A fábrica de Poços de Caldas-MG começou a ser construída em 1965, sendo a primeira unidade da Alcoa no País. Na ocasião, recebeu o nome de Alcominas. As atividades tiveram início em 1970 e, 10 anos depois, passou a se chamar Alcoa Alumínio S.A.
Em suas quatro unidades de produção integradas – Mineração, Refinaria, Redução e Fábrica de Pó de Alumínio – são produzidas aluminas calcinadas e hidratadas, alumínio na forma líquida, tarugos, lingotes e alumínio em pó - fabricado apenas no Brasil, dentre todas as unidades da Alcoa na América Latina.
Do total, cerca de 66% da alumina fabricada é utilizada na produção de aluminio. Os outros 33%, na forma de hidrato e alumina, são direcionados às indústrias de sulfato de alumínio, papel, dióxido de titânio, polimento de lentes e metais, aluminatos de sódio, retardantes de chama, fabricação de vidros, pigmentos, produtos refratários, cerâmicos, abrasivos e eletrofusão, entre outros segmentos. O aluminio é comercializado nos mercados nacional e internacional.
O alumínio em pó (destinado aos setores de refratários, metalurgia e químicos) é comercializado no mercado interno e também é exportado para o Japão, Europa, Estados Unidos e Mercosul. A unidade produz, ainda, o alumínio em pó fino, utilizado na fabricação de pigmentos para a indústria automotiva e de equipamentos eletrônicos.
Tecnologia de ponta
A unidade da Alcoa em Poços de Caldas-MG iniciou, em Junho de 2006, um projeto para modernizar seu processo de produção de alumínio. Esta tecnologia reduzirá ainda mais a emissão dos gases causadores do efeito estufa na produção de alumínio – em particular dos gases chamados perfluorcarbonos – PFC. Denominado New Soderberg, o projeto prevê investimentos de US$ 150 milhões para a modernização dos 288 fornos eletrolíticos e melhoria operacional dos sistemas em um prazo de dez anos.
Em 16 meses de operação-piloto, os especialistas monitoraram constantemente o desempenho operacional de seis cubas, que registraram ótimos indicadores. A redução de emissões de gases PFC acontece por meio da diminuição da ocorrência dos chamados “efeitos anódicos” - fenômenos que ocorrem durante o processo de produção do alumínio metálico. Nas cubas-piloto, a incidência foi reduzida em mais de 50%. A emissão dos gases PFC foi reduzida na mesma proporção.
O projeto da Alcoa em Poços de Caldas faz parte do Programa de Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa, uma iniciativa global da Empresa que busca ganhos potenciais em cada trabalho ou processo produtivo, não apenas na redução de emissões, mas também em impactos institucionais e financeiros.
Esta atuação traz também outros benefícios, como evitar o desperdício de matéria-prima e diminuir a quantidade de resíduos descartados.
As próximas etapas compreendem a aprovação e registro de um projeto de Créditos de Carbono junto ao MDL-Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM-Clean Development Mechanism), definido pelo Protocolo de Kyoto.
Reconhecimento Internacional
A Alcoa foi reconhecida, em Junho de 2008, pelo IAI-International Aluminium Institute por apresentar o melhor desempenho em segurança, em toda a indústria mundial do alumínio em 2007. O prêmio foi concedido durante encontro anual da entidade, realizado na Cidade do Cabo, África do Sul, na primeira quinzena de Maio. O IAI, entidade sediada na Inglaterra, reúne 25 companhias de todo o mundo, responsáveis por mais de 80% da produção mundial de alumínio primário.
Entre os vários prêmios recebidos pela Unidade, destacam-se . os concedidos pelo IAI – Instituto Internacional do Alumínio: Best Mine (Operação mais segura de Mineração) e Best Smelter (Operação mais segura de Redução) - Categoria acima de 1,3 milhão de homens/hora
trabalhadas.