A Alcoa adotou, em âmbito mundial, a Estratégia Global de Sustentabilidade 2030, por meio da qual são estabelecidas metas claras e ambiciosas relacionadas a fatores como redução do consumo de água e de energia, o reaproveitamento e a reciclagem dos resíduos e a diminuição das emissões de gases.
Uma das metas dessa Estratégia é a redução de 10% da intensidade média de consumo de água em cada negócio até 2020; 25% até 2030, tendo como base 2005. As operações brasileiras da Alcoa consumiram cerca de 3,25 milhões de m3 de água em 2009, representando uma redução de 13% em relação ao volume verificado no ano anterior.
Em função de novos investimentos feitos no Brasil - como a Mina de Juruti, no Oeste do Pará, e a expansão da refinaria da Alumar, em São Luís - que demandam água durante a instalação e na operação - teremos de definir novas metas de consumo de água, sem deixar de buscar alternativas nesse sentido.
São componentes fundamentais desse esforço:
- Sistemas de gestão ambiental - as unidades
de Santo André (SP), Poços de Caldas (MG), São Luis (MA), Tubarão (SC) e
Itapissuma (PE) são certificadas pelo ISO 14001, Sistema de Gestão
Ambiental;
- Auditorias de Saúde, Segurança e Meio Ambiente - todas as nossas unidades passam por auditorias periódicas para verificação de conformidade em relação às suas metas e às exigências legais;
- Tecnologia e inovação nos processos - o centro de pesquisas da Alcoa, o Alcoa Technical Center, localizado na Pensilvânia, nos Estados Unidos, continua dedicando esforços para encontrar soluções de baixo custo, focadas em sistemas naturais e que não privilegiem o uso intensivo de água e nos sistemas de tratamento de efluentes. Entre as tecnologias promissoras está o uso de telhados verdes, em teste na unidade de Poços de Caldas-MG, que auxiliam na captação de água da chuva;
- Parcerias - a Alcoa participa dos Comitês de Bacias das localidades onde está instalada, cooperando com a discussão dos desafios e implantação de soluções de conservação. Participa ainda, com outras empresas, da recém-criada Câmara Técnica de Água - CTÁgua do CEBDS - Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.
Alguns resultados importantes já alcançados:
Os resultados mais importantes de todo esse esforço são obtidos pelas melhorias introduzidas em nossas unidades industriais.
A Mina de Juruti, localizada no Oeste do Pará, foi planejada e estruturada para utilizar o conceito de descarga zero. Possui outras iniciativas de racionalização de consumo de água:
O Lago de Espessamento será utilizado para receber e reciclar efluentes das diversas áreas abaixo, reduzindo a captação de água para o processo de lavagem de bauxita, que não utiliza qualquer produto químico:
- 10,5 milhões de m3 por ano de efluente da própria lavagem de bauxita;
- Efluente do sistema de tratamento de esgoto do beneficiamento;
- Água pluvial da área do beneficiamento e da lavra;
- Efluente das oficinas, termelétrica e posto de combustível da área do beneficiamento.
Todo esse processo é permanentemente monitorado por um sistema computadorizado, proporcionando a melhoria do consumo e diminuindo as perdas de água.
Na unidade de Poços de Caldas-MG, em operação há mais de 40 anos, foram realizados diversos projetos para racionalização do consumo de água e melhoria na qualidade dos efluentes. A descarga zero está muito próxima de se tornar realidade nesta unidade.
Desde sua implantação, em 1970, a unidade capta água do rio das Antas a uma vazão outorgada de 378 m3/h. A água bruta, após sofrer um processo de tratamento convencional, é distribuída em toda a fábrica para diversas aplicações. Em 2002 foi iniciado um projeto para reuso dos efluentes líquidos e da água de chuva das áreas da refinaria, fábrica de alumínio em pó e redução. Desde então já foram concluídas:
- Instalação do processo de tratamento de água servida por osmose reversa;
- Instalação de monitoramento contínuo nos efluentes líquidos da redução e refinaria para garantir a qualidade do efluente descartado em tempo real;
- Instalação de hidrômetros nas principais linhas de distribuição de água tratada da fábrica;
- Instalação de lago de retenção, com capacidade de 25.000 m3, para reter as águas pluviais que contém sólidos suspensos na área da redução;
- Implantação da estação de tratamento de efluentes para tratar e reaproveitar as águas pluviais retidas no lago da área da redução.
Na Alumar, em São Luis-MA, houve um forte compromisso com a estratégia de sustentabilidade da Alcoa, com o estabelecimento de metas ambientais que levem à redução no consumo de água potável nos processos industriais e na eliminação das descargas de efluentes nos corpos d'água receptores, por meio da recirculação dos efluentes de processo.
O consumo médio de água na Alumar registrou queda de 55% em relação aos níveis verificados em 2001, diminuindo de 2,2 milhões de m3 em 2001 para cerca de 1 milhão de m3 em 2009.
- Algumas ações foram realizadas para assegurar esses níveis de redução:
- Instalação de medidores de vazão em diversas áreas da unidade;
- Automação da dosagem de produtos químicos e drenagem nas torres de resfriamento do lingotamento, minimizando as perdas de água com o aumento do ciclo de concentração das torres;
- Reaproveitamento de água dos drenos nas caldeiras da área da redução;
- Campanhas de conscientização sobre uso da água;
- Detecção e reparos dos pontos de vazamentos de água em toda a fábrica;
- Instalação de torneiras automáticas nas pias;
- Eliminação do uso de torres de resfriamento para sistema de ar condicionado;
- Eliminação do desperdício de água das bombas de vácuo das máquinas formadoras de anodo. Foi adotado o reaproveitamento da água por meio da fabricação e montagem de um sistema de circuito fechado que utiliza torres de resfriamento;
- Uso de fontes de águas residuais para supressão de poeira de vias e pátios;
- Substituição do óleo diesel por gás nos fornos de anodos, eliminando o uso de água para geração de vapor.