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19/12/08 -
Entrevista: Mateus Frois Santa Catarina, vencedor da categoria Produtos & Aplicações, modalidade
Profissional, com o trabalho ‘Barco portátil movido a pedal’.
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Para ser vencedor é necessário analisar o mercado procurando detectar necessidades não atendidas, para elaborar um ótimo projeto.
“É uma grande honra receber esse prêmio”. Era dessa forma que Mateus expressava a alegria pelo resultado. Foi durante a cerimônia de premiação que o engenheiro percebeu o nível dos trabalhos finalistas e, para sua felicidade, o seu projeto foi escolhido como vencedor. “Já me sentia honrado por estar entre os finalistas e, sem dúvida, receber este troféu representa o reconhecimento de várias noites, finais de semana e feriados dedicados ao projeto” comemora o profissional.
Mateus conta que “foi uma feliz coincidência participar do 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio”. Ele estava finalizando o protótipo do Barco portátil movido a pedal quando localizou, na internet, um link informando sobre a abertura das inscrições do concurso. “Foram dois anos de trabalho árduo para concretizar este projeto, agora reconhecido por uma empresa do porte da Alcoa, organização conceituada internacionalmente” diz o engenheiro.
Para o profissional, receber esse prêmio “agrega credibilidade ao trabalho, facilitando o acesso a potenciais interessados em implementar a idéia de forma comercial”. O engenheiro pretende utilizar essa oportunidade para buscar empresas que estejam interessadas em produzir/comercializar o Barco portátil movido a pedal.
Mateus dá um conselho para quem pretende participar das futuras edições do Prêmio Alcoa “Os futuros participantes devem analisar o mercado procurando detectar necessidades não atendidas. É importante investir um bom tempo definindo o que se vai desenvolver visto que todo novo projeto envolve um grande esforço, representado por muitas horas de trabalho, até se chegar ao produto final". Mateus acrescenta ainda que "é fundamental conhecer bem as propriedades do alumínio para empregá-lo
corretamente“.
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19/12/08 -
Entrevista com Paulo Fonseca Junior, projetista em Itajubá-MG. Ele e os colegas Diovani Reinaldo Gomes Ribeiro, Leandro Barsottini e Alexandre Ribeiro Cardoso são vencedores da sétima edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, modalidade
Profissional, categoria Gestão da Reciclagem, com o projeto “EXAUTALUZ – latinhas de alumínio produzindo energia elétrica”.
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“O êxito do projeto EXAUTALUZ foi bastante positivo, a equipe foi perfeita, todos estão de parabéns. A vitória como profissional tem um sabor especial.”
A cerimônia de premiação foi marcada por diversos momentos emocionantes, dentre eles o anúncio dos vencedores da categoria Gestão da Reciclagem, modalidade profissional. Debaixo de gritos eufóricos de familiares e amigos, Paulo, Diovani, Leandro e Alexandre subiram ao palco para receber seus merecidos prêmios. Ao receber os troféus os quatro postaram-se em linha na frente do palco para agradecer a todos os presentes e mostrar o quão orgulhosos estavam em receber esse reconhecimento.
“É uma emoção muito grande” comemora Paulo. Ele e Alexandre Cardoso haviam vencido a sexta edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Planejamento de Gestão, modalidade estudante, com o projeto ‘Aquecedor solar alternativo por reflexão’. “Apesar da nossa experiência nesse prêmio, estamos muito emocionados com essa conquista, ainda mais porque é a primeira vez que Diovani e Leandro recebem esse troféu” afirma o profissional. “Nossa primeira participação foi como estudantes e agora, como profissionais. Receber esse prêmio tem um sabor especial” acrescenta.
Segundo Paulo, esse foi um projeto que demandou muito trabalho, tempo e dedicação. “Tivemos de abrir mão dos amigos, familiares e lazer para que o projeto Exautaluz pudesse ser concluído com êxito, mas valeu a pena! No entanto, não foram apenas momentos difíceis. Também tivemos momentos bastante descontraídos, quando esvaziamos algumas latinhas de cerveja para usá-las na construção do protótipo”, brinca o profissional.
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18/12/08 -
Entrevista: Murilo Henrique Couto Gomes, estudante de Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas da UEL-Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. Ele e suas colegas Nathalia Talarico Romero, Flávia Chiaramonti Cravo e Natália Polyana Dariva são vencedores da categoria Gestão da
Reciclagem, modalidade Estudante, com o trabalho ‘CentrAL: parceria, relacionamento e
reciclagem’.
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“Vivemos dois sentimentos opostos em um ano: fomos da frustração de um segundo lugar no ano passado direto à vitória esse ano. É uma sensação indescritível”
Os estudantes da UEL concluem o curso de comunicação social com chave de ouro ao receber esse prêmio. “Pode parecer lugar comum o que vou dizer mas, sem dúvida, todos nos sentimos muito honrados ao sermos reconhecidos como vencedores” afirma Murilo. “Foi nosso último ano como estudantes, mas pretendemos participar da próxima edição como profissionais”.
No ano passado o estudante de comunicação social também participou do Prêmio Alcoa. Inscrevemos o projeto “A sustentabilidade ambiental a partir da integração empresa-consumidor”. Chegamos a ser indicados como finalistas, mas não alcançamos nosso maior objetivo, que era a vitória”. Murilo conta que todos ficaram muito frustrados com o resultado, pois almejavam o primeiro lugar, afinal “apostavam muito no trabalho que haviam desenvolvido”. No entanto, em 2008, o talento de todos foi reconhecido. “Essa é uma sensação muita especial, pois vivemos a frustração do ano passado e hoje a alegria de ter nosso esforço e dedicação reconhecidos, ainda mais por uma empresa consagrada como a Alcoa” celebra o estudante.
Com esse incentivo, o grupo pensa em desenvolver novos projetos, participar de mais prêmios e conquistar resultados como esse. “Queremos nos inscrever em mais prêmios, mas agora faremos como profissionais, dando um sabor especial a essa nova fase” diz o estudante de Relações Públicas. “Ficamos muito felizes ao receber esse prêmio, pelo que proporciona aos nossos currículos, afinal são poucos que vencem um concurso conceituado como esse” acrescenta Murilo.
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17/12/08 -
Entrevista com Evandro Gutierrez, estudante de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de Piracicaba-SP. Ele e os estudantes André Boccato
Payolla, Guilherme Caetano Silva e Reinaldo Martins dos Santos, são vencedores do 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Produtos & Aplicações, modalidade
Estudante, com o trabalho “Duch eco – a favor do meio ambiente”.
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Vencer esse prêmio demonstrou que somos muito mais capazes do que imaginávamos. Agora só esperamos que venham mais concursos e, se possível, mais prêmios!
Evandro Gutierrez, aluno de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de Piracicaba-SP, estava muito emocionado na cerimônia de premiação, ocorrida em 16 de Dezembro. Eufórico com familiares e amigos, estudante e equipe receberam o prêmio com pulos e gritos de felicidade. “É uma grande alegria para todos nós receber esse reconhecimento, ainda mais vindo de uma empresa consagrada como a Alcoa” celebra Evandro.
Ele revela que estar entre os finalistas e, em seguida, vencer o 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio foi uma boa experiência para a equipe, pois chegou num momento em que todos estavam questionando suas escolhas profissionais. “O grupo estava passando por um momento complicado na faculdade e o prêmio veio para melhorar as perspectivas de cada um de nós” conta o estudante. Com essa injeção de incentivo, a equipe passou a valorizar mais o conhecimento adquirido durante os primeiros anos de curso, além de confirmar que esse conteúdo pode ser aplicado em projetos viáveis e merecedores de prêmios, como o Duch Eco.
“Agora temos a certeza de que o aprendizado acumulado durante os anos de faculdade podem ser colocados em prática a partir de projetos como o que desenvolvemos” diz Evandro. “Além disso, todos da equipe perceberam que é possível conciliar a faculdade com trabalhos paralelos para aprimorar nossa formação, possibilitando que sejamos ótimos engenheiros” acrescenta o aluno. Eles sabem que ao acrescentarem esse Prêmio no currículo, será mais fácil buscar vagas de estágio.
Passado o momento de total euforia, Evandro conta que um dos planos da turma é implementar o projeto. Pretendem procurar uma empresa-parceira que tenha interesse em patrocinar um protótipo ou até mesmo sua comercialização, pois, segundo Evandro, “é um bom trabalho e pode ser adaptado para outras aplicações, tendo empresas manifestando interesse na construção. Esperamos alguma manifestação da Alcoa antes de realizar uma possível negociação”.
Evandro não deixou de lembrar de um dos responsáveis por esse resultado. O professor Fernando de Lima Camargo “foi o grande incentivador para a participação da equipe no Prêmio. Ele acreditou em meu potencial e o de meus colegas e nos ajudou muito na produção e desenvolvimento desse trabalho, por isso, somos muito gratos a ele”, finaliza.
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19/11/08 -
Entrevista com Eduardo Miguel da Silva, engenheiro da cidade de Itajubá-MG, que junto do engenheiro conterrâneo Marcos André de Oliveira são finalistas na sétima edição do Prêmio Alcoa de Inovação em
Alumino, na categoria Gestão da Reciclagem, modalidade Profissional, com o projeto “Sustentabilidade e a profissionalização da reciclagem do alumínio”.
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Ser finalista do 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio é um grande reconhecimento para os engenheiros Eduardo Miguel da Silva e Marcos André de Oliveira, de Itajubá-MG. Eles participam na categoria Gestão da Reciclagem, modalidade Profissional, com o projeto “Sustentabilidade e a Profissionalização da Reciclagem do Alumínio. Veteranos no concurso, pois já foram vencedores na sexta edição, com o projeto ‘O Selo – Aluminiar e a Inovação do Ciclo da Reciclagem do Alumínio em Busca da Sustentabilidade’, destacam que a parte mais difícil do trabalho é a criação: conceber uma idéia criativa e inovadora.
Como você conheceu o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Conhecemos o Prêmio no ano passado por cartazes de divulgação na faculdade em que fazíamos pós-graduação. Participamos da sexta edição na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Profissional, e o projeto ‘O Selo – Aluminiar e a inovação do ciclo da reciclagem do alumínio em busca da sustentabilidade’ foi o vencedor. Esse ano recebemos a divulgação da Alcoa sobre a abertura das inscrições da sétima edição e, como já tínhamos amadurecido idéias e conceitos inovadores ligados à reciclagem do alumínio, decidimos participar novamente.
Um prêmio como este pode gerar visibilidade aos finalistas?
A participação no Prêmio Alcoa traz reconhecimento aos profissionais que têm idéias inovadoras e que contribuem para o desenvolvimento do setor da reciclagem e por ser um prêmio importante no cenário nacional coloca em evidência o profissionalismo dos participantes.
Há planos para viabilizar a aplicação desse projeto?
Sim, pensamos em implantar, em um primeiro momento, o projeto na região do sul de MG, expandindo a metodologia para as demais regiões do país, com a possível parceria da Alcoa. Também temos como meta para 2009 a edição de um livro que contenha o conhecimento gerado nos dois trabalhos finalistas do prêmio e demais conceitos ligados ao tema.
O que motivou a escolha desse projeto?
A escolha do tema partiu da percepção da necessidade de profissionalização do setor da reciclagem, trazendo alternativas para melhoria do mercado (corrigindo externalidades) e garantindo o desenvolvimento sustentável da atividade.
O que considera importante para desenvolver um trabalho de qualidade?
Sem dúvidas, a parte mais difícil do trabalho é a criação: conceber uma idéia criativa e inovadora. A dica que damos é que é preciso uma pesquisa completa para estruturar um conteúdo sólido, com soluções que viabilizem a aplicabilidade do projeto. Além disso, é necessário ter um engajamento e uma reflexão sobre o tema proposta pelo Prêmio, permitindo assim elaborar um trabalho com inovador e que contribua para o desenvolvimento do País.
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19/11/08 -
Entrevista: Lauro Sérgio Franco Júnior, estudante de Design da UNESP-Universidade Estadual
Paulista, finalista do 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, na categoria Produtos & Aplicações, modalidade
Estudante, com o trabalho “Mesa de bilhar trama”.
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Participar do Prêmio é uma oportunidade fantástica para mostrar nosso talento
Lauro Sérgio Franco Júnior frequentemente comparece ao departamento de seu orientador (professor Luís Carlos Paschoarelli) para conversar sobre as atividades da faculdade. Em uma dessas visitas deparou-se com um cartaz de divulgação do 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. O estudante já conhecia o Prêmio, mas nunca havia cogitado a possibilidade de participar de um concurso com essa notoriedade. “Quando vi o cartaz pensei que esse poderia ser o momento certo para elaborar um projeto, mas não eu não queria algo cotidiano, precisava aplicar o alumínio em um lugar fora do comum” afirma Lauro. “Nesse mesmo dia fui jogar bilhar com amigos e, em um momento de estalo, imaginei que poderia desenvolver uma releitura das mesas de bilhar tradicionais”, acrescenta o estudante.
No dia seguinte, o estudante iniciou um amplo processo de pesquisa sobre a utilização do alumínio nesse móvel. Após muita leitura, constatou que o metal era aplicado apenas em acabamentos na mesa. Nesse momento percebeu a grande oportunidade que estava à sua frente - a possibilidade de propor uma releitura para esse móvel utilizando todo o potencial e propriedades do metal. “A partir daí surgiu a idéia de fazer toda a estrutura de uma mesa de bilhar em alumínio” acrescenta.
Para Lauro, participar da sétima edição do Prêmio Alcoa tem proporcionado ótimas experiências, além da oportunidade fantástica de mostrar o seu talento, afinal o concurso não tem foco apenas o Design, mas é aberto também a estudantes e profissionais de qualquer área do conhecimento. “Você concorre com uma enorme quantidade de profissionais e isso é maravilhoso” comenta. Para o estudante “estar em uma final com projetos da qualidade dos apresentados no Prêmio já significa um enorme reconhecimento para o trabalho.”
Aos estudantes e profissionais que pretendem chegar à final em edições futuras, Lauro recomenda: “trabalhe com algum assunto que seja do seu interesse, é preciso fazer tudo com afinco e paixão, pois assim é mais fácil alcançar os resultados que desejamos”.
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19/11/08 -
Entrevista com Nathalia Talarico Romero, estudante de Comunicação Social da UEL-Universidade Estadual de Londrina, no Paraná. Ela e seus colegas Murilo Henrique Couto Gomes, Flávia Chiaramonti Cravo e Natália Polyana Dariva são finalistas na categoria Gestão da
Reciclagem, modalidade Estudante, com o trabalho ‘CentrAL: parceria, relacionamento e
reciclagem’.
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Nathalia Talarico Romero e seus colegas Flávia Chiaramonti Cravo, Murilo Henrique Couto Gomes e Natália Polyana Dariva, estudantes de Comunicação Social da Universidade Estadual de Londrina, no Paraná, uniram a experiência como finalista no ano anterior à vontade de desenvolver um projeto que trouxesse inovação no processo de gestão de cooperativas de reciclagem. Criaram o projeto CentrAL, com o objetivo de profissionalizar os trabalhadores na área, agregar valor ao produto final da cooperativa, além de promover o desenvolvimento sustentável. Como resultado estão novamente entre os finalistas do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, na categoria Gestão da Reciclagem, modalidade Estudante. Para o grupo, trabalhar com gestão da reciclagem acrescentou experiência profissional e pessoal.
O que a motivou a se inscrever no Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Participamos da sexta edição do Prêmio e fomos indicados como finalistas com o projeto ‘A sustentabilidade ambiental a partir da integração empresa-consumidor’, na categoria Planejamento de Gestão. Isto nos motivou a participar novamente. Desta vez temos apoio da professora-orientadora Patricia Soares Azoline Correa.
Você acredita que um prêmio como este pode gerar visibilidade aos finalistas?
Sem dúvidas! Pudemos observar os resultados já na faculdade, foi bem gratificante. Passamos a ter um grande reconhecimento no departamento de Relações Públicas da universidade. Esse é o nosso último ano de curso, por isso estamos participando de processos de trainee e procurando emprego na área. Ter dois trabalhos indicados como finalistas em duas edições seguidas de um Prêmio conceituado como o promovido pela Alcoa, é um diferencial para nossos currículos, especialmente nesta fase de entrada no mercado de trabalho.
Por que escolheu desenvolver um novo formato de cooperativas de reciclagem?
Queríamos desenvolver um projeto que trouxesse inovação no processo de gestão de cooperativas de reciclagem. Resolvemos criar a CentrAL a fim de profissionalizar os trabalhadores na área, agregar valor ao produto final da cooperativa, além de promover o desenvolvimento sustentável.
Há planos com relação à aplicação desse projeto?
Ainda não temos nada definido. Claro que, se a Alcoa tenha interesse em viabilizar o projeto, caso seja vencedor, será ótimo.
Poderia passar um conselho para obter sucesso na participação de prêmios como esse?
Vale muito a pena participar do Prêmio pelo diferencial que ele traz para a vida acadêmica e profissional, principalmente com os assuntos abordados, reciclagem e sustentabilidade, temas importantes no mundo de hoje. Essa experiência nos proporcionou um grande desenvolvimento profissional e pessoal.
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19/11/08 -
Entrevista com Fabiana Ferreira Silva, professora da cidade de Santa Cruz do
Capibaribe-PE, que junto de seu irmão e designer Washington Ferreira Silva receberão menção honrosa na sétima edição do Prêmio Alcoa de Inovação em
Alumino, na categoria Gestão da Reciclagem, modalidade Profissional, com o projeto “Recreando e recriando o alumínio na
escola”.
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Os irmãos Fabiana e Washington Ferreira Silva, da cidade de Santa Cruz do Capibaribe-PE, resolveram entrar no Prêmio para aliar a experiência do designer no Prêmio ao conhecimento em gestão da professora. O reconhecimento veio com a menção honrosa no concurso e a indicação de Fabiana para receber o “Prêmio Cidadão Santa Cruzense” que homenageia pessoas que foram destaque durante o ano. Agora, os dois partem para a busca de escolas e parcerias a fim de implementar seu projeto. Fabiana dá a dica: o importante é que “não se deve pensar no reconhecimento, e sim nos benefícios que o projeto traz para a comunidade”.
Como você conheceu o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Meu irmão, Washington Ferreira Silva, formado no curso de desenho industrial pela UFCG-Universidade Federal de Campina Grande, na cidade de Campina Grande-PB, havia participado do Prêmio em 2007 e ficou em 11º lugar na categoria Produto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Carrinho para transporte de confecções’. Ele sugeriu que entrássemos esse ano no concurso, mas agora na categoria Gestão da Reciclagem. Resolvi entrar, pois tenho experiência na área de gestão - sou formada pela UEPB-Universidade Estadual da Paraíba, em Campina Grande-PB e considerei que poderia agregar ao conhecimento técnico dele..
Você acredita que um prêmio como este pode gerar visibilidade aos finalistas?
Temos certeza que receber essa menção honrosa é muito bom para nossos currículos, mas, o que estamos mais orgulhosos é por representar nossa cidade no Prêmio. Participar desse concurso nos trouxe aprendizado e oportunidade de mostrar nosso talento dentro de um Prêmio de uma grande empresa como a Alcoa, organização que traz grande visibilidade e que está preocupada com questões sociais e ambientais. Ou seja, receber uma homenagem da Alcoa conta muito para nós!
Há planos para viabilizar a aplicação desse projeto?
Temos sim. Aqui na cidade – Santa Cruz do Capibaribe-PE – há um prêmio para as pessoas que se destacaram durante o ano, o “Prêmio Cidadão Santa Cruzense”. Por recebermos a menção honrosa no concurso da Alcoa, fui premiada na nossa cidade. Esse tipo de visibilidade nos dá suporte para buscarmos parcerias a fim de implementar nosso trabalho. Pensamos em aplicar o projeto em uma escola para servir de modelo para outras que se interessem pelo trabalho, a partir do ano que vem,
Por que escolheu esse projeto?
Fui influenciada primeiramente por causa da minha área de formação, administração. Como atualmente coordeno o curso de administração na CESAC–Centro de Ensino Superior Santa Cruz e trabalho com muitos projetos de empreendedorismo, pensei em usar essa experiência para elaborar um projeto no qual poderíamos formar alunos de escolas nesse conceito, aliado à reciclagem, tema exigido pelo Prêmio. Meu irmão me ajudou fornecendo conteúdos para aplicabilidade do trabalho, além de auxiliar no desenvolvimento da apresentação do projeto, pois já tinha experiência devido a sua participação na edição anterior. Para nós elaborar esse trabalho resulta em uma possibilidade de gerar emprego e renda, não só para os alunos, como para as comunidades. Tanto que o que for conseguido com a venda dos produtos pode ser revertido para comprar equipamentos e materiais para as escolas.
Poderia dar um conselho para quem quiser ser indicado finalista no próximo Prêmio?
Em primeiro lugar é preciso acreditar no seu potencial e fazer tudo com capricho. A partir do momento da inscrição é necessário que a pessoa ou grupo dedique-se ao máximo no desenvolvimento do projeto. Ao se inscrever não se deve pensar no reconhecimento e sim nos benefícios que o projeto traz para a comunidade. Quando nós nos inscrevemos pensamos no resultado final, a hora de implementar. Talvez por isso tenhamos alcançado esse
reconhecimento.
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19/11/08 -
Entrevista com Thiago de Aguiar Pessanha Gripp, desenhista industrial da cidade do Rio de Janeiro-RJ, é finalista na sétima edição do Prêmio Alcoa de Inovação em
Alumino, na categoria Produtos & Aplicações, modalidade Profissional, com o projeto “Beliche
ciranda”.
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Thiago de Aguiar Pessanha Gripp é um designer com grande preocupação social. Ele acredita que o design pode trazer conforto às pessoas menos favorecidas com projetos de móveis bonitos e práticos, como o beliche Ciranda, projeto que o colocou entre os finalistas do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. “Design não está apenas a serviço do segmento de artigos de luxo”. Veterano como finalista, já havia participado da quinta edição do Prêmio, com o projeto ‘Cama Orca-ma’ que ficou em segundo lugar na categoria Projeto. Dedicação e amor pelo que faz são os ingredientes da receita de sucesso do desenhista industrial.
Como você conheceu o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Na época da faculdade, vi cartazes com divulgação do Prêmio distribuídos pela faculdade e participei como estudante da quinta edição com o projeto ‘Cama Orça-ma, que ficou em segundo lugar na categoria Projeto. Sinto-me honrado em ser indicado, mais uma vez, como finalista, agora como profissional.
Prêmios como este podem gerar visibilidade aos finalistas?
Sem dúvidas! Ainda mais por ser promovido por uma empresa como a Alcoa, que é conhecida no Brasil e no exterior. Acho que todos os finalistas concordam quando digo que estar entre os finalistas é importante para a carreira, é uma espécie de aprovação do projeto de design por uma empresa do patamar da Alcoa. Ser reconhecido por uma empresa de renome internacional é muito importante nessa área, pois dentro do design o portfólio é de suma importância para uma boa colocação no mercado profissional.
Por que escolheu fazer esse projeto?
Existem vários motivos, o primeiro deles é que estamos em um país de terceiro mundo, onde ainda há uma grande quantidade de pessoas vivendo em completa pobreza. Sempre fui uma pessoa muito sensível à falta de conforto vivido por pessoas menos favorecidas. Acredito que grandes mudanças, podem ser feitas com vários pequenos gestos. Em segundo lugar, o desenho industrial historicamente nasceu para socializar os móveis, para oferecer produtos de qualidade às grandes massas por um preço razoável, pois antes eram fabricados sob medida. Mas com o passar dos anos, parece que esse conceito de popularização do design se perdeu em algum momento. Quando se pensa em design, se pensa em alto custo. Como eu disse anteriormente, várias pequenos atos provocam grandes mudanças. Esse é o gancho que utilizei no conceito da Ciranda. Pequenas coisas foram pensadas para faze-la uma cama agradável e disponível ao grande público, tais como cores suaves e cantos arredondados. Sempre pensando no bem estar do público alvo (no caso da Ciranda, crianças carentes) e no custo acessível.
Há planos para viabilizar a aplicação desse projeto?
O Beliche Ciranda é bem factível e os benefícios que ele oferece são evidentes. O projeto está pronto nos detalhes; espero que com a divulgação da Alcoa empresas se interessem e viabilizem o projeto.
Poderia dar um conselho para o desenvolvimento de um bom projeto?
Ter dedicação e gostar do que se faz. Eu costumo dizer que eu não trabalho com desing, eu vivo do design, é necessário que você goste muito do que faz e canalize em um projeto. Todo meu tempo vago era dedicado ao projeto, para pesquisa, desenvolvimento de alternativas, busca de mecanismos, para deixa-lo o mais próximo de ser executado possível. Além disso ter consciência da responsabilidade do trabalho de um desenhista industrial , ele pode afetar pessoas e mesmo uma sociedade inteira. Pensar no bem estar de todos, estar atento a todos os detalhes, preocupar-se com as diferenças de todos os seres humanos, seja no peso, tamanho, limitação física, etc, para que o seu desenho abranja com satisfação o maior número de usuários. Como eu disse o design não precisa ser caro para ser útil. Estou muito contente por chegar entre os finalistas, espero esse ano subir um degrau a mais no pódio.
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19/11/08 -
Entrevista com Alexandre Ribeiro Cardoso, projetista em Itajubá-MG. Ele e os colegas Diovani Reinaldo Gomes Ribeiro, Leandro Barsottini e Paulo Fonseca Junior são finalistas da sétima edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, modalidade
Profissional, categoria Gestão da Reciclagem, com o projeto “EXAUTALUZ – latinhas de alumínio produzindo energia elétrica”.
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Alexandre Cardoso e os amigos participam do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio com o trabalho “EXAUTALUZ – latinhas de alumínio produzindo energia elétrica”. Motivo de orgulho para o grupo, que vê no trabalho um projeto inovador, de geração de energia elétrica a partir de um uso nunca imaginado, e sustentável. A indicação para a final também deixou a equipe empolgada. “É um reconhecimento aos nossos esforços, afinal o Prêmio Alcoa é uma espécie de selo ao mérito para qualquer projeto”, afirma Alexandre, que já é veterano no concurso. Ele e seu colega Paulo Fonseca já haviam vencido a premiação, em 2006, com o trabalho “Aquecedor solar alternativo por reflexão”. Para os demais membros da equipe, é uma saborosa experiência.
Como você conheceu o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Em 2006, quando ainda estava na faculdade, um cartaz com a divulgação do Prêmio despertou o interesse para formar uma equipe e participar. Nesse mesmo ano ganhamos na categoria Planejamento de Gestão, com o trabalho “Aquecedor solar alternativo por reflexão”. Ficamos muito contentes com o resultado e por isso, decidimos nos inscrever novamente no concurso. Dessa vez, como profissionais.
Você acredita que um prêmio como este pode gerar visibilidade aos
finalistas?
Com certeza! É uma forma de demonstrar o reconhecimento aos nossos esforços pela execução do trabalho. Isso é muito importante para cada integrante da equipe pois esse resultado significa a possibilidade de traçar novos rumos profissionais, tanto pelo diferencial que o Prêmio proporciona ao currículo, como pela chance de planejar uma aplicação futura do trabalho. O Prêmio Alcoa é uma espécie de selo ao mérito para o nosso projeto.
Por que escolheu esse projeto?
Visualizamos um futuro interessante para este projeto, ainda mais em um mundo onde há carência de soluções limpas e viáveis. Ele é bastante adequado aos objetivos do Prêmio, principalmente por ser um projeto totalmente sustentável. O EXAUTALUZ traz um novo conceito, pois gera energia onde ninguém antes imaginou que poderia ter esse tipo de uso.
Há planos para viabilizar a aplicação do projeto?
Sim, temos grande interesse no EXAUTALUZ. Do ponto de vista social, estudaremos as possibilidades em sua aplicação para viabilizar a reciclagem das latinhas de alumínio. Quanto à parte comercial, além da proteção de uma patente que está em andamento, estamos desenvolvendo um estudo de sua aplicação, sabemos de seu potencial, mas, em linhas gerais, ainda não formalizamos parcerias.
Poderia dar um conselho para quem quiser participar no próximo Prêmio?
Sentimos muito orgulho por recebermos essa indicação de finalista. Ainda mais porque esse é um Prêmio nacional, o que significa que concorremos com muitos profissionais gabaritados. Meu conselho para quem quer ter sucesso nas próximas edições do Prêmio Alcoa é desenvolver um projeto muito bem embasado do ponto de vista social e comercial. Quem decidir inscrever um trabalho deve estudar muito para desenvolver um projeto que atenda a todos os requisitos do concurso, além de se preocupar com a viabilidade da aplicação.
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19/11/08 -
Entrevista com
Evandro Gutierrez, estudante de Engenharia Mecânica da Escola de
Engenharia de Piracicaba-SP. Ele e os estudantes André Boccato
Payolla,
Guilherme Caetano Silva e Reinaldo Martins dos Santos, finalistas do 7º
Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Produtos &
Aplicações, modalidade Estudante, com o trabalho “Duch eco – a favor
do meio ambiente”.
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Ser finalista foi uma conquista para todos os integrantes do grupo
Evandro Gutierrez, aluno de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de Piracicaba-SP, diz que a primeira lembrança que tem do Prêmio Alcoa é a de um cartaz na faculdade sobre a abertura das inscrições. O professor Fernando de Lima Camargo tinha conhecimento do concurso e o convidou para desenvolver o projeto. Foi aí que Evandro tratou de reunir uma equipe para iniciar o projeto, sem conhecer todos os detalhes do Prêmio Alcoa. “Eu acreditava que esse trabalho seria complicado, que havia cálculos complexos. Tivemos de nos adaptar à proposta do Prêmio porque essa é a nossa primeira participação”. Após uma breve pesquisa sobre o histórico de projetos inscritos no concurso, ele percebeu que o grupo tinha todo o conteúdo necessário para se inscrever. “Afinal o Prêmio exige, entre outros pontos, inovação e criatividade, aspectos que o grupo tinha de sobra”, conta.
Após a inscrição, a equipe começou a se reunir para pensar qual seria o melhor caminho. Seguindo a tendência mundial em prol da utilização de energias renováveis, o grupo pensou em aplicar esse conceito em seu trabalho. “Além disso, todos queriam elaborar um projeto que possibilitasse o uso da maioria das propriedades do alumínio”, recorda. Pensando em características como resistência à corrosão, leveza, reflexão da luz, entre outros, chegaram à conclusão de que uma ducha pública na região litorânea seria o projeto perfeito. “Chegamos à conclusão de que o projeto de uma ducha ecológica seria perfeito para explorar muitas características do alumínio” completa.
Ao serem indicados à final, Evandro conta que “todos ficaram muito empolgados e felizes”. “Essa indicação nos incentivou a participar de outros prêmios, tanto que a equipe já tem a idéia de iniciar a construção de um protótipo da ducha”, revela.
Por fim, ele faz uma recomendação para quem pretende chegar à final: “Sempre acredite no seu potencial, mostre que você é capaz e assim será reconhecido”.
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19/11/08 -
Entrevista: Mateus Frois Santa Catarina, finalista na categoria Produtos & Aplicações, modalidade
Profissional, com o trabalho ‘Barco portátil movido a pedal’.
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Ao navegar pela internet foi que Mateus Frois Santa Catarina, do Rio de Janeiro, descobriu o site do prêmio Alcoa e decidiu se inscrever. Finalista na categoria Produtos & Aplicações, modalidade Profissional, com o trabalho ‘Barco portátil movido a pedal’, ele diz que o que motivou a sua entrada foi acreditar no projeto. E dá um conselho: é importante visualizar um produto que o mercado possa consumir e desenvolver algo prático.
Como você conheceu o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Estava acessando algumas páginas na web e resolvi entrar no site da Alcoa. Lá me deparei com o link do Prêmio. Comecei a ler o regulamento e resolvi me inscrever com um trabalho que comecei a desenvolver no ano passado, o projeto do barco portátil. Confio tanto nessa idéia que fiz o depósito de patente na mesma época que o criei. Quando vi as condições para a entrada no Prêmio, percebi que essa seria uma ótima oportunidade para divulgar esse produto. Afinal ele se enquadra perfeitamente com as exigências do concurso.
Você acredita que um prêmio como este pode gerar visibilidade aos finalistas?
Mesmo tentando não gerar muitas expectativas, sei que como o concurso está dentro de uma organização centenária, conceituada e respeitada como a Alcoa, é bem provável que participar e ter o projeto indicado como um dos finalistas pode gerar uma excelente repercussão no mercado.
Você poderia contar um pouco sobre esse projeto?
Eu já havia feito outro barco a pedal, concluído em 2005, o qual possui hidrofólios (asas submersas) que sustentam a embarcação a partir de uma certa velocidade. Participei de duas competições de barcos movidos a propulsão humana com este projeto, sendo que ano passado, na competição mundial ocorrida na Alemanha, obtive a primeira colocação na prova de velocidade (100 metros) e a segunda colocação na prova de longa distância (10 quilômetros), fato que demonstra a eficiência da embarcação. Utilizei os conhecimentos adquiridos nestas provas para desenvolver o barco portátil, um produto direcionado ao mercado. Inicialmente fiz uma pesquisa na Internet e verifiquei que não existe um produto deste tipo no mercado mundial. Encontrei uma oportunidade em potencial. A partir daí, coloquei as condições que o produto precisa atender (leveza, fácil operação, robustez, eficiência, segurança, caber no porta-malas, baixo custo etc) e comecei a criar. Finalizei o projeto no final do ano passado e realizei o depósito da patente. Este ano confeccionei um protótipo na oficina que eu mantenho e estou muito feliz com o resultado. Se o produto será ou não bem aceito, somente o mercado poderá responder. Esse é o risco inerente ao desenvolvimento de qualquer produto inovador.
Há planos para viabilizar a aplicação desse trabalho?
Tenho algumas idéias em mente. A princípio penso em conceder os direitos de produção para uma empresa que tenha capacidade produtiva para construir o produto comercialmente.
Poderia dar um conselho para quem quer ser indicado finalista no próximo Prêmio?
Quem pretende se inscrever no Prêmio precisa, em primeiro lugar, ter um bom projeto. É necessário que o participante saiba visualizar um produto que o mercado possa consumir e que desenvolva algo prático. É preciso fazer uma análise do mercado que será atingido com esse produto para verificar as oportunidades e demandas existentes, bem como verificar a viabilidade técnica de seu processo de produção.
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19/11/08 -
Entrevista: Maralise Lopes Silva, estudante do curso de Design da UNESP-Universidade Estadual
Paulista. Ela e os alunos Fabiana Alves dos Santos, Juliano Peghini, Ligia de Freitas Françoso e Victor Leonardo de Souza Pereira são finalistas do 7º Prêmio Alcoa Inovação em Alumínio na categoria Produtos & Aplicações, modalidade
Estudante, com o trabalho “Conjunto Aluns: educação, conforto e sustentabilidade”.
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Doação é a palavra-chave para ser finalista
Ficar entre os finalistas do Prêmio Alcoa está se tornando uma tradição dos estudantes da UNESP-Universidade Estadual Paulista. No ano passado, por exemplo, Kauré Ferreira Martins e Eduardo de Mattos Egydio, estudantes de Desenho Industrial foram vencedores da sexta edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Projeto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Design e Inclusão: projeto de andador dobrável’. Por esse motivo, Maralise Lopes Silva e o grupo estão confiantes nessa reta final. A estudante diz que “é a primeira vez que participamos de um concurso desse nível. A grande pretensão da equipe era a de participar de um concurso importante, mas não imaginávamos que seríamos finalistas em tão pouco tempo”.
Maralise conta que a primeira reação que tiveram ao saber da indicação foi gritar. “Chegar até a final foi uma conquista enorme para todos nós, pelo reconhecimento imediato e por todo o processo de aprendizagem que tivemos durante a elaboração do projeto.” acrescenta.
A estudante lembra que “durante toda a produção o espírito de equipe foi essencial, principalmente nos momentos de dificuldade. É muito gratificante trabalhar em equipe, pois podemos dividir tudo, desde experiências e idéias até as dificuldades. A sabedoria popular já havia constatado isso, afinal duas cabeças pensam melhor que uma.”
A dica que a estudante passa a todos que já pensaram em participar do Prêmio ou àqueles que já participaram, mas não chegaram na reta final como eles é a de que “toda a equipe se dedique ao máximo”. Para Maralise é muito importante “obter muitas informações a respeito do projeto para que seja possível desenvolver um trabalho de qualidade e que todos possam se orgulhar”. Segundo a aluna de Design, o grupo confia tanto no conjunto Aluns que estão pensando em “colocar em prática o projeto, mas ainda não sabemos como. “Independente da vitória, já somos vencedores por estarmos entre os finalistas de um Prêmio tão conceituado como este”, finaliza.
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19/11/08 -
Entrevista com Marcel Lara Tajiri, estudante de Engenharia Mecânica da
UNITAU- Universidade de Taubaté-SP. Apoiado pelo professor-orientador Ederaldo Godoy Júnior, o aluno recebeu menção honrosa no 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, categoria Gestão da
Reciclagem, modalidade Estudante, com o projeto “Uso de latinhas de alumínio em canteiro de hidroponia”.
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O estudante Marcel Lara Tajiri da UNITAU- Universidade de Taubaté, em Taubaté-SP, foi incentivado pelo professor-orientador Ederaldo Godoy Júnior a participar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. A idéia foi criar um produto simples, que pudesse ser amplamente replicado e bastante usado no Brasil - as latas de alumínio. Unir reciclagem ao cultivo de vegetais em canteiros de hidroponia resultou em uma menção honrosa para Marcel. Para ele, é importante deixar claro na apresentação do projeto que a idéia é viável.
Como você entrou em contato com o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Estudo na UNITAU- Universidade de Taubaté. Meu professor, Ederaldo Godoy Júnior, já havia participado em outros anos do concurso, incluindo 2007. Ele me perguntou se gostaria de participar com ele. Convite aceito, começamos a pensar em um projeto adequado ao Prêmio. Como tenho interesse por assuntos relacionados à reciclagem, surgiu a idéia de fazer o canteiro.
O que se trata o projeto? Qual o motivo da escolha?
Comecei a pesquisar sobre o que poderia ser feito com as latinhas de alumínio, que tem uso muito grande em nosso país. Ao mesmo tempo, queria que fosse algo simples, de fácil desenvolvimento. O canteiro de hidroponia foi o que considerei mais viável, mais simples de se confeccionar. Muitas pessoas podem fazê-lo.
Você tem planos para viabilizar a aplicação desse projeto caso seja vencedor?
Ainda não pensamos no assunto. Estamos trabalhando no projeto e aperfeiçoando o protótipo.
Qual o seu objetivo ao participar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Espero que ajude a gerar visibilidade à Universidade que estudo – a UNITAU, uma vez que lá é um local onde os alunos recebem muito apoio para seus projetos. Pessoalmente também tenho expectativas. Acredito que acrescentar ao meu currículo o fato de ser um dos finalistas do Prêmio é sem dúvidas um diferencial, especialmente na hora de buscar um emprego.
Você tem um conselho para quem quer ser indicado finalista no próximo Prêmio?
Ter uma boa idéia e se dedicar para montar um bom projeto. Desenvolvê-lo de forma que consiga transmitir aos jurados que a idéia é viável, tem potencial para ser concurso.
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19/11/08 -
Entrevista com Rodrigo Marques Ribeiro Guimarães, desenhista industrial da cidade do Rio de Janeiro. É finalista da sétima edição do Prêmio Alcoa de Inovação em
Alumino, categoria Produtos & Aplicações, modalidade
Profissional, com o projeto “Compatto – atendimento privilegiado”.
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Rodrigo Marques viu no cotidiano da mãe, dentista, a necessidade de produzir algo que fosse prático. O resultado foi uma cadeira compacta, que pode ser transportada juntamente com os equipamentos. Ele é o sócio de projeto, Ricardo de Moraes, inscreveram o projeto no Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio e são finalistas do concurso. Ricardo dá uma dica: além do projeto ser bom, precisa ter uma apresentação impecável.
Como surgiu a idéia de participar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Um amigo de trabalho falou sobre o Prêmio, disse que ia se inscrever e eu acabei me entusiasmando. A escolha foi pela categoria Produto & Aplicações. Analisei o material disponível no site, substituí umas partes que seriam de aço - me dei conta de que existem metais tão fortes quanto.
Qual a contribuição que o Prêmio pode trazer?
Tenho grandes expectativas. A principal é divulgar esse trabalho para apresentar para empresas de odontologia, uma vez que acredito na possibilidade de comercialização. O fato de vencer ou mesmo de estar entre os finalista já um grande reconhecimento.
O que o motivou na escolha desse projeto?
Venho trabalhando nesse projeto há cerca de dois anos. Trata-se do Compatto, uma cadeira de dentista compacta para atendimento em qualquer lugar, que pode ser transportada em porta-malas de carros populares e possui guarda-volumes que comporta praticamente todos os equipamentos básicos necessários para o atendimento. Tenho familiares na área de odontologia. Foi um projeto de graduação feito na PUC-RJ orientado pelo professor Augusto Seibel. Foi selecionado pela FIRJAN-Federação das Indústrias do Rio de Janeiro como o segundo melhor da graduação de todas as faculdades cariocas. Trabalho no Instituto Nacional de Tecnologia do Rio de Janeiro, como designer industrial. Lá algumas pessoas já me orientaram para melhorar o projeto e inscrevê-lo no Prêmio Alcoa, incluindo meu sócio no projeto - que ficou em primeiro lugar no prêmio FIRJAN. Ele está estudando, mas preferimos participar da modalidade Profissional.
O que é preciso para ser um ser indicado finalista em um Prêmio como este?
A apresentação do projeto é essencial, é preciso detalhar tudo, amarrar de forma correta o que você quer mostrar, porque não adianta ter um bom projeto se ele não é bem apresentado.
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19/11/08 -
Entrevista: Mário André Leal dos Santos, estudante de Design do Centro Universitário
Feevale, em Novo Hamburgo-RS. Ele e suas colegas Andressa Carraro e Silvia Trein Heimfarth Dapper são finalistas na categoria Gestão da
Reciclagem, modalidade estudante, com o trabalho ‘Produto desenvolvido através das sobras de alumínio da indústria automobilística: Rack’.
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A partir da sugestão da professora-orientadora Andrea Seadi Guanabara, Mário André Leal dos Santos e suas colegas Andressa Carraro e Silvia Trein Heimfarth Dapper decidiram fazer a inscrição no Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio e foram indicados como finalistas. Eles consideram um diferencial o reconhecimento que o Prêmio proporciona, além de gerar visibilidade ao projeto e ao ecodesign, área que tem potencial de crescimento, mas ainda poucas iniciativas no Brasil. Mário fala da importância de usufruir ao máximo o aprendizado da vida acadêmica, além de estar antenado sobre os concursos que podem gerar oportunidades de divulgação de projetos.
Como você conheceu o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Conhecemos o Prêmio pela indicação de nossa professora-orientadora Andrea Seadi Guanabara. Ela comentou sobre o concurso da Alcoa e disse que poderia ser uma chance interessante para divulgarmos nosso trabalho, que havia se destacado em sala de aula.
Por que decidiram participar do Prêmio?
Nosso trabalho, realizado durante a cadeira de EcoDesign, foi pautado pela reciclagem, tema apropriado para a categoria de Gestão da Reciclagem. Durante o semestre seguinte, demos continuidade ao trabalho para aperfeiçoar seu conceito e inseri-lo cada vez mais como um produto sustentável e socialmente comprometido, sem esquecer o apelo mercadológico. Pensamos em todo o processo de produção, elaborando um produto socioambiental. Foi a partir daí que iniciamos um amplo estudo em biodinâmica para aplicar os restos de alumínio na elaboração de um móvel que fosse prático, ecologicamente correto e com baixo custo. O resultado desse estudo foi o desenvolvimento do rack para guardar livros.
Você acredita que o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio possa gerar visibilidade aos finalistas?
Antes de mais nada gostaríamos de agradecer muito a Alcoa por criar algo que gere uma oportunidade de reconhecimento como este Prêmio. E acreditamos que gere uma grande visibilidade aos finalistas, por ser um Prêmio nacional, patrocinado por uma multinacional importante. É muito bom podermos colocar em nosso portfólio esse resultado do Prêmio, principalmente nós, que estamos no início da carreira. Além disso, o ramo de ecodesign tem muito potencial de crescimento no Brasil, mas ainda não existem muitas iniciativas que trabalhem novos produtos e formas. Por isso é bom estar na final de um concurso como esse - é um reconhecimento de nossa idéia e do ecodesing de uma forma geral.
Por que escolheu a utilização desses materiais descartados para desenvolver o rack?
Em um primeiro momento percebemos que havia um grande descarte de pequenas peças na indústria automobilística. Todas essas sobras, de piso de alumínio de ônibus, em sua grande maioria tinham o mesmo tamanho. Esse material é bem bonito e atraente, tanto que até é usado na arquitetura. Percebemos uma oportunidade para dar uma nova vida a essa sobra.
Você tem planos para viabilizar a aplicação desse projeto?
Pretendemos colocar esse projeto em prática caso sejamos vencedores. Se não ganharmos, vamos tentar colocar o trabalho no mercado. Iniciativas como a deste rack devem ser colocadas no mercado para que todos os cidadãos tenham acesso a um produto que vise a qualidade do meio ambiente, e assim, a qualidade de vida de todos.
Você tem um conselho para quem quer participar de prêmios como este?
Como estudante é interessante sempre se destacar no meio acadêmico, aproveitando ao máximo tudo que lhe é ensinado e exigido. Também é bom ficar “ligado” nos sites que promovam concursos que possam gerar visibilidade a seus projetos. Além de estar sempre próximo de seus professores e orientadores, pois eles podem indicar prêmios interessantes para participar. Concursos com este, da Alcoa, geram um reconhecimento gigante. Se formos vencedores, teremos muito a comemorar!
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30/10/08 -
Entrevista: Eduardo de Mattos Egydio, estudante de Desenho Industrial da Universidade Estadual Paulista
(UNESP/Bauru-SP), vencedores do 6º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria
Projeto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Design e Inclusão: projeto de andador dobrável’.
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Qual é a importância ao participar de uma premiação como essa?
Eu acredito que um concurso como esse tem muita notabilidade no meio estudantil. Minha equipe e a de outros colegas inscrevem-se para o Prêmio. Existem vários reconhecimentos para os estudantes e o da Alcoa é um dos mais importantes, com certeza. Sempre tivemos conhecimento desse concurso por meio dos murais na faculdade e também por endereços eletrônicos na internet. Para quem é estudante, que é meu caso, uma iniciativa como essa certamente prepara o aluno para o mercado de trabalho, abrindo oportunidades futuras.
Ao serem anunciados vencedores, como foi a repercussão na faculdade, com familiares e amigos?
Fomos anunciados como vencedores durante uma bela cerimônia que é realizada anualmente em São Paulo-SP. Recebemos diversas ligações de colegas que já sabiam que estávamos entre os finalistas e acreditavam na nossa vitória. Os parentes também foram comunicados e nos parabenizaram naquele instante. Foi muito emocionante. Além disso, essa premiação foi divulgada por meio do correio eletrônico e site da universidade. Essa divulgação interna permitiu que pudéssemos apresentar nosso trabalho para outros colegas.
Qual foi a contribuição profissional que o Prêmio Alcoa pôde trazer a você?
Estou estagiando há oito meses no setor de design da Astra s/a Indústria e Comércio, em Jundiaí-SP. Durante o processo seletivo, tive a oportunidade de apresentar nosso projeto, vencedor do prêmio. E tenho certeza de que isso pesou na hora de me contratarem. Participar do Prêmio Alcoa valoriza o seu curriculum.
Qual foi o momento mais crítico durante a execução do projeto?
Como o nosso trabalho partia do pressuposto de auxiliar os idosos, teríamos de fazer algo diferente para poder ter chance de ficar entre os finalistas. Decidimos que a melhor maneira de elaborar um projeto vencedor seria realizando entrevistas com os próprios idosos, para identificar as reais necessidades que teríamos de utilizar no desenvolvimento do projeto. E isso foi uma escolha certa.
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12/09/08 -
Entrevista: Marcos André de Oliveira, vencedor do Prêmio Alcoa Inovação em Alumínio em 2007
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Com o projeto “O Selo Aluminiar e a inovação do ciclo da reciclagem do alumínio em busca da sustentabilidade”, ele e os colegas Eduardo Miguel da Silva e Carlos Henrique Melo ganharam o Prêmio na Categoria Planejamento de Gestão, modalidade profissional.
Durante a execução do trabalho, qual é o momento mais crítico?
O momento de colocar no papel, dentro do padrão exigido pelo prêmio, a concepção de uma idéia inovadora.
Você acredita que a experiência adquirida nas edições anteriores pode ajudar no concurso desse ano?
Acredito que a experiência que adquiri nas edições anteriores pode me ajudar nesse ano, mas é preciso muito mais que isso. É preciso ter uma boa idéia, empenho e muito trabalho para estruturar o projeto. A experiência ajuda a buscar resultados satisfatórios.
Participar de concursos traz experiência. Como isso tem colaborado para a sua carreira?
Para participar de um Prêmio deste porte é preciso grande dedicação e planejamento - iniciar e finalizar com êxito todo o trabalho. O mesmo vale na construção da carreira: é preciso ter disciplina, criatividade, espírito empreendedor e saber inovar. Tudo isso, claro, apresentando resultados positivos. O prêmio agrega valor ao currículo, claro. Isso é inegável.
Quais dicas você pode passar aos participantes desse ano?
A minha dica é simples: acreditar em suas idéias e trabalhar com afinco para realizá-las. Esse é um dos segredos do sucesso no Prêmio Alcoa. Eu e meu grupo acreditamos em nossa idéia e vencemos. Essa é a minha dica: acreditar e trabalhar.
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05/09/08 -
Entrevista: Nazir Abdo, jurado do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio em 2007
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Nazir é engenheiro civil, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo-USP. Com 50 anos de experiência na indústria, entre seus trabalhos destacam-se o projeto de expansão do Shopping Iguatemi de Campinas além de trabalhos para hospitais, empresas e hotéis. É também consultor da Associação Brasileira do Alumínio-ABAL e autor do livro “Estruturas de Alumínio”. Atualmente é sócio-gerente da Alaxis Tecnologias Inovativas Ltda, que desenvolve estruturas espaciais e convencionais em aço ou alumínio.
Que tipo de trabalho desperta o interesse do júri?
Os trabalhos que despertam o interesse dos jurados do Prêmio Alcoa são os projetos com idéias originais, que saem do senso comum. O júri se interessa também por projetos que saiam do âmbito acadêmico/científico e possam ser desenvolvidos e utilizados profissionalmente.
O que os participantes não podem errar?
Não se admite também erros quanto ao conhecimento das formas disponíveis deste metal. Ou seja, estudem tudo e um pouco mais sobre as infinitas possibilidades de aplicação do alumínio.
Qual é a importância em participar de um Prêmio como esse?
Essa é uma grande oportunidade para se adquirir bagagem profissional, pela importância e repercussão do Prêmio Alcoa. Ter no currículo um Prêmio como esse é uma grande conquista para um profissional. A participação garante, também, visibilidade na mídia, uma vez que existe ampla divulgação do Prêmio e de seus resultados nos meios de comunicação.
Como os profissionais e estudantes podem tirar proveito das vantagens do alumínio?
O alumínio possui grandes vantagens quando comparado a outros metais. Ele é mais resistente à corrosão, é fácil de ser trabalhado e tem grande capacidade de modulação. Quando falamos em extrudados é importante que se considere a resistência do metal e a integração de diversas funções em um só perfil. Além disso, o alumínio se compõe facilmente dentro de um conjunto. Sabendo disso, os estudantes podem tirar grande proveito deste metal e assim, desenvolver grandes trabalhos.
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28/08/08 -
Entrevista com Luis Carlos Paschoarelli, professor da Universidade Estadual Paulista-UNESP Bauru-SP.
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Foi orientador dos estudantes Kauré Ferreira Martins e Eduardo de Mattos
Egydio, do curso de Desenho Industrial, vencedores do 6º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria
Projeto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Design e Inclusão: projeto de andador dobrável’.
Quais são os maiores desafios que os participantes encontram no desenvolvimento do trabalho? Como lidar com eles?
Acredito que seja adequar a proposta à realidade técnica, de maneira que atenda todos (ou a maioria dos) requisitos do projeto. Associar função, aplicação tecnológica, design, inserção social, meio-ambiente, entre outros fatores e, principalmente, alinhar todos esses fatores, é um desafio enorme. Uma vez conquistado, garante a qualidade do projeto e o reconhecimento da sociedade. Talvez a melhor maneira para se lidar com esse desafio seja a atitude profissional que os participantes devam tomar, principalmente caracterizada pela dedicação e confiança no projeto.
O que é imprescindível na orientação para um projeto ir além do esperado?
Dar o incentivo aos alunos para que se tornem não apenas pessoas dedicadas e/ou especialistas, mas antes, torná-los apaixonados pelo projeto, pela inovação tecnológica e pela verdadeira possibilidade de mudança social da nação brasileira que está, justamente, numa nova ação tecnológica e científica. Pensar no impacto futuro do produto (e não apenas no produto em si) é ir além das expectativas.
Qual conselho você transmitiria aos participantes dessa edição?
O Prêmio Alcoa é uma iniciativa brilhante do setor produtivo brasileiro. É um incentivo ao desenvolvimento tecnológico nacional, utilizando o alumínio como matéria-prima. O Prêmio proporciona uma excelente oportunidade para que pesquisadores, estudantes e profissionais apresentem suas idéias de pesquisa e desenvolvimento e inovação técnica, e concorram não apenas a uma premiação (que é muito incentivadora), mas, principalmente, ao reconhecimento tecnológico de suas propostas. Nesse sentido, acredito que as pessoas inscritas e que estão elaborando seus projetos devam aplicar sua máxima capacidade para alcançar, pelo menos, a classificação entre os finalistas, o que já é um grande mérito. Nesta etapa, a dedicação, concentração e, principalmente, a “paixão” pelo projeto deverão fazer a diferença.
Como o Prêmio Alcoa pode contribuir com o desenvolvimento pessoal e profissional dos participantes?
Acredito que não haja meios para descrever a contribuição para o desenvolvimento dos participantes do Prêmio Alcoa. A maioria deles acredita apenas na premiação em si, e que isto é o mais importante. De fato, chegar à final, e mais, alcançar o primeiro lugar é muito satisfatório, além do troféu e do certificado. Mas não se pode desconsiderar outra grande contribuição que o Prêmio proporciona: a experiência de desenvolver a proposta de um novo produto e ser reconhecido por sua qualidade tecnológica e de inovação. Isto é fundamental para quem pretende dar continuidade ao seu desenvolvimento profissional e tecnológico.
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07/08/08 -
Entrevista com José Roberto Giosa, jurado do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio nas edições de 2006 e 2007.
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Formado em economia e jornalismo, atuou como gerente de reciclagem da Reynolds Latasa (atual Rexam), lançando as bases do que seria o único projeto de reciclagem de embalagens totalmente integrado do país. Durante 15 anos foi coordenador da Comissão de Reciclagem da Associação Brasileira de Alumínio-Abal. Profere palestras em universidades e cursos de graduação e pós-graduação em gestão de negócios. Prepara-se para lançar um livro contando a história da reciclagem, casos pitorescos e os fatores que tornaram a atividade meio de vida para mais de 180 mil brasileiros.
“Muitas vezes, os participantes descrevem o produto ou idéia com alguns pressupostos que só eles conhecem.”
Quais critérios são utilizados para a escolha de um bom trabalho?
O próprio regulamento do concurso define os critérios que, aliás, foram formatados com base na experiência de seis anos do Prêmio Alcoa. A cada ano, há uma evolução na forma de analisar a profundidade da idéia, seu caráter inovador, a aplicação no mundo real, a um custo plausível e sempre levando em conta a realidade brasileira. Uma boa idéia, mas que custa demasiado caro ou envolve grau de dificuldade elevado, está condenada a ser apenas uma boa idéia...
Quais os erros mais comuns praticados pelos participantes? E o que desperta o interesse do júri?
A apresentação do produto é o cartão de visitas. O projeto deve ser apresentado logo no início, em linguagem clara e simples, destacando o que norteou seu desenvolvimento, benefícios esperados ou mesmo testados. Muitas vezes, os participantes descrevem o produto ou idéia com alguns pressupostos que só eles conhecem. Os candidatos devem evitar citações longas e desnecessárias. Muitas boas idéias, na minha opinião, perderam eficácia porque foram mal apresentadas ou de forma apressada e incompleta.
Dados relativos ao projeto em escala piloto devem, de preferência, ser incluídos. Facilita o entendimento e dá uma segurança maior em relação aos benefícios esperados. A idéia não pode estar divorciada da realidade.
Qual é a importância em participar de um Prêmio tão importante como esse?
É uma rara oportunidade de se conhecer a criatividade de jovens talentos e profissionais consagrados, ao mesmo tempo. Participo da Comissão Julgadora há quatro anos e ainda me surpreendo com novas e incrivelmente criativas aplicações para o alumínio, em suas diversas formas e estilos. Eu me reciclo, em termos de conhecimento e desenvolvimento de trabalhos que nascem, muitas vezes, em salas longe dos centros urbanos. A capacidade de criação e ousadia do brasileiro talvez seja única. Associadas às características do alumínio resultam em soluções e aplicações inovadoras. Mas inovadoras mesmo!
Que dicas você transmitiria aos participantes desse ano?
Foquem o trabalho sempre levando em conta a aplicação prática. Boas idéias, mas apenas mirabolantes ou inovadoras, não resultam em benefício direto à comunidade. Questionem a relação custo-benefício, a possibilidade de atingir o maior número possível de pessoas, tempo de construção, facilidade de implantar a idéia e simplicidade. O que é belo e útil, quase sempre é simples. A manutenção do produto é outro ponto-chave. Não se esqueçam que a linguagem deve ser acessível a quem toma contato com a idéia, independente se ser engenheiro ou especialista em alumínio. Comunicar bem é vender
bem.
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31/07/08 -
Entrevista com Erwin Rolf Madisson Júnior – reitor do Centro Universitário de Itajubá-MG
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O Centro Universitário de Itajubá - UNIVERSITAS - é uma instituição de ensino mantida pela Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá-MG, resultante da unificação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e Faculdade de Engenharia Civil de Itajubá. Os Centros Universitários são instituições de ensino pluricurriculares, abrangendo uma ou mais áreas do conhecimento, que se caracterizam pela excelência do ensino oferecido.
“Quando a empresa soube que ele era um dos vencedores, o apoiou plenamente, inclusive com o transporte para ir até São Paulo-SP receber o Prêmio Alcoa, além de conceder um reajuste salarial.”
Como fica o ambiente antes, durante e após o término do Prêmio Alcoa?
Quando soubemos da criação do concurso (em 2002), foi tudo muito novo para nós. Não havia expectativa por parte de todos, ninguém sabia o que estava por vir. Com o anúncio da nossa primeira vitória (em 2006), o clima de euforia foi imenso por aqui. A partir dessa conquista, um clima de competição extremamente saudável foi instaurado. É um corre-corre em busca de informações que possam contribuir com o desenvolvimento de trabalhos consistentes. O empenho e a dedicação dessa turma tornaram-se evidentes nos últimos anos.
Qual é a importância desse concurso para a universidade e alunos?
Esse concurso, desde a abertura das inscrições, mobiliza toda a universidade. Temos muitos alunos em nossa instituição que trabalham pela manhã e estudam no período noturno. Mesmo com todo esse esforço, muitos deles têm orgulho em poder participar de um Prêmio tão importante, promovido por uma empresa global e totalmente engajada pela sustentabilidade.
Quando nossos estudantes são premiados nesse concurso, organizamos uma cerimônia de confraternização. Convidamos professores, os alunos vencedores e todos os familiares, que são extremamente fundamentais para o êxito desses jovens.
Qual é a contribuição que um Prêmio como esse pode trazer aos estudantes e professores?
O resultado mais positivo de um concurso tão importante como esse é a valorização de quem participa. O Paulo (Fonseca Júnior, vencedor em 2006) trabalhava na época em uma companhia multinacional e estudava aqui à noite. Quando a empresa soube que ele era um dos vencedores, o apoiou plenamente, inclusive com o transporte para ir até São Paulo-SP receber o Prêmio Alcoa, além de conceder um reajuste salarial. É gratificante vermos um aluno nosso ser reconhecido no mercado por um trabalho acadêmico. E isso se reflete no orgulho de nossos professores, que têm a ciência de que estão orientando esses alunos corretamente.
Para se destacar no concurso, o que o estudante deve fazer? Onde não pode falhar?
A gente sempre brinca por aqui que tem de ter determinação. A vida deles não pode ficar resumida na participação ou conquista de um concurso, mas sim marcada pelo empenho diário. Isso é válido para o sucesso pessoal e profissional de todo
mundo.
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24/07/08 -
Entrevista com Lutero Proscholdt Almeida – vencedor do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio em 2007, na categoria
Profissional.
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Arquiteto de Viana – ES, Lutero desenvolveu um projeto que agregou o conceito de nomadismo voluntário aos recursos tecnológicos e digitais – o Tatu Hausmachine (unidade habitacional móvel) - rendendo o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2007, na categoria Profissional. Explorou com eficiência o uso da leveza do alumínio pela necessidade do “tatu” ser rebocado por outro veículo.
“O Prêmio proporciona o destaque das qualidades e propriedades do alumínio. Mostrar as características do metal é importante para expandir a visão do que pode ser pensado e criado com ele“.
Qual é a sua expectativa para essa edição?
São as melhores possíveis. Na edição anterior, quando participei pela primeira vez, obtive ótimos resultados. Essa vitória facilita a minha participação nesse ano, trabalhando com mais vontade e empenho. Por esse motivo, já estou indo atrás de empresas e tenho expectativas muito boas quanto a isso.
Quais são os desafios que terá de enfrentar?
Acho que pelo nível dos concorrentes, será o mesmo desafio do ano passado. Esse ano tenho mais confiança por ter saído vitorioso em 2007, mas vou trabalhar com o mesmo empenho. O meu principal desafio é o tempo. Para isso, estou à procura de empresas que me auxiliem com as questões técnicas do projeto. Quero elaborar um trabalho que seja mais compreendido pelo mercado.
Como pretende inovar?
Quero trabalhar com assuntos mais próximos à realidade e inovar a partir daí. Quero reinventar algo para a construção civil. Não inventar um produto novo, mas inovar a partir daquilo já existente no mercado, proporcionando novas contribuições e utilidades de algo usado no cotidiano das pessoas.
O que deve ser feito para obter sucesso num concurso como esse?
É primordial ter vontade, se apegar ao projeto e realizá-lo com prazer. Deve-se, também, dedicar-se às pesquisas técnicas para tornar o projeto mais rico e não deixar de lado a apresentação do mesmo. Ela deve ser feita da melhor maneira possível, para que haja facilidade de entendimento. Não adianta dedicar tempo para um “super” projeto e pecar na apresentação.
Qual a contribuição que o alumínio oferece para quem participa do concurso?
O Prêmio proporciona o destaque das qualidades e propriedades do alumínio. Mostrar as características do metal é importante para expandir a visão do que pode ser pensado e criado com ele. O concurso possibilita exatamente isso: mostrar as novidades e possibilidades de criações que podem ser pensadas com o uso do alumínio.
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17/07/08 -
Entrevista com Fernando Almeida, presidente do CEBDS-Conselho
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Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável
Fundado em 1997, o CEBDS é uma coalizão dos maiores e mais expressivos grupos empresariais do Brasil. Com faturamento anual correspondente a 40% do PIB nacional, as empresas ligadas à entidade geram juntas mais de 600 mil empregos diretos e um número mais expressivo ainda de empregos indiretos. O CEBDS integra uma rede global de mais de 50 conselhos nacionais que estão trabalhando para disseminar uma nova maneira de fazer negócios ao redor do mundo. A entidade é representante do World Business Council for Sustainable Development-WBCSD, que conta com a participação de 185 grupos multinacionais, faturamento anual de US$ 6 trilhões e responsável por 11 milhões de empregos diretos.
“Ao pensar no seu projeto, leve em consideração a essência do desenvolvimento sustentável: a articulação harmoniosa entre as dimensões econômica, social e ambiental”
Como as empresas e sociedade podem contribuir pela sustentabilidade?
A sustentabilidade só será consolidada quando formos capazes de implementar uma radical mudança no modelo de negócios e no padrão de desenvolvimento. Portanto, a participação desses dois atores é imprescindível. Tenho defendido a tese de que a construção de uma sociedade sustentável depende do entendimento estruturado e transparente entre governos, empresas e entidades civis.
Qual é a importância de se promover um concurso voltado à sustentabilidade?
Trata-se de uma iniciativa extremamente positiva por estimular e mobilizar a sociedade para a questão da sustentabilidade. A produção de conhecimento – seja na área de inovações tecnológicas, seja na área de gestão de processos – funciona como uma espécie de motor para gerar massa crítica e formar líderes. Sem conhecimento e sem liderança, não seremos capazes de implementar o novo modelo de desenvolvimento que apregoamos. A Alcoa está de parabéns.
A sustentabilidade está conquistando o devido espaço que merece?
Apesar do senso de urgência, o conceito de sustentabilidade está ainda muito preso a uma elite. Ainda não se disseminou na sociedade a ponto de se popularizar. Essa popularização é fundamental para acelerar o processo de mudança. Mais consciente, a população estará mais capacitada a optar por produtos e serviços desenvolvidos de forma responsável, como também para escolher governantes de fato comprometidos com a causa do desenvolvimento sustentável.
Quais sugestões você daria aos participantes desta edição do Prêmio?
Diria aos participantes que, ao pensar no seu projeto, leve em consideração a essência do desenvolvimento sustentável: a articulação harmoniosa entre as dimensões econômica, social e ambiental. Observem o exemplo do biocombustível, que é uma inovação com potencial para reduzir os níveis de emissão de CO2 e, portanto, contribuir para reverter o risco do aquecimento do planeta. O biocombustível só será sustentável se for produzido de maneira adequada, sem destruir florestas e sem promover trabalho
escravo.
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03/07/08 -
Entrevista: Márcio Gonçalves Cardial, publisher da revista Alumínio
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A revista Alumínio trata de um mercado em expansão, globalizado e dinâmico, que não pára de investir na produção e no desenvolvimento de aplicações em alumínio. Além de refletir sobre a importância econômica deste segmento no País, a revista traz para indústria, instituições de ensino, associações e órgãos do governo, informações de fomento à aplicação do metal e matérias setoriais.
“O Prêmio Alcoa de Inovação é uma contribuição da Alcoa tanto para o estudante e o profissional, que têm ali um espaço para apresentar e divulgar seus trabalhos, quanto para a própria indústria, no sentido de lançar mão dos talentos revelados e ter acesso aos seus projetos inovadores”.
Quais são as últimas novidades tecnológicas que o alumínio propiciou à sociedade?
Os projetos contemplados pela última edição do Prêmio Alcoa de Inovação são ótimos exemplos dos avanços tecnológicos do alumínio e que, ao serem viabilizados, beneficiarão a sociedade. Entre eles, um andador que, diferentemente dos existentes no mercado, se adapta às características físicas do brasileiro; um fogão que, para seu funcionamento, utiliza alumínio, óleo de cozinha e energia solar; e uma “casa”, toda de alumínio, que oferece perfeitas condições habitacionais e mínimo impacto ambiental.
Além do caráter experimental da academia, a evolução tecnológica do setor é realidade e oferece sustentabilidade, eficiência, qualidade e economia.
Pesquisas realizadas por institutos qualificados no mundo constataram que o alumínio absorve melhor o impacto em colisões e acidentes automobilísticos, aumentando a segurança de motorista e passageiros. Estudos também revelaram que o metal permite a fabricação de modelos mais leves, econômicos e eficientes. Como conseqüência dessa evolução tecnológica na indústria automotiva, carros de diferentes marcas chegam ao mercado com número cada vez maior de componentes de alumínio em sua estrutura.
Além da revista Alumínio, quais fontes de pesquisa você recomendaria aos participantes dessa edição?
O Guia de Fornecedores de Produtos e Serviços do Alumínio, anuário que a Segmento publica. Também a revista Casa e Alumínio, publicação anual que terá sua primeira edição no mercado em Setembro desse ano, além da Associação Brasileira do Alumínio-ABAL, que mantém um portal (www.abal.org.br) que atua como fonte de informação e conhecimento. Oferece agenda de cursos, seminários e outros eventos, mantém o boletim Aluauto, sobre indústria automotiva, links com sites interessantes, notícias do setor e um menu com temas variados, sempre focados no alumínio e suas aplicações.
Como os participantes do Prêmio Alcoa podem tirar proveito das propriedades e aplicações em alumínio?
O alumínio é um material extremamente versátil para aqueles que buscam o desenvolvimento de produtos diferenciados, seja no design e na eficiência, seja na característica sustentável e ecologicamente responsável ou nas suas propriedades inerentes, como resistência à corrosão; leveza, flexibilidade e durabilidade; proteção contra umidade, luz e ação de outros agentes externos, só para mencionar algumas. Graças a essa diversidade de qualidades, os participantes podem explorar as muitas possibilidades de aplicações que o material oferece.
Qual a importância desse prêmio para alguém que pretende ingressar no mercado de trabalho?
Só o fato de ser uma iniciativa da Alcoa abre uma porta de entrada no mercado, já que se trata de um importante “selo” de qualidade e de renome. Mas, sobretudo, o prêmio destaca talentos e seus projetos mais inovadores, conferindo-lhes valiosa
visibilidade.
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26/06/08 -
Entrevista: André Vilhena, diretor-executivo do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem
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Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) é uma associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem dentro do conceito de gerenciamento integrado do lixo. Fundada em 1992, o Cempre é mantido por empresas privadas de diversos setores.
A entidade trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância da redução, reutilização e reciclagem de lixo por meio de publicações, pesquisas técnicas, seminários e bancos de dados. Os programas de conscientização são dirigidos principalmente para formadores de opinião, tais como prefeitos, diretores de empresas, acadêmicos e organizações não-governamentais.
Nesta entrevista, o diretor-executivo do Cempre comenta sobre as atividades da associação e a importância da reciclagem no Brasil.
Como a reciclagem pode contribuir pela sustentabilidade?
O avanço da reciclagem no Brasil é importante para que você torne sustentável todos os produtos, incluindo o alumínio, do ponto de vista do uso e do descarte. O alumínio é um material que tem um alto índice de reciclagem e percebido pelo consumidor como ajustado às práticas sustentáveis.
As empresas estão sabendo lidar com a reciclagem?
Hoje é difícil não haver uma empresa que não esteja atenta à questão da reciclagem e reutilização, principalmente em uma linha de produção industrial. Na questão do pós-consumo a gente tem visto o engajamento e o incentivo a projetos como o Cempre, apoiada pela Alcoa e outras grandes empresas.
Como a reciclagem está sendo lidada em outros países?
Hoje o Brasil é um dos países em desenvolvimento com maior índice de reciclagem. Falando especificamente do alumínio, o nosso País é um dos principais recicladores do planeta, mesmo comparando com nações desenvolvidas. O papel social da coleta seletiva do alumínio no Brasil é muito importante e um diferencial, tanto que outros países em desenvolvimento têm se inspirado em nosso modelo de reciclagem para criarem projetos semelhantes ao nosso.
A reciclagem tem influenciado o dia-a-dia das pessoas?
Do ponto de vista social é marcante. A coleta seletiva de lixo emprega uma grande quantidade de mão-de-obra, especialmente com uma população que tem dificuldade de inserção no mercado de trabalho tradicional, muitas vezes pela baixa qualificação. Dessa forma, essas pessoas encontram na coleta seletiva uma alternativa de renda constante e a lata de alumínio ajuda muito nesse trabalho, por ser um dos itens de maior valor agregado encontrado no lixo urbano.
Quais dicas você passaria aos participantes dessa edição, que lidarão com os temas gestão da reciclagem, produtos e aplicações?
Valorizar esse componente social. A partir do momento que a gente entra na busca constante pela sustentabilidade, é preciso pensar no tripé econômico, social e ambiental. Acredito que os candidatos deveriam valorizar as oportunidades e os impactos do ponto de vista social desse projeto. Além de poderem tirar proveito da utilização da lata de alumínio, os participantes devem ficar atentos aos resíduos da construção civil, eventualmente com as esquadrias, que podem trazer boas idéias e soluções para o tema a ser
desenvolvido.
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12/06/08 -
Entrevista: Márcio Hessel Verraci, estudante do Centro Universitário de Itajubá – MG.
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Foi vencedor, em 2006, com o projeto “aquecedor solar alternativo”. No ano passado, ele e os alunos Luciana A. Rodrigues, Paulo Henrique de Faria e Luiz Fernando R. Alves conquistaram a categoria Planejamento de Gestão, modalidade Estudante, com o trabalho ‘SOL-ÃO – Fogão Alternativo’.
Você acredita que a experiência adquirida nas edições anteriores pode ajudá-lo no concurso desse ano?
Eu acredito que a experiência adquirida nas edições anteriores possa ajudar no desenvolvimento do projeto desse ano. Sabemos que a qualidade dos trabalhos encontrada no Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio é muito boa e, diante disso, teremos de superar esse desafio. Como vencemos as duas últimas edições, naturalmente haverá uma cobrança de todos que estão à nossa volta. É um desafio interessante e estamos preparados para enfrentar.
Durante a execução do trabalho, qual é o momento mais crítico? Como superá-lo?
Durante a execução do projeto, o momento mais crítico, ou o mais difícil, é escrever a idéia dentro dos padrões exigidos. É muito difícil expressar, de maneira simples e objetiva, o quanto o projeto é necessário. Mas todo o trabalho é complexo, desde a sua concepção, discussão, até a aceitação da idéia pela equipe.
Participar de concursos traz experiência. Como isso tem colaborado para a sua carreira?
Traz muita experiência profissional e pessoal. É muito gratificante e emocionante ter um projeto finalista nesse Prêmio porque o nome dos vencedores dos projetos só é anunciado em um evento, contando com a presença de todos os finalistas.
Para a minha carreira, essa participação foi bem valiosa. Realizamos palestras para os alunos que estão ingressando na faculdade, mostrando a eles a importância em participar de concursos tecnológicos, além do aprendizado e estímulo às novas idéias. Essa exposição, sem dúvida, traz benefícios para a questão profissional.
Quais dicas você poderia passar aos participantes desse ano?
A dica que eu gostaria de deixar aos participantes é: acredite nas suas idéias, pois as mais simples são sempre as melhores, nunca deixe que pessoas falem que não vai dar certo, que é impossível ganhar. Trabalhe em busca de um ideal, acredite.
Eu acreditei, e por dois anos consecutivos conseguimos nossos objetivos, e porque não, continuar acreditando nesse ano
novamente?
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05/06/08 -
Entrevista: arquiteto Ruy Ohtake.
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Reconhecido
internacionalmente, o arquiteto Ruy Ohtake coleciona em sua carreira diversos prêmios e assinatura em projetos destacados no País e no exterior. Entre
eles, a embaixada do Brasil no Japão, estádio de futebol do Barcelona de
Guayaquil-Equador, jardins e museu aberto da OEA-Organização dos Estados
Americanos, em Washington-EUA. Foi premiado na IX Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, pelo projeto do Instituto Tomie
Ohtake, localizado em São Paulo; recebeu o título de Professor Emérito, concedido pela Universidade Católica de Santos –
UNISANTOS, em 2007.
“A apresentação de uma idéia inovadora se consolida quando muito bem embasada
tecnicamente”
Qual a sua avaliação do atual estágio da arquitetura brasileira?
Em termos criativos, a arquitetura brasileira está num estágio muito avançado. No campo tecnológico, a melhora da situação econômica do País ainda não foi totalmente revertida para esse
aspecto. Acredito que nos próximos anos a tecnologia arquitetônica apresentará grandes avanços no
Brasil.
Como os profissionais e estudantes podem tirar proveito das vantagens do alumínio?
As vantagens do alumínio são imensas. Mesmo não havendo ainda um profundo conhecimento dos benefícios que o metal pode
oferecer, a proposta do Prêmio Alcoa proporciona a estudantes e profissionais diversas oportunidades de
aproveitar, ao máximo, o potencial de utilização do alumínio.
Quais dicas você poderia passar aos participantes da sétima edição do Prêmio?
A criatividade está em primeiro lugar, tem de ser algo inovador. A apresentação de uma idéia inovadora se consolida quando muito bem embasada
tecnicamente, ou seja, os participantes precisam realizar um bom trabalho de pesquisa sobre o tema
proposto.
Como a arquitetura pode contribuir pela sustentabilidade?
Com a utilização de materiais que evitem o desperdício, possam ser
reaproveitados, apresentem propriedade em eficiência energética e facilidade de manutenção. Um exemplo prático disso é o de um projeto que estamos discutindo com a Alcoa. Sugerimos a criação de um centro cultural em São Paulo, com
portas, pisos e paredes revestidos em alumínio. Essa é apenas uma idéia que pode contribuir pela
sustentabilidade.
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28/05/08 -
Entrevista: Gabriel Rodrigues Grinspum, vencedor da primeira edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, em 2002.
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| Ele e os alunos Felipe
Ferraz, Gustavo Wiering, Emerson Miki Ihara, Thiago Natal e Poliana Adashi, estudantes à época do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
USP-SP, foram os vencedores na categoria Projeto, com o trabalho ‘Cobertura Tropical Itinerante’.
“Todo profissional precisa buscar reconhecimento no mercado. Concursos como o da Alcoa nos colocam no caminho certo”
Seis anos se passaram, mas o orgulho permanece o mesmo. Gabriel Rodrigues Grinspum, vencedor da primeira edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, realizada em 2002, tem registrado em sua memória fatos marcantes dessa importante conquista, desde a inscrição até o anúncio da vitória. “Os professores recomendaram que participássemos desse Concurso. Gostamos da idéia e agarramos a oportunidade. Estávamos tão engajados no projeto que nem percebemos o tempo passar. Quando vimos, já havia chegado a hora da entrega do trabalho”, recorda Grinspum.
Quando foram comunicados pela organização do Prêmio que haviam sido os vencedores, a emoção tomou conta de todos. “Não estávamos acreditando. Ficamos muito felizes com a vitória. A idéia que apresentamos, de uma cobertura tropical itinerante, contemplava aspectos de modernidade, praticidade e de adaptação urbana. Esses fatores ajudaram muito nessa importante conquista”, lembra o arquiteto.
Para Grinspum, a repercussão na faculdade e no trabalho foi muito positiva. “Recebemos uma carta da direção da Universidade cumprimentando nosso feito, além do carinho que recebemos de amigos e professores. No trabalho, fui elogiado pelos colegas”, conta o profissional. “À época, era estagiário no mesmo escritório que trabalho hoje (Brasil Arquitetura, em São Paulo). Foi um reconhecimento importante para prosperar na carreira”.
Hoje, aos 29 anos, Gabriel é arquiteto-coordenador da Brasil Arquitetura. O Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio foi o pontapé inicial para uma carreira vitoriosa. “No ano passado, conquistamos o prêmio e o projeto para a criação da nova sede da comunidade shalom (de judeus) na Vila Olímpia, em São Paulo. Além desse reconhecimento, fomos premiados na Bienal de Arquitetura de 2007 pelo projeto do Museu Rodin, em Salvador-BA. O trabalho contemplou restauro, revitalização e nova edificação”, afirma
O arquiteto dá um importante recado aos participantes dessa edição. “Todos os profissionais e estudantes precisam buscar reconhecimento na carreira. É indispensável participar de concursos como o Prêmio Alcoa, que incentiva novas idéias e a busca pela sustentabilidade. As vitórias impulsionam a carreira de todo bom profissional e nos colocam no caminho
certo”, finaliza.
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22/05/08 - Entrevista com Carla Mesquita, coordenadora do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, e Vanilda Queiroz, diretora da Joy Eventos, empresa que organiza o Concurso.
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Carla Mesquita e Vanilda Queiroz se dedicaram muito para que o Prêmio se tornasse referência nos universos acadêmico e profissional. Na edição de 2007, houve crescimento de 74% nas inscrições. E é esse sucesso que o Prêmio Alcoa conquistou e os organizadores pretendem mostrar aos participantes. Na entrevista, Carla conta sobre os grandes desafios desta edição e Vanilda fala dos bastidores dessa premiação.
Como surgiu a idéia do Prêmio?
Carla Mesquita: as práticas sustentáveis fazem parte dos Valores da Alcoa há muito tempo. Precisávamos, de alguma maneira, transmitir essa cultura à sociedade. Com a criação do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, em 2002, pudemos incentivar novas idéias para a aplicação e utilização sustentável do alumínio. É um compromisso que assumimos com a sociedade.
O que ele representa hoje?
Carla Mesquita: a sexta edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, no ano passado, registrou aumento de 74% sobre 2006, totalizando 1347 trabalhos inscritos. Esse crescimento mostra que o interesse pelo concurso entre estudantes e acadêmicos tem aumentado cada vez mais. A participação de profissionais, uma novidade na edição de 2007, também contribuiu sensivelmente para o aumento dos trabalhos inscritos. Isso comprova o sucesso do Concurso, aumentando ainda mais nossa responsabilidade pela qualidade da premiação. Além dessas estatísticas, sabemos que o pioneirismo do Prêmio no setor de alumínio foi fundamental para esse sucesso.
Para um Concurso ter sucesso, há alguns fatores determinantes. O que há por trás dessa premiação?
Vanilda Queiroz: há muita dedicação e empenho de toda a equipe, que conta com mais de 20 pessoas, contribuindo direta ou indiretamente para a realização dessa premiação. Logo que entregamos os prêmios aos vencedores de cada edição, começa uma nova maratona para outro Concurso. São reuniões, planejamento, pesquisa e praticamente um ano de trabalho para a realização do evento. São centenas de trabalhos avaliados pela comissão julgadora, intensa comunicação de todas as etapas do processo, organização do evento, enfim, uma logística que exige atenção e disciplina do staff do Prêmio
Quais desafios vocês terão nesta edição?
Carla Mesquita: o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio chega à sétima edição com uma série de indicadores positivos, gerando muito orgulho. Mas, para conseguir bons resultados, é preciso muita dedicação. Todos os anos temos de superar as expectativas dos participantes desta premiação – estudantes, profissionais, organizadores, parceiros, comissão julgadora - , enfim, aprimorar o nível técnico-educacional da premiação e contribuir para o desenvolvimento do mercado de alumínio.
Quais resultados esperam?
Vanilda Queiroz: estamos bastante otimistas em relação aos trabalhos. Em todas as edições, a criatividade dos participantes tem pautado os comentários dos apoiadores e comissão julgadora. Em todos os anos temos visto projetos muito interessantes e isso tem sido um aspecto
marcante!
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