo, sem perder suas características. Ou seja, a reciclagem de alumínio tem uma série de vantagens, tanto para a população, quanto para as empresas e o meio ambiente.



Entrevista: Regiane Batista dos Santos, primeira inscrita na categoria Gestão da Reciclagem em 2009
Regiane Batista dos Santos, 27 anos, foi a primeira inscrita no Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2009, na categoria Gestão da Reciclagem. Já conquistou o terceiro lugar na quarta edição do Prêmio Alcoa, em 2005, na categoria Planejamento de Gestão. É formada em Administração de Empresas e trabalha numa empresa de revestimentos cerâmicos.
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