Dicas/Entrevistas
07/12/2007 - Entrevista: Paulo Henrique de Faria e Márcio Hessel Verraci
07/12/2007 - Entrevista: Marcos André de Oliveira, Eduardo Miguel da Silva e Carlos Henrique Melo
05/12/2007 - Entrevista: Kauré Ferreira Martins e Eduardo de Mattos Egydio
05/12/2007 - Entrevista: Lutero Proscholdt Almeida
01/11/2007 - Entrevista: Giovanni Maria Arrigone e Cristine do Nascimento Mutti
01/11/2007 - Entrevista: Louise Brasileiro Quirino, Itamar Ferreira da Silva e Herbert Lima Santos da Rocha
01/11/2007 - Entrevista: Leonardo Molinar
01/11/2007 - Entrevista: Lutero Proscholdt Almeida
01/11/2007 - Entrevista: Marcos André de Oliveira e Eduardo Miguel da Silva
01/11/2007 - Entrevista: Nei de Souza Lima
01/11/2007 - Entrevista: Milton André Garcia Sola
01/11/2007 - Entrevista: Jussara Ribeiro
01/11/2007 - Entrevista: Alice Medeiros de Lima
01/11/2007 - Entrevista: Carlos Henrique Morellato
01/11/2007 - Entrevista: Juliana Pereira Potiens
01/11/2007 - Entrevista: Márcio Hessel Verraci e Paulo Henrique de Faria
01/11/2007 - Entrevista: Thiago Augusto Mendonça Caldeira
01/11/2007 - Entrevista: Eduardo de Mattos Egydio e Kauré Ferreira Martins
30/08/2007 - Entrevista com Anael S. Alves
23/08/2007 - Entrevista: Marcio Mazza
16/08/2007 - Entrevista: Nemércio Nogueira
09/08/2007 - Entrevista: Jorge Henrique de Oliveira Sales
02/08/2007 - Entrevista com Carla Mesquita
20/07/2007 - Entrevista com Sr Horacídio Leal Barbosa Filho
13/07/2007 - Entrevista com Márcio Hessel Verraci
05/07/2007 - Entrevista com Vânia Nassif
28/06/2007 - Entrevista com Gryciane Silva de Lima
20/06/2007 - Entrevista: Manoel Müller
08/06/2007 - Entrevista: Arnaldo Antonio Martino
01/06/2007 - Entrevista: Ayrton Filletti
24/05/2007 - Com a palavra, os jurados!
07/12/2007 –
Entrevista: Paulo Henrique de Faria e Márcio Hessel Verraci. Eles e os alunos Luciana A. Rodrigues e Luiz Fernando R. Alves, estudantes do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica do Centro Universitário de Itajubá (MG) foram vencedores na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Estudante, com o trabalho ‘SOL-ÃO – Fogão Alternativo’.
Apesar da expectativa, foi uma enorme surpresa para Paulo Henrique a conquista do Prêmio na categoria. “Tínhamos confiança na competitividade do nosso trabalho, mas sabíamos da qualidade dos projetos que são inscritos e, por isso, da grande concorrência”. Paulo Henrique aprovou o formato de entrega do prêmio realizado este ano. “É muita adrenalina, mas é ótimo vibrar com toda a equipe na hora do anúncio” .
O companheiro de projeto Márcio Hessel também considerou ideal a divulgação dos vencedores no dia da cerimônia. “É uma emoção indescritível e o clima de expectativa é muito grande. Este ano o evento foi excelente!”, completa.
Os estudantes disseram que a escolha do tema partiu da iniciativa de um dos integrantes do grupo. Depois de diversas conversas sobre o que seria apresentado, os participantes chegaram ao consenso de projetar um fogão alternativo, de fácil construção e baixo custo, com amplas possibilidades de aplicação. “A idéia do fogão é garantir a sustentabilidade ambiental por meio do conceito de reaproveitamento, no caso o alumínio. “Este projeto teve como objetivo apresentar o Sol-ão, cuja fonte de energia é a solar e a transmissão de calor dada pela circulação do fluído por termo-sifão”, explicam.
A conquista do primeiro lugar na categoria Planejamento de Gestão do 5° Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio trouxe a enorme vontade de participar novamente em 2007. Ao se inscreverem para a sexta edição do concurso, os alunos de Itajubá sabiam que contariam com o reconhecimento profissional e da Universidade. “Promovido por uma Empresa tão reconhecida, o Prêmio da Alcoa é muito valorizado no mercado de trabalho e os resultados refletem não só para a Companhia, como também para os alunos e sociedade, devido à aplicabilidade dos produtos desenvolvidos. Por isso, a idéia é continuar motivando todos do nosso meio, mostrando que somos capazes de conquistas”, afirmam os estudantes.
O grupo considera o Prêmio Alcoa uma grande iniciativa e acredita que mais empresas deveriam seguir o exemplo. “A sugestão é que a Alcoa continue incentivando a sociedade acadêmica com esse Prêmio para que os projetos vencedores se tornem uma realidade”, concluem.
07/12/2007 –
Entrevista: Marcos André de Oliveira, Eduardo Miguel da Silva e Carlos Henrique Melo, vencedores na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Profissional. Os acadêmicos da Universidade Federal de Itajubá-MG (Unifei) criaram ‘O Selo – Aluminiar e a inovação do ciclo da reciclagem do alumínio em busca da
sustentabilidade’.
Marcos André de Oliveira e Eduardo Miguel da Silva, pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá-MG (Unifei), estavam extremamente felizes pelo anúncio vitorioso do projeto. “Foi bastante gratificante esse trabalho. As iniciativas dos catadores também nos ajudaram nesse resultado”, contam. Os pesquisadores revelaram que pretendem implementar a idéia em Itajubá e vão além, “quem sabe não conseguimos expandir nossa idéia para todo o Estado?”, revelam.
“O conceito do projeto ‘O Selo Aluminiar’ e toda sua dinâmica estão de acordo e próximos das metas e aspirações de todas as empresas do setor do alumínio. Isso no que diz respeito aos investimentos relacionados à responsabilidade social e desenvolvimento do ciclo da reciclagem. Por isso, só a possibilidade de aplicarmos o projeto no mercado brasileiro já é uma conquista”.
Os acadêmicos disseram que a idéia do trabalho surgiu a partir da análise da situação atual dos catadores de sucata e suas famílias dentro do ciclo de reciclagem do alumínio, bem como a necessidade de profissionalização do setor. “A partir dessa avaliação é que veio a escolha do tema, como oportunidade de criarmos uma solução multidisciplinar e ao mesmo tempo gerarmos um valor social. É uma forma de incentivar a reciclagem do alumínio, ampliar esse mercado e, paralelamente, ajudar na conscientização ambiental”, afirmam.
Na visão dos profissionais, a iniciativa do Prêmio deve estar sempre em evidência no cenário nacional, já que é um grande exemplo para outras instituições brasileiras ao fortalecer o desenvolvimento do setor do alumínio e contribuir para a sustentabilidade. A dedicação dos pesquisadores à criação de soluções inovadoras para desenvolvimento sustentável da sociedade é totalmente reconhecida e vista como o primeiro passo para viabilizar e aplicar as idéias em questão.
05/12/2007 –
Entrevista: Kauré Ferreira Martins e Eduardo de Mattos Egydio, estudantes de Desenho Industrial da Universidade Estadual Paulista (UNESP/Bauru-SP), vencedores do 6º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Projeto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Design e Inclusão: projeto de andador dobrável’.
Orientados pelo professor Luis Carlos Paschoarelli, os estudantes Kauré Ferreira e Eduardo de Mattos conquistaram o primeiro lugar na categoria Projeto, modalidade Estudante. “Foi uma enorme surpresa vencermos a sexta edição do Prêmio. Ficamos felizes porque competimos com trabalhos altamente qualificados”, contam. Os vencedores, juntamente com seu coordenador, estiveram presentes à cerimônia de premiação, ocorrida em 28 de Novembro. “Divulgar os vitoriosos na cerimônia cria expectativa em todos os finalistas. Quando seu nome é anunciado como vencedor, a emoção fica mais evidente”, relatou a equipe.
Os universitários disseram que o desenvolvimento de todo o trabalho foi árduo, pois se preocuparam em respeitar as normas técnicas disponíveis para o projeto do equipamento, seguida da geração de novas soluções para o uso do produto. Assim, procuraram gerar soluções que atendessem tanto às necessidades, especificamente, do público idoso quanto às dos demais usuários de andador, devido ao elevado número de acidentes relacionados a sua mobilidade. Todas as dificuldades foram resolvidas com trabalho em equipe e integração com outras áreas do conhecimento, tais como a engenharia e saúde, bem como com todo o acompanhamento do orientador. “Não podemos deixar de agradecer à Fapesp/ Finep, pelo financiamento disponibilizado ao nosso trabalho”, recordam.
Para os estudantes de Desenho Industrial da UNESP-Bauru/SP, participar do Prêmio Alcoa é uma oportunidade de divulgarmos nossa produção e o nome de nossa universidade. O mais importante é a iniciativa da Alcoa, que visa a incentivar o desenvolvimento de novas soluções para os problemas do dia-a-dia, gerando produtos inovadores. Eles acreditam que todo prêmio simboliza um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e é um diferencial na formação acadêmica e na vida profissional.
05/12/2007 –
Entrevista: Lutero Proscholdt Almeida, vencedor na categoria Projeto, modalidade Profissional, com o trabalho ‘Tatu –
Hausmachine’.
Esta foi a primeira vez que Lutero foi vencedor em um prêmio desta categoria. Vibrante, fez questão de dizer que compartilha a sua alegria e conquista com pais, amigos, e a organização do Prêmio. “Elogio a qualidade do evento de premiação e a Alcoa, pela iniciativa e principalmente o seu formato, que permite uma diversidade de idéias”.
Para ele, a proposta do seu projeto foi criar uma unidade habitacional móvel compacta, na qual o alumínio contribuísse desde sua concepção estrutural até a auto-suficiência energética. Ou seja, um equipamento que ofereça perfeitas condições habitacionais e cause o mínimo impacto ao meio ambiente. “Sempre questionei o motivo de vivermos enraizados em cidades estáticas. Acredito que o ser contemporâneo não precisa mais se fixar no território, pois hoje o espaço se tornou híbrido. Ele se funde aos meios de comunicação criando um neonomadismo e se manifesta por meio da telepresença”, afirma.
“Na minha visão, o Prêmio trabalha um tema amplo, que nos faz refletir sobre as coisas mais simples. A iniciativa da Alcoa é uma excelente maneira de se criar e divulgar novos projetos. Mais do que reconhecimento profissional e a conquista de um prêmio, chegar até aqui é ganhar experiência, um grande exercício”, afirma Almeida. Ele trabalhou durante dois meses na elaboração do projeto.
01/11/2007 –
Entrevista: Giovanni Maria Arrigone e Cristine do Nascimento Mutti, profissionais de Florianópolis, são finalistas na categoria Planejamento de Gestão, com o trabalho ‘Tubo de luz para iluminação de ambiente usando latas de bebidas de alumínio’.
"Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio alia conhecimentos técnicos à reutilização de materiais"
Para os acadêmicos Giovanni e Cristine, o Prêmio Alcoa respondia à necessidade de unir uma pesquisa técnica a um tema totalmente atual de reutilização de material. Segundo eles, observando o cotidiano se deram conta de que havia a necessidade de iluminação eficiente e de baixo custo em ambientes fechados e escuros. Refletiram e perceberam que o tema iluminação se encaixava totalmente com os propósitos do Prêmio Alcoa e que o alumínio e sua utilização se adaptam perfeitamente aos requisitos técnicos do tubo de luz. Por isso, o tema foi escolhido por meio da análise de várias possibilidades de reutilização do alumínio para a produção de estruturas úteis, aliando ótica e construção.
Os professores trabalharam cerca de dois meses, buscando informações atualizadas sobre o uso deste tipo de tecnologia no Brasil e a elaboração do projeto. Para eles, a maior dificuldade foi encontrar um laboratório para testar o protótipo. Agora como finalistas, reconhecem que todo o esforço e dedicação foram válidos. “Chegar até aqui é muito gratificante. Além de ser muito importante para nossa carreira, certamente representa um reconhecimento profissional”, comentam. Giovanni e Cristine acreditam ainda que a partir da iniciativa da Alcoa, o maior retorno que poderiam ter seria a possibilidade de desenvolver seu próprio protótipo.
01/11/2007 –
Entrevista: Louise Brasileiro Quirino, Itamar Ferreira da Silva e Herbert Lima Santos da Rocha, formados em Design e finalistas na categoria Projeto, modalidade Profissional, com o trabalho ‘Mesa portátil para notebook’.
“A possibilidade de fabricação de nosso projeto é um grande sonho”
Depois de participar do 5° Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, os profissionais Louise, Itamar e Hebert se inscreveram para a edição de 2007 por acreditar que o concurso possibilita aos vencedores um reconhecimento amplo do trabalho desenvolvido. “Além disso, existe a possibilidade de que os produtos premiados sejam fabricados e comercializados. Para um designer, isso seria a realização de um grande sonho”, afirmam. No ano passado, o estojo para itens de primeiros socorros utilizado na prática de esportes de aventura, de autoria da estudante Louise, com a orientação do professor Itamar, conquistou o terceiro lugar na categoria Projeto.
Nesta edição, os finalistas consideram o Prêmio, mais uma vez, um grande diferencial no currículo, em decorrência da quantidade de trabalhos inscritos e do nível dos demais participantes. Com isso, esperam que surjam novos contatos e projetos a serem desenvolvidos pela equipe como reconhecimento do potencial existente no grupo.
O ponto de partida adotado para a escolha do tema foi a consideração da inovação tecnológica e a necessidade de uso. Entre as idéias apresentadas, chegaram a um consenso e partiram para o desenvolvimento do projeto – uma mesa para notebook. Dois integrantes do grupo usam notebook constantemente, sendo obrigados a ficar em posições desconfortáveis de diversas situações. Assim, verificaram que o produto deveria ter algum tipo de regulagem de altura de acordo com os biótipos dos usuários, não esquecendo, é claro, do uso do alumínio como material principal. Para os finalistas, a maior dificuldade foi encontrar horários pertinentes a todos para se dedicarem ao trabalho, já que todos têm diversas atividades diferentes. Com isso, resolveram trabalhar à noite por cerca de dois meses.
Os participantes consideram a iniciativa da Alcoa importante para o desenvolvimento do design nacional, pois estimula a criatividade dos profissionais das diversas regiões do País por meio do desenvolvimento de novas aplicações para o alumínio. “Essa atitude deveria ser exemplo para outras empresas”, ressaltam
orgulhosos.
01/11/2007 –
Entrevista: Leonardo Molinar, professor universitário nas áreas de Propaganda e Marketing, finalista na categoria Projeto, modalidade Profissional, com o trabalho ‘Pedestal torácico-lombar’.
O Prêmio Alcoa é uma ótima oportunidade para boas idéias
O interesse pelo Prêmio Alcoa surgiu por meio de uma palavra: inovação. Acaso do destino ou não, a descoberta aconteceu da melhor maneira possível, quando o professor já possuía uma idéia trabalhada de projeto para um pedestal torácico-lombar e estava apenas fazendo uma pesquisa no site da Alcoa para suas atividades acadêmicas. O trabalho que estava desenvolvendo seria feito em alumínio por oferecer as características perfeitas para o que precisava em relação à ergonomia, ajustamento e estabilidade. Ao localizar informações na página do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, Molinar encontrou a oportunidade que precisava para materializar seu projeto e, de fato, desenvolver o produto.
O finalista acredita que por ser iniciativa de uma grande e respeitada empresa multinacional, é uma excelente oportunidade para uma boa idéia “repercutir” entre profissionais, empresários e formadores de opinião ligados à indústria de transformação do alumínio, principalmente na imprensa especializada.
A idéia de fazer um projeto que beneficiasse as pessoas com uma ação de responsabilidade social nasceu de forma curiosa, segundo o autor. “Surgiu de um processo de observação dentro da própria família: sou neto de marceneiros e filho de médico-cirurgião. Passei toda a minha infância e juventude vendo ambos reclamarem de dores nas costas por trabalharem na posição ereta e inclinada. Acompanhei-os a se submeterem aos mais diversos tipos de terapias, das mais ortodoxas às mais místicas, sendo que nenhuma deu resultado concreto. Daí surgiu a idéia de criar um “apoio” para quem trabalha nessa posição”, conta Molinar.
O objeto alivia a musculatura das costas para quem trabalha inclinado para frente e deve ficar situado na região do tórax, permitindo mobilidade e facilidade para alternar com rapidez e freqüência a posição em pé e sentado. O projeto do pedestal torácico-lombar é um equipamento de proteção individual para profissionais que trabalham na posição ereta por longos períodos de tempo, eliminando o risco de distúrbios ou lesões por esforços repetitivos.
Segundo Molinar, as principais dificuldades estão relacionadas à falta de empresas de design de produto e de mão-de-obra especializada em prototipagem, além da escassez de metalúrgicas especializadas em fundição de alumínio, que possam se interessar pela idéia de arcar com os projetos iniciais. Outra dificuldade está na falta de cursos superiores de design de produtos em Goiânia. “E, por último, não temos laboratórios para certificação do equipamento (resistência, torque, estabilidade, soldagem etc.) de acordo com as normas do INMETRO e da ABNT.
“Foram dez meses de dedicação ao projeto. Pude contar com o auxílio de dois amigos profissionais designers, além de colegas professores da universidade – nas áreas de fisioterapia, economia e engenharia mecânica. Eles me auxiliaram nos estudos para a especificação e detalhamento do produto”,
finaliza..
01/11/2007 –
Entrevista: Lutero Proscholdt Almeida, finalista na categoria Projeto, modalidade Profissional, com o trabalho ‘Tatu – Hausmachine’.
“O Prêmio nos faz refletir sobre as coisas mais simples”
Para participar do Prêmio Alcoa, Lutero Proscholdt Almeida trabalho o alumínio na arquitetura. A idéia do trabalho surgiu da intenção de usar o material como aliado na criação de projetos para adequações ou alternativas dentro de uma vida urbana, devido à constante mutação dos hábitos cotidianos. “Sempre questionei o motivo de vivermos enraizados em cidades estáticas. Acredito que o ser contemporâneo não precisa mais se fixar no território, pois hoje o espaço se tornou híbrido. Ele se funde aos meios de comunicação criando um neonomadismo e se manifesta por meio da telepresença”, afirma.
Por isso, a proposta do seu projeto foi criar uma unidade habitacional móvel compacta, na qual o alumínio contribuísse desde sua concepção estrutural até a auto-suficiência energética. Ou seja, um equipamento que ofereça perfeitas condições habitacionais e cause o mínimo impacto ao meio ambiente.
“Na minha visão, o Prêmio trabalha um tema amplo, que nos faz refletir sobre as coisas mais simples. A iniciativa da Alcoa é uma excelente maneira de se criar e divulgar novos projetos. Mais do que reconhecimento profissional e conquistar um prêmio, chegar até aqui é ganhar experiência, um grande exercício”, afirma Almeida. Ele trabalhou dois meses na elaboração do projeto.
01/11/2007 –
Entrevista: Marcos André de Oliveira e Eduardo Miguel da Silva, pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá-MG (Unifei), finalistas na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Profissional. Os acadêmicos criaram ‘O Selo – Aluminiar e a inovação do ciclo da reciclagem do alumínio em busca da sustentabilidade’.
“Possibilidade de aplicação do projeto já é uma conquista”
Marcos André de Oliveira e Eduardo Miguel da Silva, pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá-MG (Unifei), contam que a idéia do trabalho surgiu a partir da análise da situação atual dos catadores de sucata e suas famílias dentro do ciclo da reciclagem do alumínio, bem como a necessidade de profissionalização do setor. “A partir dessa avaliação é que veio a escolha do tema, como oportunidade de criarmos uma solução multidisciplinar e ao mesmo tempo gerarmos um valor social. É uma forma de incentivar a reciclagem do alumínio, ampliar esse mercado e, paralelamente, ajudar na conscientização
ambiental”, afirmam.
Na visão dos profissionais, a iniciativa do Prêmio deve estar sempre em evidência no cenário nacional, já que é um grande exemplo para outras instituições brasileiras ao fortalecer o desenvolvimento do setor do alumínio e contribuir para a sustentabilidade. A dedicação dos pesquisadores à criação de soluções inovadoras para desenvolvimento sustentável da sociedade é totalmente reconhecida e vista como o primeiro passo para viabilização e aplicação das idéias em questão.
“O conceito do projeto ‘O Selo Aluminiar’ e toda sua dinâmica estão de acordo e próximos das metas e aspirações de todas as empresas do setor do alumínio. Isso no que diz respeito aos investimentos relacionados à responsabilidade social e desenvolvimento do ciclo da reciclagem. Por isso, só a possibilidade de aplicarmos o projeto no mercado brasileiro já é uma
conquista”.
01/11/2007 –
Entrevista: Nei de Souza Lima, estudante de Tecnologia em Meio Ambiente da Universidade Estadual de Maringá-PR. Sua obra, “O Menino de Alumínio”, foi escolhida para receber Menção Honrosa na categoria Projeto.
O reconhecimento dos jurados pela obra “O Menino de Alumínio” deixou Nei de Souza Lima satisfeito. Para ele, o simples fato de seu trabalho ser compreendido mostra que ele está no caminho certo. Relembra que dias antes de ser notificado, saiu pelas ruas de Maringá vendendo livro de poesias de sua autoria, na tentativa de divulgar a reciclagem do alumínio. Estava vestido com uma fantasia à base do metal e foi chamado de louco. Apresentou o projeto na Universidade e alguns colegas de curso lançaram um olhar de menosprezo. Com o reconhecimento, espera que valorizem seu projeto e consiga apoio e parceiros para desenvolvê-lo.
Ele conta que a idéia do projeto surgiu da vontade de juntar arte, poesia, educação e tecnologia. Foi uma maneira de buscar uma forma de tornar a arte útil no cotidiano da sociedade e, ao mesmo tempo, tornar a educação e conscientização sobre os problemas ambientais algo artístico. Afirma, ainda, que “ter a idéia foi fácil, o difícil foi colocar no papel, numa linguagem clara, que permitisse compreensão dos meus objetivos e intenção. Gastamos muito tempo na busca do texto mais claro e conciso possível”.
Lima acredita que um Prêmio oferecido por uma empresa tão conceituada como a Alcoa abre muitas portas. Para ele, as companhias sempre valorizam as pessoas que têm entusiasmo e otimismo, mas um reconhecimento como este ajuda muito. O estudante crê que, por meio do Prêmio Alcoa, a Empresa está valorizando a criatividade, o sonho, a ciência, a tecnologia, o meio ambiente, além de contribuir com o aprendizado.
01/11/2007 –
Entrevista: Milton André Garcia Sola, designer de São Carlos-SP. Ele foi selecionado com Menção Honrosa pela obra “alumínio, sustentabilidade e inovação no desenvolvimento de embalagens”, categoria Projeto.
O designer paulista Milton André Garcia Sola conhece o Prêmio Alcoa de longa data. Conta que acompanha a premiação desde que se formou em Desenho Industrial, por meio de matérias publicadas em revistas e sites.
O profissional revela que demonstrou interesse em participar do Prêmio porque montou uma empresa especializada no desenvolvimento de embalagens, desde o design de produto (que engloba pesquisa de materiais, processos de produção, prototipagem rápida de modelos) até o próprio design gráfico dos produtos. “Como já havía feito alguns estudos com embalagens metálicas em alumínio , resolvi desenvolver melhor o projeto para competir”.
Para Milton, a iniciativa da Alcoa em criar um Prêmio como esse é uma ação positiva para todos. Ele acha importante que se evidencie, cada vez mais, a relevância de se criarem projetos que estejam em sinergia com conceitos de sustentabilidade, montagem, desmontagem e demais tendências relacionadas ao desenvolvimento de produtos adequados às necessidades do século XXI.
01/11/2007 –
Entrevista: Jussara Ribeiro, aluna de Engenharia Elétrica na Escola de Engenharia de São Carlos-SP. Ela e os colegas Luiz Fernando Vales, Tiago Ribeiro Neves e Vinícius Girardi Silva foram escolhidos para Menção Honrosa pela obra “Sistema de Freios”, na categoria Projeto.
Jussara Ribeiro conta que sua equipe desenvolveu um protótipo do tipo “Fórmula” para participar da competição estudantil Fórmula SAE, já que vários sistemas projetados neste torneio utilizam, na confecção de suas peças, o alumínio. Eles escolheram o sistema de freio porque “é o que apresenta as maiores inovações quando comparado aos sistemas desenvolvidos em competições anteriores”.
Ela lembra que a idéia surgiu da necessidade de elaborar um sistema de freios que se adaptasse às características do protótipo, sendo ao mesmo tempo leve, resistente, seguro, de fácil manutenção e que apresentasse uma elevada eficiência de frenagem, já que atua sob condições extremas.
A maior dificuldade encontrada, segundo a estudante, foi “criar um sistema compacto e de fácil manutenção”. Para obter resultados satisfatórios, ela e a equipe realizaram pesquisas, testes e projetos anteriores que serviram como base para aperfeiçoamento. Com a menção, o grupo espera ter mais reconhecimento e estar sempre disposto a aprimorar futuros
projetos.
01/11/2007 –
Entrevista: Alice Medeiros de Lima, estudante de Engenharia Química da Universidade Federal de Uberlândia-MG. Ela e os alunos Thalyta Fraga Pacheco e Wilson Galvão Morais Júnior são finalistas na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Projeto Grua – Gestão dos Resíduos Urbanos de Alumínio’.
“Oportunidade de trabalhar temas motivantes e atuais ao propor soluções eficazes para melhorias urbanas e ambientais”
Alice Medeiros de Lima, estudante de Engenharia Química, conta que a idéia do projeto surgiu da constatação de que a maioria das cidades brasileiras, como Uberlândia-MG, não tem conhecimento da produção de seus resíduos e muito menos um planejamento para destiná-los adequadamente. Isso inclui coleta, separação e reciclagem. Por isso, o grupo viu a necessidade de conciliar preservação do meio ambiente com atividade econômica. A partir dessa análise, vislumbraram no Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio oportunidade de propor soluções, ainda que localizadas para esses problemas, aliadas à economia no processo metalúrgico e melhoria das condições urbanas e ambientais. “Esse é um desafio ligado à nossa área de graduação com um tema motivante e atual, além da preocupação com as questões socioambientais”, afirma Alice.
A finalista afirma que inicialmente fizeram um brainstorming para gerar idéias e, posteriormente, avaliar e selecionar as melhores. A equipe elaborou um plano para o projeto, que se dividiu em diversas etapas, e seguiu rigorosamente um cronograma que contava com reuniões semanais para discussão, com a orientadora sobre o trabalho executado ao longo da semana. A pesquisa foi realizada não só em livros e Internet, mas também em órgãos públicos, como prefeitura de Uberlândia, Secretarias de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Federação das Indústrias e na própria Universidade Federal de Uberlândia. “O Projeto GRUA visa a sensibilizar toda sociedade - setor público, de consumo, de produção e do conhecimento (universidades) – na combinação necessária dos padrões de consumo com os padrões de produção”, afirma a estudante.
Segundo Alice, as principais dificuldades foram com relação ao acesso às informações junto aos órgãos públicos, pois na maioria das vezes eram desencontradas ou não podiam ser fornecidas. O grupo superou com persistência e conquista da confiança dos responsáveis pelas informações, ao constatarem que se tratava de um projeto sério e idôneo. Para ela, o trabalho permitiu aplicar conhecimentos adquiridos durante a graduação e contribuir para um futuro melhor. “Na reta final de conclusão de curso e futura inserção no mercado de trabalho, ser um dos finalistas é um diferencial, já que o Prêmio é de caráter nacional”, finaliza Alice.
01/11/2007 –
Entrevista: Carlos Henrique Morellato, estudante de Tecnologia em Design do Centro Universitário Vila Velha-ES, finalista na categoria Projeto, com o trabalho ‘IVOLEG: prótese em alumínio para amputados transfemurais’.
Prêmio Alcoa gera reconhecimento na profissão e credibilidade no mercado
Carlos Henrique Morellato é apaixonado por design. Por isso, na sua avaliação, a iniciativa da Alcoa é importante para promover o design em nosso País e, principalmente, dar espaço para as grandes idéias. Além disso, é um incentivo submeter seus projetos à análise de um concurso tão renomado no cenário nacional como é o Prêmio Alcoa.
“Ser um dos finalistas do Prêmio já é um destaque para o meu currículo. Sem dúvida, gera reconhecimento na profissão e credibilidade no mercado, que está cada vez mais exigente. Além da possibilidade de tornar o projeto acessível às pessoas que dele necessitem e também levantar a bandeira do design capixaba, que tem grandes talentos”, afirma Morelatto.
O estudante de Tecnologia em Design do Centro Universitário Vila Velha-ES acredita que a elaboração do projeto foi muito gratificante no sentido de contribuir com melhor qualidade de vida às pessoas, já que vê as dificuldades de um deficiente físico dentro de sua própria casa. Ele conta que fez alguns estudos sobre alavancas, mecanismos, sistemas hidráulicos e pneumáticos para adequar a sustentação, esforço e segurança da nova prótese, fazendo constantes análises do sistema homem-máquina. “O alumínio foi o material mais adequado para compor o IVOLEG por ser leve, resistente, além de ser ótimo em conformação, custo, ciclo de vida e beleza”, completa Morellato.
Para Morellato, as orientações do professor Sérgio Ronaldo Skrypnik Michalovzkey foram importantes para o direcionamento e evolução do projeto, que durou 11 meses, pois ele acreditou no seu potencial e no trabalho.
01/11/2007 –
Entrevista: Juliana Pereira Potiens, do 3º ano de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina-PR. Ela e os alunos Flávia C. Cravo, Murilo Henrique C. Gomes, Natália P. Dariva e Nathalia T. Romero são finalistas na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Estudante, com o trabalho ‘A sustentabilidade ambiental a partir da integração empresa-consumidor’.
Estimulo à criatividade e inovação
Os estudantes de Comunicação Social não têm uma disciplina diretamente inserida no mercado de atuação da Alcoa. Mas Juliana Pereira Potiens, estudante do 3º ano de Relações Públicas da Universidade Estadual de Londrina-PR, conta que o grupo buscava um tema relacionado à responsabilidade socioambiental na matéria chamada Pesquisa de Opinião Pública. “Foi a partir desse interesse que a professora nos introduziu ao Prêmio Alcoa, por ter uma proposta similar ao que procurávamos, permitir projeção nacional e ser uma iniciativa de uma Empresa mundialmente conceituada”, disse Juliana.
O projeto ‘A sustentabilidade ambiental a partir da integração empresa-consumidor’ é um dos finalistas da 6ª edição do Prêmio. Segundo Juliana, o interesse do grupo vai muito além da premiação oferecida. “Temos consciência de que estar entre os finalistas já é um diferencial importantíssimo em nossos currículos e um excelente primeiro passo para começarmos nossas carreiras profissionais”. A expectativa dos alunos é que o resultado do Prêmio tenha uma repercussão positiva tanto na Universidade quanto nacionalmente.
Juliana lembra que para trabalhar o tema dentro de Comunicação Social, o grupo primeiro considerou as mega-tendências para os próximos anos. Citaram como exemplo a Internet, que já se encontra fortemente consolidada, mas seu potencial ainda pode ser explorado em diversas áreas. Outro exemplo foi a integração entre consumidores e empresas, o grau de exigência para com políticas e práticas empresariais e o grau de comprometimento com fatores socioambientais, que são aspectos que tornarão obrigatórias ações gerenciais para a aproximação com este público.
No projeto, tiveram como principal vertente as embalagens de alimentos, porque acreditam que a sociedade em geral associa a reciclagem do alumínio somente às latas de bebidas. “A partir de vários brainstormings chegamos à base do nosso planejamento: a devolução de embalagens em troca de descontos e a reciclagem pela Internet dos resíduos de alumínio gerados em processos produtivos”, conta Juliana.
Como estudantes de um curso da área de Humanas, Juliana afirma que a maior limitação foi na tentativa de desenvolver um orçamento coerente para as ações muito técnicas, que diziam respeito à reciclagem de resíduos (um processo 100% interno à organização) e para o desenvolvimento do website para a reciclagem. A saída foi justificar a ausência destes itens, por isso deram todo embasamento teórico possível ao planejamento, por meio de diversas bibliografias e pesquisa de conteúdo na Internet.
01/11/2007 –
Entrevista: Márcio Hessel Verraci e Paulo Henrique de Faria, estudantes do curso de Tecnologia em Fabricação Mecânica do Centro Universitário de Itajubá (MG). Eles e os alunos Luciana A. Rodrigues e Luiz Fernando R. Alves são finalistas do 6º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Planejamento de Gestão, modalidade Estudante, com o trabalho ‘SOL-ÃO – Fogão Alternativo’.
A maior satisfação é a possibilidade de ajudar outras pessoas
“A conquista do primeiro lugar na categoria Planejamento de Gestão do 5° Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio trouxe a enorme vontade de participar novamente em 2007”. Ao se inscrever para a sexta edição do concurso, os alunos de Itajubá sabem que contarão com o reconhecimento profissional e da Universidade. “Promovido por uma Empresa tão reconhecida, o Prêmio da Alcoa é muito valorizado no mercado de trabalho e os resultados refletem não só para a Companhia, como também para os alunos e sociedade, devido à aplicabilidade dos produtos desenvolvidos. Por isso, a idéia é continuar motivando todos do nosso meio, mostrando que somos capazes de conquistas”, afirmam os estudantes.
A escolha do tema partiu da iniciativa de um dos integrantes do grupo. Depois de diversas conversas sobre o que seria apresentado, os participantes chegaram ao consenso de projetar um fogão alternativo, de fácil construção e baixo custo, com amplas possibilidades de aplicação. A idéia do fogão é garantir a sustentabilidade ambiental por meio do conceito de reaproveitamento, no caso o alumínio. Os estudantes optaram por realizar mais um trabalho voltado para a área de responsabilidade social, pois consideram muito gratificante ajudar a comunidade carente.
A equipe foi muito exigente em relação à pesquisa, pois não queria correr o risco de cair em projetos já existentes ou semelhantes. Depois, já no desenvolvimento, a orientadora Ana Paula Silva Figueiredo possibilitou reuniões proveitosas em que os alunos aprenderam muito para a execução do projeto. Entre as diversas dificuldades, a que mais se destacou foi o tempo para a elaboração do trabalho – o que exigiu dedicação todos os fins de semana.
O grupo considera o Prêmio Alcoa uma grande iniciativa e acredita que mais empresas deveriam seguir o exemplo. “A sugestão é que a Alcoa continue incentivando a sociedade acadêmica com esse Prêmio para que os projetos vencedores se tornem uma
realidade”, concluem.
01/11/2007 –
Entrevista: Thiago Augusto Mendonça Caldeira, estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais-MG, finalista na categoria Projeto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Veículo de transporte urbano não motorizado’.
O concurso mostra o incentivo ao uso sustentável do alumínio
Thiago Augusto Mendonça Caldeira recebeu Menção Honrosa no 3º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. É a primeira vez, nesta sexta edição, que concorre ao Prêmio sozinho e nem por isso deixou de ser um dos finalistas. “Por estar sozinho, me empenhei no projeto desde o meio do ano. Isso fez com que eu fosse mais rigoroso comigo mesmo. Mas não posso deixar de falar do meu orientador, Rogério Braga de Assunção, que foi essencial e me atendia sempre que precisava, mesmo sem hora marcada”, comenta Caldeira.
O estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário do Leste de Minas Gerais-MG pratica esportes e tem uma bicicleta feita de alumínio, que, na visão do estudante, foi o material que apresentou maior resistência e durabilidade até hoje. Por isso adora criar e projetar usando o alumínio, por sua leveza, qualidade e até mesmo sua beleza.
A idéia para o desenvolvimento do projeto surgiu de sua observação do aumento do tráfego nas vias urbanas. “Era preciso pensar em como deslocar as pessoas e não os veículos. Uma alternativa são os transportes coletivos casados com os não motorizados, também devido à urgência de veículos ecologicamente corretos, preservando o meio ambiente e proporcionado qualidade de vida aos usuários, já que um veículo urbano não motorizado proporciona a prática de exercícios físicos”, conta Caldeira ao comentar que essa foi a idéia mais convincente na época para dar início ao
projeto.
01/11/2007 –
Entrevista: Eduardo de Mattos Egydio e Kauré Ferreira Martins, estudantes de Desenho Industrial da Universidade Estadual Paulista (UNESP/Bauru-SP), finalistas do 6º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Projeto, modalidade Estudante, com o trabalho ‘Design e Inclusão: projeto de andador dobrável’.
Prêmio Alcoa é sinônimo de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido
“Participar do Prêmio Alcoa é uma oportunidade de divulgarmos nossa produção e o nome de nossa universidade”, afirmaram Eduardo de Mattos Egydio e Kauré Ferreira Martins, finalistas da 6ª edição do Prêmio. Para os estudantes de Desenho Industrial da UNESP-Bauru/SP, o mais importante é a iniciativa da Alcoa, que visa incentivar o desenvolvimento de novas soluções para os problemas do dia-a-dia, gerando produtos inovadores. Eles acreditam que todo prêmio simboliza um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e é um diferencial na formação acadêmica e na vida profissional.
Eduardo e Kauré disseram que a idéia para trabalhar um tema de inclusão social era fundamentar o projeto na garantia de segurança, conforto e eficiência para a mobilidade das pessoas, principalmente as que utilizam andadores para locomoção. Para isso, passaram por um longo período de pesquisa na área de design, ergonomia e reabilitação para desenvolver o ‘andador dobrável’, projeto que levou cerca de seis meses.
Os estudantes contaram que o maior desafio foi no início do desenvolvimento do trabalho, pois se preocuparam em respeitar as normas técnicas disponíveis para o projeto do equipamento, seguida da geração de novas soluções para o uso do produto. Assim, procuraram gerar soluções que atendessem tanto às necessidades, especificamente, do público idoso quanto às dos demais usuários de andador, devido ao elevado número de acidentes relacionados à sua mobilidade. Todas as dificuldades foram resolvidas com trabalho em equipe e integração com outras áreas do conhecimento, tais como a engenharia e saúde, bem como com todo o acompanhamento do
orientador.
30/08/2007 –
Entrevista com Anael S. Alves, vencedor na categoria Projeto do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio em 2003. Quatro anos depois da conquista, Anael volta à competição: desta vez, na modalidade Profissional.
Você está participando pela segunda vez do concurso, agora como profissional. Além da busca pela vitória, o que mais o motivou a participar novamente?
Acho o alumínio um material fascinante por sua versatilidade e sua reciclagem infinita, o que o torna altamente atrativo para um trabalho de design que visa a
sustentabilidade.
Como você vê as mudanças e evoluções que ocorreram no Prêmio desde a sua vitória?
São mudanças muito positivas. A criação da modalidade profissional vai dar mais visibilidade e notoriedade ao Prêmio junto aos profissionais da área. Também gerará um movimento de criação em torno deste material, que é tão interessante. Já o tema reciclagem de alumínio para a categoria de Planejamento e Gestão é um ótimo incentivo à geração de soluções.
O que considera fundamental no processo de criação, orientação e execução do
trabalho?
Para a criação, acredito que o melhor caminho seja pesquisar as necessidades do mercado consumidor e os produtos existentes no setor que exerçam funções similares ou análogas. A busca de material visual e físico é tão importante quanto de literaturas técnicas. Na execução, recomendo que tenham os pés no chão (quanto aos custos e processos do projeto) e também em relação à escolha da matéria-prima mais adequada.
Permeando o projeto, é preciso imaginar todo o ciclo de vida do produto. Deve-se pensar na origem do material, garantindo assim um processo limpo e econômico. Não se pode esquecer o momento de descarte, levando em conta as características como desmonte, reciclagem ou reutilização das partes. Também é imprescindível que características como estas e outras sejam incorporadas ao projeto de modo a diminuir qualquer impacto negativo sobre o planeta.
Cabe aos orientadores dos projetos acadêmicos lembrarem aos seus alunos a importância da sustentabilidade em todas as fases de qualquer trabalho, assim como incentivar essas práticas.
Como avalia sua vitória na edição de 2003? Contribuiu para a carreira
profissional?
O fato de ter um trabalho vencedor no portfólio certamente dá ao portador um destaque maior em uma seleção profissional, assim como confere mais credibilidade à sua formação. No meu caso, na época em que concorri como estudante, já era estagiário na empresa onde trabalho atualmente. Percebi o aumento do reconhecimento e respeito de meus colegas com relação à minha profissão, já que era o único desenhista industrial em uma empresa onde todos os meus colegas eram engenheiros ou técnicos em mecânica.
O que espera como retorno em sua participação neste ano?
Entregar o meu projeto já será um desafio. Se tudo der certo, espero ter boa participação, com meu trabalho reconhecido ao lado de outros de grande qualidade, de profissionais que estão participando do concurso. Isso já seria um bom retorno, mas se ficar entre os primeiros colocados, me destacando com outro prêmio, não seria nada mal para meu currículo!
23/08/2007 –
Entrevista: Marcio Mazza, arquiteto vencedor do IV Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa com o projeto “Alcoa em Juruti por uma Arquitetura Sustentável”
O arquiteto Marcio Mazza fez parte do júri do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. O profissional foi reconhecido recentemente com o IV Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, promovido pela Flex Eventos, em São Paulo. O projeto vencedor “Alcoa em Juruti por uma Arquitetura Sustentável”, está sendo realizado em Juruti, no Oeste do Pará, onde a Alcoa possui um empreendimento de mineração de bauxita.
Segundo Mazza, os participantes do Prêmio devem tirar o máximo proveito da versatilidade do alumínio. Por ser um metal nobre e totalmente reciclável, oferece a oportunidade de explorar suas características técnicas e ambientais. Além disso, o arquiteto lembra que a Alcoa possui um serviço
(premioalcoa@alcoa.com.br) para tirar todas as dúvidas que possam surgir ao longo do desenvolvimento do trabalho.
Para o arquiteto, duas grandes vertentes ganham importância nos projetos: a economia de tempo e energia. “Qualquer produto deve proporcionar conforto, utilidade e segurança, mas também é indispensável que se pense na energia e no tempo gastos no processo de produção”, diz. Para ele, esses fatores estão diretamente ligados ao desenvolvimento sustentável, ponto que deve ser altamente considerado pelos inscritos.
Mazza acredita que a participação de profissionais e estudantes no Prêmio Alcoa contribui diretamente com a carreira. O relacionamento com o orientador, a busca de informações e investigação presentes no trabalho proporcionam experiência única. “Se fizermos um estudo comparativo entre as edições, veremos a evolução, o que eleva o padrão do concurso”, finaliza.
Projeto arquitetônico em Juruti
O projeto vencedor do IV Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa contempla mais de 30 edifícios que correspondem a 15 mil metros quadrados de área construída, com materiais reciclados e produzidos na região de Juruti-PA. Para as estruturas de alvenaria, o arquiteto escolheu os tijolos de terra crua, que dispensam a combustão de madeira em sua fabricação. Eles serão produzidos pelas comunidades locais com matéria-prima da própria região, após treinamento específico. A criatividade no uso de materiais não pára por aí: as coberturas das construções serão feitas a partir de tubos de creme dental, feitos de plástico e alumínio, assim como as divisórias e os forros.
16/08/2007 –
Entrevista: Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais Alcoa América Latina
A sexta edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio atinge um novo recorde. O número de inscritos chegou a 1347 trabalhos, um aumento de 74% em relação ao ano passado. Desde que o Premio foi lançado, em 2002, esses dados aumentam a cada ano, mostrando o interesse pelo concurso entre estudantes, acadêmicos e, a partir de 2007, os profissionais do setor. Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa, comenta o andamento desta edição do concurso e a expectativa cada vez mais positiva em relação aos trabalhos.
Como o senhor vê o aumento significativo do número de inscritos ao Prêmio?
Esse crescimento mostra que estamos no caminho certo em relação ao objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do alumínio e difundir as idéias dos estudantes brasileiros no setor. É gratificante para nós oferecermos essa oportunidade e vermos que o Prêmio se consagrou no mercado e tem atraído mais participantes a cada nova edição.
As duas últimas edições do prêmio trouxeram novidades. Isso será uma prática nos próximos anos?
Com certeza, vamos aperfeiçoar cada vez mais a estrutura do Prêmio. A criação de um tema como reciclagem de alumínio, por exemplo, foi uma iniciativa bastante importante. A Alcoa se destaca mundialmente como uma das empresas mais éticas e sustentáveis, não poderia deixar de abordar um assunto tão indispensável do nosso dia-a-dia. Produzimos o alumínio, que é infinitivamente reciclável e oferece oportunidades de criação e fabricação de uma enorme variedade de produtos.
Como os estudantes e profissionais inscritos podem aproveitar a versatilidade do alumínio?
O alumínio permite uma infinidade de aplicações, contribuindo para o crescimento da indústria automobilística, de embalagens para alimentos e medicamentos, setor aeroespacial, construção civil, entre outras. Basta olhar ao redor para perceber que o alumínio está presente em inúmeras aplicações do nosso dia-a-dia. Os concorrentes ao Prêmio podem deixar a sua imaginação ir longe graças à versatilidade e às características do metal.
O que a modalidade profissional pode agregar ao Prêmio Alcoa?
Para nós é um orgulho enorme podermos contar com a participação de pessoas com experiência no mercado. Elas devem apresentar trabalhos com temas e abordagens diferentes dos encontrados entre os estudantes. Certamente os profissionais contribuirão para a melhoria contínua dessa Premiação.
O que a Alcoa pode fazer para despertar ainda mais o interesse das pessoas, por exemplo, pela preservação dos recursos naturais?
Estimulamos a consciência ecológica e incentivamos a reciclagem por meio de programas de educação ambiental. A Empresa sempre contribuiu nesse sentido, propondo e desenvolvendo diversas ações relacionadas à conservação do ambiente nas localidades onde atua. Essas ações favorecem para a transmissão aos jovens dos nossos valores e principais preocupações.
No caso do alumínio, o metal aponta para a prática da sustentabilidade em aspectos econômicos, ambientais e sociais, já que ajuda o desenvolvimento sustentável e a melhora da qualidade de vida em áreas carentes.
O que o senhor espera dos trabalhos desta edição?
Estamos bastante otimistas em relação aos trabalhos. A criatividade dos participantes tem sido muito comentada pelos apoiadores e comissão julgadora. Em todos os anos temos visto projetos muito interessantes e isso tem sido um aspecto marcante. Nesta edição temos também a participação dos profissionais, que terão mais uma oportunidade de mostrar o seu talento. Acreditamos que esse público agregará ainda maior valor à proposta do Prêmio.
09/08/2007 –
Entrevista: Jorge Henrique de Oliveira Sales
O professor de Física e coordenador de Pesquisas do Centro Universitário de Itajubá (Universitas) foi orientador do projeto “Aquecedor solar alternativo por reflexão”, vencedor do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio em 2006, categoria Planejamento de Gestão. Nesta entrevista, ele comenta sobre os desafios dos participantes do concurso e dá dicas que podem ajudar durante a elaboração do trabalho.
Qual o conselho aos que se inscreveram e estão elaborando os trabalhos para o Prêmio Alcoa?
É fundamental ter organização. A partir do momento em que se inscrevem, os participantes precisam montar um cronograma e segui-lo religiosamente, reservando horários para a realização do trabalho. Se estabelecerem metas bem definidas e não desviarem do que foi estipulado, é possível realizar grandes projetos.
Quais são os maiores desafios que os participantes encontram no desenvolvimento do trabalho? Qual a melhor maneira de lidar com eles?
Quando algo funciona bem, não paramos para pensar em maneiras de melhorar. Em contrapartida, assim que essa rotina é quebrada somos obrigados a pesquisar até encontrarmos boas maneiras de resolver a situação. Bom exemplo disso é uma televisão: se um dia chegarmos em casa, deitarmos no sofá e o controle remoto não funcionar, aquilo irá gerar um incômodo que nos levará a pensar numa solução. Acredito que boa maneira de driblar a dificuldade de apresentar uma idéia criativa seja pensar a partir de uma situação que não seja rotina.
O que é imprescindível na orientação para um projeto ir além do esperado?
O orientador não pode ficar focado apenas na sua formação. Ele deve ir além: buscar conhecimento e base de pesquisa em outras áreas. Aprendi muito com meus alunos e é bastante interessante essa troca de experiência durante a execução do trabalho. Outro desafio é fazer com os estudantes não atuem só como alunos, mas sim como profissionais em formação. Muitas vezes eles se comportam como meros expectadores de determinada aula ou disciplina. A premiação faz com que orientador e orientado interajam de forma tão intensa que essas barreiras hierárquicas deixam de existir.
Quais dicas o senhor transmitiria aos inscritos nesta edição do concurso?
Desenvolvam projetos que tenham aplicações para a sociedade carente, pois nosso País precisa disso. Sugiro que se dediquem a idéias que tenham um objetivo social muito forte, pois temos tecnologias caríssimas que podem ser aplicadas em soluções de custo bem inferior. Quando aplicamos inovações desenvolvidas nas comunidades carentes, isso gera uma aproximação social muito interessante.
Como você acredita que o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio pode contribuir para o desenvolvimento dos alunos?
Uma premiação como essa é muito importante na formação dos alunos, não só como incentivo mas também para que acreditem em sua própria capacidade. Quando participei com meus alunos não esperávamos ser premiados, mas queríamos a avaliação – sabíamos que o máximo que poderia acontecer seria receber uma crítica construtiva. Todo e qualquer projeto que venha a motivar o pesquisador, profissional e aluno é muito bem-vindo.
02/08/2007 –
Entrevista com Carla Mesquita, coordenadora do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio.
O Prêmio Alcoa chega à sexta edição com uma série de indicadores positivos, gerando orgulho aos organizadores da Premiação. Mas, para conseguir bons resultados, é preciso muita dedicação. E é esta experiência adquirida por Carla Mesquita, coordenadora do Prêmio Alcoa, que ela pretende transmitir aos participantes. Na entrevista, Carla conta quais são os grandes desafios e os erros mais freqüentes cometidos pelos participantes e o que pode comprometer a qualidade dos trabalhos na hora do julgamento.
O que você considera imprescindível para o sucesso no Prêmio? Que linha os participantes devem seguir no desenvolvimento do trabalho?
Os estudantes e profissionais inscritos devem apostar em boas idéias, o que requer um tempo para reflexão, até decidirem qual será o projeto escolhido. O que pode ajudar muito neste processo é a realização de pesquisas com fontes variadas: profissionais da área, internet, obras de referência, etc. É preciso estar ligado às necessidades do mercado, fazer um planejamento estruturado e explorar ao máximo as versatilidades do alumínio. Depois de escolhido o tema, é necessário estudar as melhores ferramentas e materiais para a elaboração. Neste momento, os participantes podem explorar seu verdadeiro potencial de criatividade e inovação.
Como inovar?
Sugiro que os inscritos não fiquem presos em fórmulas excêntricas ou projetos impossíveis. Considerem qualquer tipo de idéia e filtrem o que é viável, levando em consideração a aplicação do projeto e sua produção, de maneira sustentável. Abusem de aspectos diferentes, analisem o que ainda não foi criado e o que poderia facilitar a vida das pessoas, contribuindo com o meio ambiente.
Quais são os maiores desafios que os profissionais e universitários podem encontrar ao longo do caminho?
Creio que eles tenham dificuldade para colocar em prática as idéias discutidas nas reuniões e deixá-las estruturadas no papel. Um erro muito comum é pensar somente nos benefícios práticos do produto criado e sua aparência. É preciso lembrar qual a demanda energética de um produto para ser produzido em larga escala e também como não desperdiçar recursos naturais no desenvolvimento do design, por exemplo.
O alumínio possibilita uma infinidade de aplicações. Como aproveitar suas características da melhor maneira possível?
Dando asas à imaginação! Se olharmos ao redor, veremos que o alumínio está em todos os momentos de nossa vida. Explorem ao máximo tudo o que o alumínio oferece de positivo. Bom
trabalho!
20/07/2007 –
Entrevista com Sr Horacídio Leal Barbosa Filho, diretor-executivo da Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais (ABM), entidade que promove o intercâmbio do conhecimento técnico e científico nas áreas de metalurgia e materiais. Fundado há 63 anos, o órgão reúne as principais siderúrgicas, empresas de não-ferrosos (alumínio, níquel, cobre e zinco) e mineradoras do País.
Como o senhor avalia a iniciativa de um concurso que valoriza a pesquisa e inovação em escolas e universidades?
É sem dúvida um grande estímulo à criatividade e à difusão de novas idéias entre estudantes e profissionais brasileiros no setor, além de despertar a consciência ecológica. Representa também uma referência para que projetos semelhantes possam ser desenvolvidos por outras organizações. Nós, da ABM, estamos sempre dispostos a fomentar e apoiar ações que impulsionem o desenvolvimento de inovações no setor mínero-metalúrgico e de
materiais.
Quando falamos em metais com os estudantes, a primeira lembrança que eles têm sobre o assunto é a famosa e consagrada tabela periódica dos elementos. O que pode ser feito para que as futuras gerações não se limitem ao conhecimento dos símbolos dos metais?
Acreditamos que é preciso fazer um trabalho de divulgação sobre os metais, sua importância para o desenvolvimento e seus diversos usos, principalmente junto aos estudantes do ensino médio e das universidades. O Prêmio Alcoa tem desempenhado esse papel de maneira exemplar, estimulando a pesquisa e a divulgação de grandes idéias para as inúmeras aplicações do alumínio, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável. Outra forma de divulgação dos metais é o que estamos implementando nas escolas de ensino médio, inclusive com novas ferramentas que serão lançadas, tendo como suporte a internet. Todas essas atividades ajudam a capacitar os futuros profissionais. Atualmente existe uma carência de profissionais especializados para atender à demanda do mercado e este quadro deverá se agravar nos próximos anos com o crescimento da economia e os planos de expansão do setor metalúrgico.
Com o advento da Internet, o processo de pesquisa ficou mais fácil e rápido. Como eles podem tirar proveito desta
tecnologia?
A rede mundial de computadores trouxe facilidades para a busca de informações, como o acesso a centros de pesquisa, instituições de ensino e entidades de promoção e difusão do conhecimento técnico-científico no Brasil e no exterior, por meio de suas homepages. Um exemplo é o próprio site da ABM, que hospeda o Portal Tecnológico, com 254 laboratórios cadastrados. Nele é possível conhecer a infra-estrutura de pesquisa e os especialistas disponíveis nas universidades brasileiras, facilitando as parcerias dessas instituições com as empresas, além de permitir o aumento do uso de laboratórios em benefício de ambos. A internet também propiciou a implementação de cursos à distância e os chats de discussão, que favorecem o desenvolvimento dos
profissionais.
Quais são as suas recomendações aos participantes desta edição?
Que inovem com idéias para o uso do alumínio e suas ligas, atuando como agentes criativos do desenvolvimento tecnológico e da capacitação dos recursos humanos de qualidade.
13/07/2007 – Entrevista com Márcio Hessel
Verraci, integrante do grupo vencedor em 2006 do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, na categoria Planejamento de Gestão. Ele e os colegas Alexandre Ribeiro Cardoso, Paulo Henrique de Faria e Paulo Fonseca Júnior, do Centro Universitário de Itajubá - MG, orientados pelo Prof. Jorge Henrique desenvolveram o Aquecedor solar
alternativo, que hoje está em processo de patente.
Como foi o processo de criação e início do trabalho?
O ponto de partida foi uma discussão entre os integrantes do grupo, na qual começamos a lançar idéias sobre boas maneiras de aproveitar o alumínio, focando em produtos que fossem interessantes para a população de baixa renda e que não agredissem o meio
ambiente. Depois que chegamos ao aquecedor (projeto vencedor), fizemos uma pesquisa no
mercado. Levamos algum tempo até decidir qual seria o projeto, pois tivemos boas idéias neste processo de criação.
Como aconteceu o desenvolvimento do projeto?
Tínhamos quatro integrantes no grupo: dois ficaram responsáveis pela parte prática de projeto e a outra parte cuidou da
metodologia. Conciliamos o trabalho e, conforme o protótipo era calculado, desenhado e
montado, íamos transcrevendo para desenvolver o trabalho escrito. É preciso ter um orientador que ajude a expressar a idéia prática no
papel, pois existe a dificuldade de expressar todos os atributos e dimensões do produto em
palavras.
Em que consistia o projeto?
O projeto consistiu na construção de um aquecedor solar alternativo com latas de alumínio
descartadas. A idéia viabiliza uma forma de energia alternativa que preserva o meio ambiente e possibilita que as camadas mais pobres da sociedade tenham acesso à energia e aos seus benefícios.
Portanto, o aquecedor contribui para o desenvolvimento sustentável, melhorando a qualidade de vida das
pessoas. Composto por duas partes: um coletor de latas e um boiler alternativo - ambos alocados sobre o telhado das residências. O coletor de latas é capaz de absorver a luz solar, independente da posição dos raios
solares. Estes refletem nas latas de alumínio cortadas ao meio e são
transferidos, em forma de calor, aos tubos de PVC.
O que é fundamental no grupo e na orientação para que o projeto tenha
sucesso?
Meu grupo tinha muito interesse e todos participaram com grande comprometimento. Esse trabalho em equipe é essencial para desenvolver um bom
projeto. O mais importante é ter dedicação e pensar em maneiras de melhorar o nosso meio ambiente e buscar maneiras de ajudar a
comunidade.
Você acredita que a participação no Prêmio tenha contribuído para a vida profissional e acadêmica do
grupo?
Com certeza! Depois do Prêmio, passamos a fazer parte do grupo de pesquisas da faculdade (Centro Universitário de Itajubá – MG) e demos várias palestras para alunos de outros
cursos. Em muitas delas, incentivamos a participação no concurso. Fomos convidados a integrar algumas parcerias e tivemos grande
reconhecimento. Foi um trabalho que rendeu e ainda está rendendo muitos frutos, já que nosso produto está em processo de
patente. Atualmente somos vistos como referência, mas isso não significa que somos melhores que os outros
estudantes: significa que todos são capazes e podem chegar lá.
05/07/2007 - Entrevista com Vânia Nassif, professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, jurada em quatro edições do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. Ela também participou da elaboração do regulamento do concurso desde a sua primeira edição.
Vânia Nassif é uma grande incentivadora do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. Antes da primeira edição, a professora e pesquisadora da área de Gestão Humana e Social e de Empreendedorismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie ajudou a elaborar o regulamento da premiação, que foi sendo aperfeiçoado e aprimorado ao longo das edições do prêmio. Para ela, a participação de alunos, professores e profissionais em projetos como esse é muito importante. Todas as atividades relacionadas ao Prêmio têm sido muito bem vistas em universidades e na comunidade em geral. “Por ser um incentivo às novas idéias, sempre faço questão de divulgar amplamente essa iniciativa”, afirma.
Ela acredita que os estudantes precisam ser estimulados para desenvolver projetos e ampliar a visão de produto e mercado, e o Prêmio Alcoa propicia uma excelente oportunidade de estimular a criatividade no período de formação. “Ao trabalhar em um projeto ou produto de sua autoria, o aluno tem uma grande chance de mostrar seu talento e assim abrir novos caminhos”.
Para o professor que participa como orientador, Vânia acredita ser uma ótima alternativa de aprendizagem, pois possibilita o uso e desenvolvimento de uma metodologia com base em um produto real criado pelos alunos. A perspectiva de levar esta experiência para as salas de aula permite a integração da teoria com a prática e isso gera boas discussões e fomenta debates. Segundo ela, concorrer a um prêmio desse porte dá visibilidade aos alunos, aos professores e também à instituição, sendo, portanto, uma excelente maneira de se apresentar para a sociedade. “A oportunidade concedida aos alunos e profissionais de concorrerem a um prêmio por meio da criação de um produto inovador ou mesmo propostas inovadoras de gestão do produto, possibilita a divulgação dessas idéias que, de outra maneira, os acadêmicos não teriam lugar e espaço para depositarem suas idéias. Assim, vários setores seriam beneficiados, por exemplo, a sociedade, as empresas, a academia e principalmente, a área da pesquisa nacional por meio da construção de um conhecimento”, diz ela.
A participante da comissão julgadora apóia as novidades desta edição, como a participação de alunos de pós-graduação. Para ela, essa abertura vai permitir propostas mais arrojadas pelo fato dessas pessoas terem outras experiências e por estarem em diferentes estágios da vida profissional. “É uma iniciativa fantástica que irá render surpresas muito agradáveis. Com isso, todos ganham: alunos, professores, universidades, profissionais, empresa e a sociedade!”, finaliza.
28/06/2007 - Entrevista com Gryciane Silva de Lima, vencedora do 1° lugar na categoria Projeto do 5° Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio com o trabalho “Assento móvel”
A estudante do curso de Desenho Industrial das Faculdades Nordeste, de Fortaleza (CE), elaborou um assento, projetado para uso em locais públicos.
O que você considere mais importante na escolha do tema do trabalho?
O principal aspecto para a escolha do tema, antes do início dos trabalhos, é fazer uma pesquisa detalhada. É muito bom elaborar uma busca sobre as necessidades do mercado e analisar quais delas ainda não foram supridas. A partir daí, é possível investir em idéias inovadoras.
Por que você escolheu o assento móvel?
Acredito que devemos conservar o ambiente e promover o bem-estar para os usuários, além de promover a conscientização da importância da reciclagem. Essas são as vantagens do assento móvel, projetado para uso em locais públicos. O assento proporciona conforto aos usuários, possui facilidade de mobilidade, versatilidade e adaptável em diversos ambientes. No produto, há também um espaço reservado para a comunicação visual e a propaganda.
Depois de definir o tema, como foi o desenvolvimento do trabalho?
Comecei a fazer esboços e passar para o 3D. Tive algumas dificuldades em relação ao encaixe, suporte e mecanismos do projeto. Contei também com o apoio parcial do orientador para o desenvolvimento dos textos e algumas dicas sobre a estética do projeto. Já em relação à parte de engenharia, busquei informações com profissionais da área, professores e até mesmo pela internet.
Quais são as dicas que você pode passar aos estudantes que estão interessados em participar do concurso?
O mais importante é criar um produto sustentável, pensando na nossa realidade e no que é possível fazer para contribuir com produtos e materiais que sejam baratos e não poluam. Além disso, é fundamental desenvolver algo que seja útil para o público em geral e não só para um pequeno segmento da população.
20/06/2007 -
Entrevista: Manoel Müller, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Design – ABEDESIGN
A Associação Brasileira de Empresas de Design (ABEDESIGN) foi fundada há dois anos com o objetivo de promover e ampliar o mercado de design no Brasil, com uma visão empresarial e econômica da atividade. Hoje a entidade conta com mais de 50 empresas de design associadas de todo o Brasil, além de grandes fabricantes de matéria-prima, varejo e instituições de ensino como apoiadores. Na presidência da ABEDESIGN está Manoel Müller, que apóia e incentiva iniciativas que dêem espaço à criatividade como o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio.
O que representa para a entidade apoiar o Prêmio Alcoa?
É fundamental o apoio a iniciativas como o Prêmio Alcoa. Não só pela dimensão institucional do concurso, mas também e principalmente pela participação da iniciativa privada em atividades de promoção do design brasileiro.
Quais as vantagens de um concurso como esse para os jovens?
A maior vantagem é a oportunidade de mostrar seu talento e criatividade em um exercício mais livre das variáveis de projeto típicas do dia-a-dia da atividade empresarial e, por outro lado, mais próxima da sua experiência acadêmica.
A versatilidade do alumínio abre um vasto campo de oportunidades para os participantes. Como eles podem explorar essa vantagem do metal?
O maior desafio de todo designer é o conhecimento e o domínio dos materiais, suas possibilidades, aplicações e extensões de uso. No caso do alumínio, considerando a versatilidade do material em si e a capacidade que o Brasil tem para produzi-lo, abre-se um campo enorme de possibilidades profissionais e criativas. Isso é uma dádiva: o alumínio permite uma ampla extensão de utilização e o designer ainda tem muito que criar pela frente.
O Prêmio Alcoa chega a sua sexta edição, o que torna a disputa mais acirrada. Qual é a mensagem que você pode deixar para os participantes?
Entrem para vencer, para ganhar! Façam o projeto como se fosse o projeto da vida. Para ter criatividade é preciso ter garra e o Prêmio Alcoa permite isso, porque tem história, é sério e abre possibilidades para o futuro.
08/06/2007 - Entrevista: Arnaldo Antonio Martino, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-SP) São Paulo
Como aconteceu nas edições passadas do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, os estudantes de arquitetura e design devem liderar o número de inscrições que concorrem ao troféu. O feito, que já está se tornando uma tradição, é uma ótima notícia para a IAB-SP, que apóia iniciativas que incentivem a criatividade.
Qual a importância deste prêmio para alguém que pretende ingressar de cabeça no mercado de trabalho?
Tradicionalmente os estudantes de arquitetura têm um interesse muito grande pelos concursos e premiações que possam acrescentar um pouco mais de experiência em sua grade curricular. O Prêmio Alcoa Inovação em Alumínio conseguiu atrair a atenção destes jovens, que vêem na premiação uma ótima oportunidade para abrir as portas no mercado de trabalho, além de contribuir para o enriquecimento dos seus currículos. Com a expansão desse setor, abre-se uma janela de oportunidades para estudantes e profissionais que desejam dar um salto na carreira. O Prêmio Alcoa faz este papel complementar à educação acadêmica, que é carente de iniciativas como esta.
O alumínio está conseguindo ocupar o devido lugar de destaque dentro do universo acadêmico?
O alumínio é um insumo importante e é fundamental que os estudantes tenham contato com este material. Nas escolas e universidades, o alumínio tem despertado interesse pelas suas propriedades, como a leveza, a resistência, maleabilidade, e inclusive a de reciclagem que reduz o prejuízo ao meio ambiente. O desenvolvimento sustentável é debate constante no universo acadêmico e o alumínio ganha corpo com estas discussões. A nossa função é incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de materiais que possam agregar valor nos projetos de arquitetura e o alumínio consegue cumprir esta função.
Qual é o recado que você pode passar aos estudantes que vão concorrer ao prêmio este ano?
Em primeiro lugar, eles devem estar dispostos a “abrir a cabeça”. Procurar e pesquisar o que ainda não foi pensado ou feito. A arquitetura precisa de novas técnicas e formas que possam contribuir para o desenvolvimento da sociedade. E a missão destes participantes é agregar novas soluções, deixando assim, seu nome gravado nesta premiação. Os olhos de todos estarão voltados às novas idéias que surgirem desse evento. Aguardaremos ansiosos, trabalhos plenos de ótimas idéias
01/06/2007 - Entrevista: Ayrton Filletti, coordenador da comissão técnica e de transportes da Associação Brasileira de Alumínio (ABAL)
O consumo doméstico de alumínio registrou a marca de 837,6 mil toneladas somente no ano passado, resultado 4,4% superior ao registrado em 2005, segundo a Abal. Esse excelente indicador reflete o otimismo da entidade com o desempenho do setor neste ano - a previsão é de que o consumo de alumínio chegue à casa das 891 mil toneladas consumidas, o que deve representar um aumento de 6,4% em relação a 2006. Em entrevista ao site, o especialista comenta sobre o Prêmio Alcoa.
Como o Prêmio Alcoa Inovação em Alumínio pode contribuir para o desenvolvimento do setor?
Creio que incentivando a inovação. Os estudantes brasileiros são extremamente criativos e podem utilizar o alumínio em inúmeras aplicações, basta que eles se dediquem à atividade. E essa inovação pode acontecer muito nas áreas de arquitetura e construção civil, que já têm apresentado trabalhos com excelentes resultados nas últimas edições do prêmio. Mas os estudantes de Arquitetura devem explorar bastante trabalhos com novos designs e aplicações diferenciadas. Já os profissionais, que terão a oportunidade de estrear nesta edição, devem apresentar trabalhos criativos porque sabem que precisam conquistar espaço neste mercado em franco crescimento.
Quais setores têm se destacado para a expansão do mercado?
Há um crescente consumo do alumínio nos segmentos automotivo, de transporte e construção civil. Todos eles vêem nos produtos do metal um solucionador de problemas. Sabemos que ele oferece uma série de vantagens desde a concepção dos projetos até a fabricação dos produtos. Como as empresas estão preocupadas com o desenvolvimento sustentável, precisam de materiais que se enquadrem nesse perfil e o alumínio tem essa enorme vantagem competitiva.
O que a entidade tem feito para despertar o interesse dos jovens pelo alumínio?
Dentro do universo acadêmico comenta-se muito sobre a crescente procura pelos cursos de metalurgia. Na década de 60, com o boom da indústria siderúrgica no Brasil, a procura foi muito grande. Mas passaram-se alguns anos e houve o desinteresse pelo curso. O que percebemos agora é que os jovens conseguem ver, principalmente com o alumínio, um potencial de reaproveitamento formidável. Essa característica do material tem despertado interesse de muitos alunos para desenvolverem novos estudos e pesquisas sobre o tema. Até estamos conversando com algumas universidades em São Paulo para incluir alguns cursos sobre o metal na grade curricular ou como curso de extensão universitária em Transformação Mecânica do Alumínio e Metalurgia do Alumínio. Outra iniciativa importante é a realização de curso pós-graduação de Metalurgida do Alumínio, em processo de programação. Essas são apenas uma das diversas ações que podemos fazer para fomentar a discussão sobre esse jovem metal, em industrialização há apenas 100 anos.
24/05/2007 - Com a palavra, os jurados!
Atenção aos estudantes que pretendem se inscrever na 6º edição do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio: comissão julgadora de anos anteriores dão dicas importantes para que o trabalho seja um sucesso!
”Recomendo que os jovens não imponham limites. Pude observar nos prêmios anteriores que muitos participantes ficam restritos aos tipos de criações dentro de seus cursos e faculdades. Eles devem romper essa barreira, muitas vezes imposta de maneira involuntária, e expandir suas idéias para horizontes mais globais, explorar novas fronteiras de aplicação” -
Saburo Ikeda, participante da comissão julgadora do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio em 2004, 2005 e 2006.
“A criatividade na elaboração de um modelo de gestão é um diferencial ao trabalho do aluno. O planejamento de marketing pode expor uma abordagem simples ou sofisticada, mas deve ter um efeito de inovação para quem recebe a ação. O objetivo principal de um trabalho é chamar a atenção do público e tornar um objeto comum em algo desejável” -
Alexandre Rangel, jurado do Prêmio em 2004 e 2005.
“Os candidatos devem ter atenção ao regulamento do concurso, seguir suas orientações nos detalhes. O passo seguinte é criar um modelo de gestão com foco em uma estratégia: o estudante tem de definir como será a venda do produto, para qual público e segmento a serem atingidos. Além do conceito de inovação na concepção de novo produto, a proposta também dever estar alinhada ao planejamento estratégico de como inseri-lo no mercado” -
Eduardo Lacerda, gerente comercial da Divisão de Rodas da Alcoa e integrante do júri em 2005.
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