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Alcoa no Brasil
 
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05/07/2007 - Comunidades ganham treinamento e recursos da Alcoa para o cultivo de peixes em tanques-rede
02/06/2007 - Fauna e Flora de Juruti serão estudadas
16/05/2007 - Informações Gerais
03/05/2007 - Ministério Público propõe conselho para gerir desenvolvimento sustentável de Juruti
03/05/2007 - Agricultura Familiar é alternativa para comunidades de Juruti Velho
02/05/2007 - NOTA DE ESCLARECIMENTO
29/03/2007 - Alcoa apresenta porto de Juruti a autoridades marítimas
14/03/2007 - Alcoa e Ibama discutem parceria para manejo de quelônios
14/03/2007 - Alcoa e poder público elegem obras prioritárias em Juruti
20/02/2007 - Alcoa reafirma disposição de comprar no Estado
22/01/2007 - Juruti debate sustentabilidade
10/01/2007 - Comunidades sustentáveis em Juruti

05/07/2007 - Comunidades ganham treinamento e recursos da Alcoa para o cultivo de peixes em tanques-rede
Cinco mil alevinos de tambaqui foram soltos no Lago Grande na região de Juruti Velho, no município de Juruti, No dia 5 de Julho. Com a iniciativa, a Alcoa tem o objetivo de contribuir com a segurança alimentar e a geração de renda nas comunidades locais. Cada comunidade contemplada com a iniciativa congrega outras no entorno. O programa começa a ser implantando com a adesão de cerca de dez comunidades. O programa de criação de peixes em tanques-rede é desenvolvido pela Alcoa como parte dos Planos de Controle Ambiental (PCAs), sendo executado pela empresa contratada CNEC Engenharia. 

Os alevinos, que são filhotes de peixes, foram soltos em quatro balsas, cada uma com três tanques-rede instalados nas comunidades Galiléia, Jauari, Capiranga e Ingrácia. Com exceção da Comunidade Ingrácia, que ganhou 1.400 alevinos, cada uma das demais comunidades recebeu 1.200 filhotes de tambaqui. Foram os próprios comunitários quem construíram as balsas, contando com as orientações dos técnicos. Os moradores também foram treinados quanto à alimentação dos alevinos, higiene e manutenção dos tanques.

A criação de peixes é destinada à subsistência e a comercialização. Segundo a agricultora Josinelsa Santarém, da Comunidade Galiléia, a atividade é uma boa proposta: “Aprendemos a construir o tanque-rede e agora estamos aprendendo a cuidar dos peixes, que acredito ser a parte mais importante. Com certeza vamos apoiar outras iniciativas como essa da Alcoa, para que venham mais projetos em benefício da comunidade e assim possamos melhorar cada dia mais”, afirma.

De acordo com a coordenadora do programa, Adelina Fonseca, da CNEC Engenharia, os agricultores vão continuar recebendo orientações até os peixes estarem prontos para o consumo. “Eles vão fazer o manejo ao longo de um ano, aprendendo a alimentar os peixes adequadamente e a verificar se eles manifestam alguma doença. Um técnico responsável fará todo o acompanhamento e vai avaliar o processo junto com eles”, explica.

Enquanto fazia a soltura dos alevinos, Alciberto de Sousa Pereira, morador da Comunidade Jauari, comentava o quanto a localidade será beneficiada. “Estamos confiantes que teremos melhores condições, pois sabemos de onde tirar nossa alimentação, principalmente nos período seco do lago, quando o peixe não é tão farto”, comenta.

Verticalizar a produção
Eduardo Sena, biólogo prestador de serviço da CNEC Engenharia, conta que os alevinos têm um mês de vida e que o ciclo até que estejam prontos para consumo é de um ano, quando estiverem com cerca de um quilo e 100 gramas, medindo por volta de 30 centímetros. “Após acompanhar todo o ciclo, os comunitários estarão preparados para administrar os tanques-rede com autonomia. Mesmo assim, eles continuarão recebendo nosso apoio técnico”. 

De acordo com o biólogo, trabalha-se com a idéia de verticalizar a produção naquelas comunidades que estiverem dispostas a vender o pescado. A princípio, os comunitários já teriam para quem fornecer: a GRSA Alimentação, empresa que administra o restaurante da Mina de Juruti. “Será possível fazer o beneficiamento, transformar o pescado em filés e até defumar o peixe para agregar valor ao produto, de forma que tirem o máximo proveito e com o mínimo de degradação ao meio ambiente”. Sena explica ainda que o tambaqui é uma espécie de peixe boa de trabalhar, de grande valor nutritivo e comercial. “Não pretendemos investir espécies exóticas, somente nativas da região”. 

Novas comunidades aderem ao programa da Alcoa. Na Comunidade Nova Esperança, os moradores já estão construindo os tanques-rede, ou “gaiolas flutuantes” como são conhecidos na região. Moradores das comunidades Novo Horizonte, Santo Hilário e Nova Macaiani também já participaram da capacitação para a construção de tanques-rede.

 

02/06/2007 - Fauna e Flora de Juruti serão estudadas
A Alcoa, o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (Fidesa) firmaram um convênio de monitoramente de fauna e flora que beneficiará toda a população do município de Juruti, onde a Companhia implanta uma mina de extração, beneficiamento e transporte de bauxita, a comunidade científica e todo o Estado do Pará. O convênio foi assinado na sexta-feira, dia 1º de junho, e terá duração de dois anos, podendo ser renovada. A iniciativa também permitirá o acompanhamento das ações dos Planos de Controle Ambiental (PCAs) relacionados com a fauna e flora da região. A Alcoa dedicará cerca de R$ 1,6 milhão nesta iniciativa.

De acordo com o vice-presidente de Produtos Primários da Alcoa América Latina e diretor geral da Mina de Juruti, Nilson Souza, a Companhia possui investimentos em todos os continentes. “Sempre procuramos parceria como esta, que vise nos orientar quanto à influência de nossas ações junto à natureza”, afirmou o diretor da Alcoa, destacando a grande confiança sobre o trabalho que será realizado, pois o Museu Goeldi é uma das instituições científicas de maior referência em pesquisa na Amazônia. A expectativa é de que a parceria assegure todas as condições para a adequada recuperação das áreas que serão mineradas.

Ao todo serão 13 equipes formadas por cerca de 30 pesquisadores do Museu Goeldi e da Universidade Federal do Pará (UFPA) que elaborarão uma política de conservação e manejo dos ecossistemas. Entre os pontos a serem trabalhados está a criação de um inventário de grupos de insetos e plantas comuns na área do empreendimento da Alcoa na região oeste do Pará. “A região possui todas as características de uma floresta primária e por isso não sabemos perfeitamente o que poderemos encontrar”, relatou o coordenador geral do programa de parceria em Juruti pelo Museu Goeldi, Rafael Salomão. As atividades devem começar mês de julho.

“Estamos honrados em participar deste convênio juntamente com a Alcoa e com o Museu, que são duas grandes instituições, com mais de 100 anos de atividades. Acredito que isso mostra que estamos todos no caminho certo para aliar o desenvolvimento com a conversação ambiental”, destacou a presidente da Fidesa, Marcele Coeli.

Experiência - Fundado em 1866 e conhecido mundialmente como importante centro de estudos e pesquisas da natureza da floresta amazônica, o Museu Paraense Emílio Goeldi tem suas atividades concentradas no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia. 

“Este é um momento muito importante para nós. Ao longo dos anos, o Museu vem desenvolvendo diversas parcerias com grandes empresas em grandes projetos. A região de Juruti é muito importante para o ecossistema e por isso a necessidade de fazer um acompanhamento detalhado e orientar a melhor forma de atuação do empreendimento da Alcoa”, falou a diretora do Museu, Ima Vieira.

Na opinião do gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa, Mauricio Macedo, a parceria foi a maneira encontrada de fazer com que as intervenções sejam feitas de maneira correta, afetando ao mínimo possível o meio ambiente daquela região. ”Nós temos o projeto de construir uma Casa de Cultura em Juruti. Mas queremos ir além disso, dispondo de um espaço voltado para a natureza”, concluiu.

Sustetabilidade - Há 42 anos no Brasil, a Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., líder mundial na produção e transformação do alumínio. Nomeada, em 2007, pela terceira vez consecutiva, uma das empresas mais sustentáveis do mundo, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, a empresa é uma das fundadoras da Parceria Americana pela Ação Climática (United States Climate Action Partnership - USCAP), uma associação composta por 10 importantes companhias norte-americanas e ONGs ambientais dedicadas ao trabalho pela redução significativa das emissões de gases causadores do efeito estufa. .

 

16/05/2007 - Informações Gerais
A Alcoa considera natural que os segmentos da sociedade façam suas críticas ao empreendimento que implanta em Juruti. Com relação às audiências públicas, a empresa entende que é um momento importante para esclarecer aspectos do empreendimento e reforçar o diálogo para o desenvolvimento sustentável do município e suas comunidades. 

Os pontos apresentados no relatório preliminar do Ministério Público Estadual (MPE) se referem a uma vistoria realizada nos dias 3, 4 e 5 de janeiro deste ano. Desde então, foram feitos muitos avanços à medida que as obras adquirem forma. Uma parte importante das questões levantadas no relatório do MPE está sendo resolvida por meio da Agenda Positiva, um conjunto de iniciativas da Alcoa debatidas amplamente com o poder público, entidades de classe local e a população.

A Agenda, administrada em conjunto com a Prefeitura Municipal, está sendo executada em paralelo à implantação da Mina de Bauxita e ao desenvolvimento dos 35 programas dos Planos de Controle Ambiental (PCAs). São diversos projetos e obras de benefício direto à comunidade em educação, saúde, infra-estrutura e meio ambiente.

 

03/05/2007 - Ministério Público propõe conselho para gerir desenvolvimento sustentável de Juruti
A sugestão da criação de um conselho consultivo comunitário, pelo coordenador do Núcleo de Meio Ambiente (Numa) do Ministério Público Estadual (MPE), promotor Raimundo Moraes, foi recebida positivamente pela Alcoa.

Uma das primeiras ações do conselho poderá ser o acompanhamento das obras e projetos contemplados nos 35 Planos de Controle Ambiental e na Agenda Positiva, um programa criado pela empresa e prefeitura de Juruti. Estão previstos, inicialmente, investimentos de 80 milhões de reais em projetos nas áreas de saúde, educação, cultura, infra-estrutura urbana e rural, definição de políticas sociais, entre outras. 

A criação do conselho foi sugerida pelo promotor durante as audiências públicas realizadas em 2 e 3 de Maio, em Juruti e Vila Muirapinima, respectivamente. As audiências foram conduzidas pela promotora do MPE, Giane Teixeira, responsável pelo procedimento instaurado para apurar se a Companhia causa possíveis impactos na região. A audiência foi acompanhada pela gerência da Alcoa, que, após ouvir a comunidade e representantes de organizações não-governamentais, mostrou o andamento das obras da Mina de Juruti e as ações realizadas no município, em parceria com a prefeitura.

O promotor considera a Agenda Positiva uma proposta, não um acordo validado socialmente. Por isso, um colegiado que tenha a participação de dos segmentos representativos da sociedade poderia transformar essa Agenda num plano de consenso. Ainda segundo Moraes, o ponto de partida para criação e definição do conselho já estaria contemplado no estudo Juruti Sustentável, encomendado pela própria empresa à Fundação Getúlio Vargas e ao Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). 

O estudo deu origem a uma proposta de desenvolvimento sustentável para a região, estimulando a geração de cadeias produtivas que se mantenham independentes da empresa e construindo parcerias duradouras. O trabalho foi elaborado a partir de entrevistas com diversos grupos sociais da região e mapeadas todas as expectativas e percepções de todas as partes interessadas no empreendimento.

De acordo com o gerente geral de Desenvolvimento da Alcoa Mina de Juruti, Tiniti Matsumoto Jr, “a idéia do promotor é muito interessante e construtiva. A Alcoa já trabalhou num formato semelhante quando participou da elaboração do Plano Diretor Participativo de Juruti, colaborando com a Prefeitura.”

Raimundo Moraes acredita que, nesse primeiro momento, ainda haverá certa resistência ao empreendimento. “É preciso construir um diálogo institucionalmente concreto”, defende o promotor.

Para Tiniti Matsumoto Jr., a sugestão de Raimundo Moraes casa com o interesse da Alcoa de fazer um empreendimento transparente e alicerçado pelo diálogo construtivo. Por isso a companhia irá avaliar a sugestão, inclusive em conjunto com o Poder Público municipal. “Só com o apoio da sociedade obteremos dela o direito de minerar durante no mínimo 70 anos. É muito difícil chegar a um consenso. É indispensável que todos os que, de alguma forma, venham a participar do conselho estejam comprometidos com o objetivo de fazer o melhor pela comunidade”, conclui.

 

03/05/2007 - Agricultura Familiar é alternativa para comunidades de Juruti Velho
Na audiência realizada em 3 de Maio, em Juruti Velho, a maioria das situações levantadas pelos moradores dizia respeito às compensações que a Alcoa deverá proporcionar às comunidades da área de influência direta da extração de bauxita da Mina de Juruti. Para a região, a Alcoa propõe três programas de caráter compensatório, por meio dos Planos de Controle Ambiental (PCAs), com o apoio à agricultura familiar; o manejo florestal não-madeireiro para sustentabilidade econômica das comunidades; e a valorização e revitalização do patrimônio cultural, como é o caso do artesanato. 

Os três programas foram definidos a partir de um diagnóstico participativo realizado no ano passado junto a 59 comunidades das regiões do Planalto, Beira e Lago, localizadas em áreas de influência direta do empreendimento, reunindo cerca de 1.770 famílias, que somam 9.047 pessoas. 

As principais questões levantadas nesse diagnóstico junto às comunidades rurais foram a ocorrência de pragas nas plantações; baixa produtividade; falta de assistência técnica e capacitação dos produtores e artesãos; falta de estradas e transporte para escoar a produção; inexistência de financiamento e de mercado consumidor que valorize os produtos. Segundo a socióloga Adelina Teixeira, responsável pela execução do plano, tanto as ações dos programas, quanto a definição dos moradores beneficiados estão sendo discutidos e serão validados pelas comunidades. Por isso está marcada para este sábado (5) uma reunião com as lideranças comunitárias de Juruti Velho e as instituições parceiras nos programas. 

A proposta inicial da Alcoa consiste em implementar ações como a criação de viveiros e animais domésticos – patos e galinhas, por exemplo – e a criação de peixes em tanques - rede, tudo voltado não apenas para a subsistência, mas também à comercialização. A experiência dos programas desenvolvidos entre a Prefeitura Municipal e a Casa Famíliar Rural, que conta com recursos do Governo Federal, será somada a essa iniciativa da Alcoa Mina de Juruti.


02/05/2007 - NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em relação às informações divulgadas no site do Ministério Público Federal, a Alcoa Mina de Juruti faz os seguintes esclarecimentos:

AUDIÊNCIA
Considera-se natural que os segmentos da sociedade discutam e debatam o empreendimento que implanta em Juruti. Na avaliação da Companhia, os diálogos com a comunidade são considerados de extrema importância para esclarecer aspectos do empreendimento e reforçar os entendimentos para o esforço conjunto pelo desenvolvimento sustentável do município e suas comunidades. Desta forma, diversas ações de relacionamento com a comunidade estão sendo implementadas para esclarecimentos sobre o andamento das ações dos Planos de Controle Ambiental (PCAs), da Agenda Positiva e das próprias obras da Mina de Juruti.

RELATÓRIO
Sobre o relatório preliminar do Ministério Público Estadual (MPE) produzido a partir de uma vistoria realizada nos dias 3, 4 e 5 de janeiro deste ano, a Alcoa informou que não teve acesso ao documento e, de janeiro até então, foram feitos muitos avanços. “Muitas questões levantadas já estão sendo resolvidas por meio da Agenda Positiva, um conjunto de iniciativas da Alcoa debatidas amplamente com o poder público, entidades de classe local e a população”, esclareceu o gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa Mina de Juruti, Mauricio Macedo.

MADEIRA
Quanto à madeira extraída durante os trabalhos de supressão vegetal, a gerência da Companhia respondeu que confirma os compromissos assumidos nas reuniões preparatórias e audiências públicas. Até o mês de junho próximo, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente definirá o destino da madeira extraída no projeto. “Preliminarmente já discutimos a criação de um mecanismo de utilização da madeira e construir com esse recurso um fundo para o município aplicar na gestão ambiental e fortalecer a gestão social, também do município. A gente também tem pressa porque essa madeira não pode ficar muito tempo estocada para não estragar. A madeira é um patrimônio público e não somos nós que vamos definir seu uso”, disse Tiniti Matsumoto Jr., gerente geral de Desenvolvimento da Alcoa Mina de Juruti.
Sobre a questão da madeira, Tiniti Matsumoto Jr. destacou que a Alcoa trabalha para reduzir o total de supressão vegetal, tendo como meta de estar sempre abaixo dos dimensionamentos autorizados. Um exemplo prático mostrado é o caso do porto da mina, onde a Companhia suprimiu metade da área autorizada. A madeira retirada durante a supressão vegetal encontra-se estocada no aguardo de definições pelo órgão ambiental competente.

ÁGUA
Quanto às recentes informações sobre a contaminação das águas dos igarapés Fifi e Maranhão, a Alcoa esclarece que o incidente do transbordamento ocorrido na área do sistema de tratamento de efluentes da Companhia não se referiu a dejetos, mas de águas pluviais e efluentes devidamente tratados. Além disso, já está funcionando com eficiência um novo sistema temporário de tratamento, desativando completamente o antigo sistema. Ainda este mês, a Estação de Tratamento de Efluentes definitiva entra em operação, desativando o sistema temporário gradualmente. Além disso, na cidade não há sistema de tratamento de esgoto e a maior parte da população utiliza “fossas negras”, que por ocasião do período chuvoso verifica-se o arraste de efluentes para os cursos d’água em geral.

SAÚDE
A Alcoa também informou que, por meio de convênio com o Instituto Evandro Chagas – instituição pública de referência em pesquisas em Saúde na Amazônia, são desenvolvidas pesquisas e ações preventivas em diversas áreas da Saúde, inclusive Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e Hepatites, sendo parte de ações dos Planos de Controle Ambiental (PCAs) para orientação e controle de doenças infecto-contagiosas. Para isso, a Companhia investiu na construção de um laboratório de pesquisas para a Secretaria Municipal de Saúde de Juruti.

SEGURANÇA
Diversas ações na área de Segurança e Assistência Social estão previstas na Agenda Positiva, Planos de Controle Ambiental (PCAs) e gestão ambiental da Mina de Juruti, como a construção do Fórum de Justiça de Juruti, apoio para instalações adequadas ao Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), construção de mini-quartel da Polícia Militar, construção da Delegacia da Polícia Civil, programa de Prevenção ao Uso Indevido de Álcool e Outras Drogas, e segurança no trânsito. Neste último tópico, uma rota específica de circulação dos veículos da Companhia, contratadas e subcontratadas já entrou em vigor, evitando as áreas do centro da cidade e melhorando a segurança no trânsito local.

JURUTI PEDE PERMANÊNCIA DO PROJETO
Entre aqueles moradores de Juruti que são favoráveis ao empreendimento na cidade estão Luís Carlos Albuquerque e Lucídia Benitah Batista. Segundo Luís Carlos, o empreendimento é importante para o desenvolvimento tanto do município quanto do Estado e da região Oeste, a partir do momento que gera emprego e renda. “Não queremos voltar para a roça como meio de sobrevivência e que nem nossos filhos passem por essa situação, também, por falta de oportunidades?”, indagou. Para Lucídia, problemas sociais apontados por outros moradores durante a primeira audiência não são comuns apenas em Juruti, pois se trata de uma realidade nacional. “Muitas situações vividas por nós hoje cabe ao poder público resolver. Nós não podemos acusar a empresa de danos ambientais, como a questão dos lagos e mananciais, e não apresentar provas. Toda obra traz incômodo”, analisa. 

AGENDA POSITIVA
As ações da Agenda Positiva, orçadas, em R$ 50 milhões, deverão beneficiar a população jurutiense por todo o período de vida do empreendimento de mineração. Os pontos discutidos no documento tratam das ações prioritárias que devem ser executadas no período de implantação da Mina de Juruti. Mas, a Alcoa deverá conviver e fazer parte da comunidade jurutiense no mínimo 70 anos, e a Agenda Positiva não termina com a instalação do empreendimento: será contínua durante toda a operação da mina. 
“Não somente as ações emergenciais, mas todas as obras constantes na Agenda Positiva são de grande importância social, sendo que algumas vêm resolver problemas históricos do município. Um grupo de trabalho lidera o encaminhamento de discussões detalhadas de cada item da Agenda Positiva, inclusive o estudo sobre a ordem de prioridade das obras”, disse Tiniti Matsumoto Jr. 
Entre as obras prioritárias em execução pela Agenda Positiva, orçadas em R$ 4.6 milhões, estão a macrodrenagem de águas pluviais do bairro Bom Pastor, construção de salas de aula em escolas da rede municipal, melhorias no Hospital Padro Valinoto, com a compra de equipamentos de raio-x, autoclave (equipamento para esterilização de instrumentos cirúrgicos), máquina hospitalar de lavar, máquina hospitalar de secar, centrifugadora para tirar o excesso de água e uma calandra para passar toda a rouparia do hospital, melhoria de todas as ruas não pavimentadas na cidade e manutenção de estradas vicinais, perfuração de um poço, medindo oito polegadas por 250 metros de profundidade, para o abastecimento de água, e compra de dois caminhões compactadores de lixo. 

NÚMEROS
A Alcoa apresentou outros números. Até este momento, a fase de implantação da mina de extração de bauxita em Juruti já rendeu às empresas fornecedoras do Estado do Pará R$ 145,3 milhões, dos quais cerca de R$ 17 milhões já foram encomendados especificamente a firmas estabelecidas no município de Juruti e R$ 40 milhões a outros fornecedores da região Oeste. 
O trabalho é acompanhado de perto pelo Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF) da Fiepa. “O Sistema Fiepa é parceiro da Alcoa por meio do Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que está qualificando trabalhadores. Quase mil pessoas já foram capacitadas e outras 1.800 devem ser treinadas até a fase de operação da mina. Entendemos que essa é uma medida importante para a geração de emprego e renda”, explica o vice-presidente da Federação.



29/03/2007 - Alcoa apresenta porto de Juruti a autoridades marítimas
Representantes de organizações vinculadas ao transporte marítimo paraense se reuniram com a gerência da Alcoa Mina de Juruti, dia 29 de Março, em Belém, para conhecer o empreendimento e a estrutura de porto que será implementado no município em função da atividade de mineração de bauxita. A previsão de início da fase de operação da mina é Maio de 2008. A estimativa é de que cerca de 50 mil toneladas de bauxita sejam embarcadas por semana, inicialmente.

O “Encontro de Autoridades Portuárias e Mina de Juruti” contou com a participação de representantes da Marinha do Brasil, de órgãos públicos estaduais, práticos da bacia Amazônia, além de empresas de navegação. O evento foi uma oportunidade para se discutir técnicas e esclarecer dúvidas, quando os gerentes da Alcoa aproveitaram para mostrar o estágio atual de implementação da mina, com destaque para os compromissos sociais, ambientais e de sustentabilidade com a região oeste do Pará. 

Segundo a Alcoa, na mina de Juruti o terminal fluvial de bauxita é uma das áreas mais importantes para o meio ambiente, por estar localizado na bacia amazônica. João Acácio Gomes de Oliveira, presidente da DTA Engenharia, empresa de consultoria e projetos na área específica de engenharia portuária, responsável pelo detalhamento do terminal fluvial de Juruti, diz que três condições caracterizam a obra como peculiar: a profundidade natural do rio Amazonas; a tranqüilidade das águas; e a pouca ocorrência de ventos. “Por causa dessas condições, não é um projeto que exija esforço sobrenatural”, afirma. O píer de carregamento terá 225 metros de comprimento por 23 metros de largura com cinco dolfins independentes de atracação, dois dolfins de amarração e uma passarela.

Pelos menos seis meses antes de ocorrer o primeiro embarque será feito um trabalho de educação ambiental junto as comunidades de Juruti, uma vez que para a maioria as embarcações são o principal meio de transporte. “As embarcações fazem parte do cotidiano do povo da região. Quem as utiliza sabe dos perigos; mesmo assim vamos reforçar os cuidados e, inclusive, fazer a sinalização fluvial”, diz o consultor portuário da Alcoa, Ronildo Carvalho.

Nos últimos dias, a Alcoa vem se reunindo com vários segmentos da sociedade em Juruti, Santarém e Belém para mostrar o andamento das atividades em Juruti. 


14/03/2007 - Alcoa e Ibama discutem parceria para manejo de quelônios
Cerca de 440 tracajás, pitiús e tartarugas acabam de ser devolvidos ao seu habitat natural por comunitários que moram em regições de lagos de Juruti, Oeste do Pará. O resultado desse trabalho de manejo e conservação das espécies, realizado pela população jurutiense e a Alcoa, rendeu à Companhia o convite para uma parceria que visa a extensão do projeto “Quelônios da Amazônia”, desenvolvido pelo Centro Nacional de Conservação e Manejo de Répteis e Anfíbios - RAN do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). 

A parceria já está sendo discutida entre a Alcoa e o Ibama/RAN, que explica que a idéia é capacitar as comunidades locais que se encontram direta e indiretamente envolvidas no desenvolvimento da região, sejam estas extrativistas, prestadores de serviços, comerciantes, agricultores ou outros segmentos organizados da sociedade. 

De acordo com o Ibama/RAN é importante ressaltar que a qualificação dos segmentos da sociedade para o manejo sustentável de quelônios com potenciais de criação em ambientes confinados com fins comerciais ou em seus ambientes naturais é fundamental para a emancipação do povo e assegurar a conservação das espécies que ocorrem na Amazônia. 

No processo de capacitação realizado pela Alcoa com a participação voluntária de comunitários, as primeiras turmas convidadas, prioritariamente foram compostas por moradores de comunidades eleitas como pilotos: Santa Terezinha do Lago das Piranhas, Santa Maria do Lago do Curumucuri e Nossa Senhora do Carmo do Igarapé das Fazendas. A proposta da empresa é estender as ações para dez comunidades neste ano.

Para quem está inserido nos trabalhos como voluntário, a experiência tem contribiido para a mudança de valores e de postura. Carlos Humberto da Silva Magalhães, atua como facilitador do projeto. Ele diz que o trabalho é emocionante. “Mexer com os quelônios é como cuidar de uma criança. Até meus filhos ajudam nessa tarefa. Tenho 41 anos de idade e já fui uma pessoa que invadiu muito a natureza. De sete nos para cá eu me conscientizei e trabalho em benefício das outras comunidades”, relata.

Para Valjean Soares dos Reis, agente ambiental voluntário da Comunidade Santa Maria, com esse projeto quem ganha é a comunidade. “Os tracajás são que nem gente, precisam de ar, de água e de alimento para sobreviver. É uma iniciativa inédita na nossa comunidade. Me sinto feliz”, comenta.

Maurício Macedo, gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais da Alcoa em Juruti, ressalta que o “Quelônios da Amazônia” tem grande importância em âmbito nacional, buscando ser referência no trabalho conjunto e de aprendizado mútuo, entre os técnicos da Alcoa e do RAN/Ibama, e os moradores das comunidades de Juruti. “É uma iniciativa de grande significado porque está baseada no conceito de desenvolvimento sustentável e de valorização das características ambientais e sociais da região amazônica”, conclui.

Uma equipe técnica do Centro de Conservação e Manejo de Répteis e Anfíbios (RAN) do Ibama foi a Juruti conferir o trabalho proposto em favor dos quelônios e manifestou total apoio ao projeto. “Este projeto é homônimo ao projeto que mantemos no Ibama. Ficamos animados à ponto de sugerirmos, à Alcoa, que juntos expandíssemos os trabalhos para todo o Brasil. Podemos dizer que estamos em fase de namoro”, diz Nicola Tancredi, analista ambiental da jurisdição do Ibama em Santarém. 

O Ibama apresentou a Mauricio Macedo e ao superintendente de Meio Ambiente da Alcoa, Charles Ferreira, um histórico das atividades desenvolvidas pelo RAN em 27 anos de atuação do Projeto Quelônios da Amazônia. Nesse período, o RAN já devolveu cerca de 53 milhões de filhotes à natureza. Só no Tabuleiro de Monte Cristo, no rio Tapajós, entre os municípios de Aveiro e Itaituba, também no oeste do Pará, já foram devolvidos mais de 8 milhões de filhotes e cerca de 300 mil destinados a criadouros. 

Para Marcelo Santos, engenheiro de Controle Ambiental de Fauna e Flora da mina da Alcoa em Juruti, o “‘Quelônios da Amazônia” reforça o potencial dos projetos que atualmente soltam milhares de filhotes em rios e lagos das regiões centro-oeste e norte. “A idéia é manter áreas estratégicas preservadas e cuidadas por agentes das próprias comunidades”, explica. 

Extinção – Desde muito tempo a utilização de quelônios tomou proporções de comércio potencial e lucrativo à ponto de algumas espécies correrem risco de extinção. Medidas visando a recuperação e a redução da atividade predatória foram viabilizadas a partir de 1967 com a publicação da Lei 5.197/67, que dispõe sobre a proteção da fauna. Na década de 1970, os quelônios, em especial as espécies Podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia) e Podocnemis unifilis (tracajá), estavam indicados para compor a lista de animais em processo de extinção. 

Baseado nessa ameaça, o Ibama iniciou os trabalhos do projeto “Quelônios da Amazônia” em 1979, ainda quando a instituição se chamava Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF). Com o desenvolvimento desse projeto, como uma das mais importantes iniciativas ecológicas e sociais do Brasil, por garantir a sobrevivência das várias espécies de quelônios e preservar a cultura regional, oferecendo uma alternativa econômica que valoriza a vocação natural da região no manejo de um recurso potencial e garantindo ditos costumes das comunidades, o RAN tem se consolidado como instituição de referência.

Apesar disso, o órgão enfrenta desafios financeiros crônicos para arcar com as despesas do projeto. Assim, segundo Nicola Tancredi, o Ibama idealiza repetir com a Alcoa uma parceria semelhante a desenvolvida no projeto Tamar, junto à Petrobrás, desde 1983. “A Alcoa se candidata e fazer um excelente trabalho de preservação ambiental. É uma semente que gostaríamos de plantar e quem sabe permaneça rendendo bons frutos e que essa nova parceria entre o RAN e o setor empresarial também conclame outras empresas a apostar na conjugação dos esforços “iniciativa privada + comunidade + órgão governamental” como o caminho seguro para a conservação da natureza e que darão a certeza de melhoria da vida das pessoas da região e referência de qualidade e seriedade no uso sustentável dos recursos ambientais envolvidos”, conclui. 

O Ibama, por meio do RAN, atua nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, que são áreas de ocorrência natural das tartarugas. A proteção e o manejo, têm assegurado a reprodução de tartarugas em até 120 áreas nos rios Amazonas, Tapajós, Trombetas, Purus, Xingu, Juruá, Branco, Araguaia, Crixás-Açú, Javaés e Rio das Mortes, dentre outros. 


14/03/2007 - Alcoa e poder público elegem obras prioritárias em Juruti 
Ações voltadas às áreas de Educação, Saúde e Infra-estrutura foram discutidas, em 14 de Março, durante reunião de trabalho sobre a Agenda Positiva de Juruti, realizada entre a Prefeitura, Câmara Municipal e a Alcoa. Na ocasião foram definidas as ações prioritárias que irão garantir a melhoria na qualidade de vida da população local. 

Das ações em pauta foram consideradas prioritárias a construção de dezesseis salas de aula para atender à demanda atual, a terraplanagem de algumas vias de trânsito mais intenso na área urbana, obras de drenagem pluvial no bairro Bom Pastor para evitar os alagamentos no inverno, a construção de um poço de abastecimento de água, o investimento em novos equipamentos de Raio-X, autoclave e máquina hospitalar de lavar e secar para o Hospital Pedro Vallinoto e a compra de dois caminhões de coleta de lixo para reforçar a estrutura da prefeitura. 

Foram 12 horas de conversa até que os representantes da Alcoa, da prefeitura e da Câmara Municipal estabelecessem a pauta emergencial que atendeu as demandas históricas da cidade e os novos desafios. Durante a reunião as secretarias da prefeitura apresentaram dados estatísticos e informações comparativas entre o orçamento e os investimentos necessários para o município. Também estiveram em debate as oportunidades de parcerias e as responsabilidades a serem assumidas pelas partes interessadas pelo projeto de implementação da Mina de Juruti. 

O prefeito Manoel Henrique Gomes Costa ressaltou a importância de apresentar um diagnóstico atual do município com fatos concretos que propõem a ampliação dos benefícios da Agenda Positiva. “Não queremos, de forma alguma, transferir as responsabilidades do poder municipal à empresa. Mas gostaríamos de apresentar à Alcoa todas as deficiências que a Prefeitura encontra para desenvolver seus trabalhos e buscar sensibilizá-la sobre a necessidade de parceria para mais investimentos à cidade”, destacou.

A reunião foi realizada para atender ao pedido do presidente da Alcoa América Latina, Franklin Feder, que busca dá um alinhamento às ações e prioridades da Agenda Positiva a partir das preocupações evidenciadas em carta encaminhada pelo prefeito de Juruti à Companhia, no último de dia 28 fevereiro, onde propôs encontro para diálogo sobre o tema.

O diretor de Assuntos Institucionais, Nemércio Nogueira, representou Franklin no encontro, que também contou com a presença de representantes de instituições da sociedade civil e associações. Da reunião resultou, também, a criação de um grupo de trabalho que deverá liderar o encaminhamento das discussões sobre a Agenda Positiva, inclusive o estudo sobre a ordem de prioridade das obras.

Segundo o gerente de Desenvolvimento da Mina de Juruti, Tiniti Matsumoto Jr., essas ações deverão beneficiar a população jurutiense por todo o período de vida do empreendimento de mineração. “Os pontos discutidos na reunião tratam das ações prioritárias que devem ser executadas no período de implantação da Mina de Juruti. Mas, a Alcoa deverá conviver e fazer parte da comunidade jurutiense nos próximo 50 ou 70 anos, e a Agenda Positiva não termina com a instalação do empreendimento: será contínua durante toda a operação da mina”, destaca.


20/02/2007 - Alcoa reafirma disposição de comprar no Estado
Um grupo de aproximadamente 30 pessoas da classe empresarial da região oeste do estado, esteve reunido, em 20 de Fevereiro, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), com a gerência da Alcoa para tratar das compras de produtos e aquisições de serviços para o empreendimento de bauxita que a empresa instala em Juruti. As associações comerciais e empresarias de Santarém (ACES) e Juruti (ACEJ) entregaram à Alcoa uma carta com várias reivindicações e uma relação de empresas associadas que poderão ser consultados pela Companhia, contratadas e sub-contratadas antes das aquisições.

Foi um momento em que a classe empresarial, em especial de a Santarém, aproveitou para sanar dúvidas e ouvir os esclarecimentos da Alcoa sobre os procedimentos para contratações e compras. A proposta é que o encontro passe a ser feito, no mínimo, a cada 60 dias.

Além do gerente de Aquisição e Logística da Alcoa, Cláudio Villaça, do gerente de Sustentabilidade e Assuntos Institucionais, Mauricio Macedo, e do gerente geral de Desenvolvimento da Mina de Juruti, Tiniti Matsumoto Jr., a reunião contou com a participação do gerente de Projetos da Construções e Comércio Camargo Corrêa, Heitor Takaki, que disse que é desejo da construtora estar sintonizada com os anseios dos empresários da região.. 

“A presença da Camargo Corrêa foi muito importante por ser a construtora contratada pela Alcoa que movimenta o maior volume de compras nas obras da Mina de Juruti. Foi um momento impar para apresentarmos as situações que são desenhadas no oeste paraense, sendo que algumas causaram mal-entendidos”, conta. 

A gerência da Alcoa Mina de Juruti reafirmou a plena disposição e o interesse da Companhia em desenvolver ações concretas que priorizem e valorizem os fornecedores paraenses. De acordo com o gerente de Aquisição e Logística da Alcoa, Cláudio Villaça, por uma questão de logística é interessante para a própria Alcoa que as compras de produtos e as aquisições de serviços sejam feitas na própria região oeste. Quando não, seguindo a orientação do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), sejam feitas no Pará, para o desenvolvimento comercial da região. 

Ainda segundo Villaça, as associações comerciais solicitaram à Companhia que sejam destinados para os pacotes de caráter técnicos menores ou específicos uma pequena fração para empresas locais. Nessa fase de implantação, a maior necessidade é de pacotes que demandam tecnologia e que nem sempre uma empresa local tem como atender. Cláudio Villaça assegura que, mesmo assim, caso a vencedora da licitação seja de outro estado, é orientada a subcontratar produtos e serviços no Pará. 

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (ACES), Olavo das Neves, não há problema em a Alcoa e suas contratadas fazerem suas aquisições em outros municípios paraenses, porém a classe empresarial do oeste quer atenção especial uma vez que o empreendimento da Alcoa está sendo instalado na região. 

Até o momento, a fase de implantação da mina de extração de bauxita em Juruti já rendeu às empresas fornecedoras do Estado R$ 145,3 milhões, dos quais cerca de R$ 17 milhões já foram encomendados especificamente a firmas estabelecidas no município de Juruti e R$ 40 milhões a outros fornecedores da região oeste. 

Tais compras foram efetuadas da seguinte forma: 22% de empresas de Belém, 32,7% de Ananindeua; 2,9% de Santarém; 0,1% de Óbidos; 0,1% de Tracuateua; 0,2% de Castanhal; 0,4% de Itaituba;1,6% de Barcarena; 3,3% de Altamira; 11,5% de Juruti; 12,5% de Monte Alegre; 12,6% de Oriximiná. O montante destinado à região oeste representa 43,3% do total de aquisições.

Fiepa 
Nesse mesmo clima de entendimento, a gerência da Alcoa se reuniu com a classe empresarial da Região Metropolitana de Belém na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) para apresentar o cronograma de execução da obra e seu estágio atual, os desafios e ricos do empreendimento, os investimentos, as compras e os pacotes, e a Agenda Positiva de obras em favor do município. 

O presidente da Fiepa, José Conrado, avaliou como positivo a presença da Alcoa na Fiepa e disse que entidade está de portas abertas para a companhia. Para ele, a Alcoa uma empresa paraense, pois está estabelecida no estado e aqui gera emprego e renda, portanto isso dá à entidade o direito de cobrar ou defendê-la. Ele disse que o caminho do entendimento é o diálogo e a transparência e se propôs a ajudar a empresa. Para completar, ele disse que o empresariado local quer a oportunidade de participar mais do empreendimento.


22/01/2007 - Juruti debate sustentabilidade
Governo do Estado, prefeitura de Juruti, organizações não-governamentais, entidades de classe e representantes da Alcoa estiveram reunidas em Juruti no evento “Juruti Sustentável”. A solenidade de abertura teve a participação do prefeito de Juruti, Manoel Henrique Gomes Costa; da governadora Ana Júlia Carepa e do presidente da Alcoa América Latina, Franklin Feder; além de demais funcionários da empresa que atuam na Mina de Juruti, além de empresas contratadas e parceiros.

Durante a exposição serão mostrados os Planos de Controle Ambiental (PCAs) e a Agenda Positiva, resultado de diálogo da empresa com a população local através de reuniões prévias e audiências públicas. Foi isso que garantiu a concessão da Licença Prévia e da Licença de Instalação. O empreendimento da Alcoa em Juruti está sendo implantado desde maio de 2006. O cumprimento dos compromissos previstos por essas ações é fundamental para a obtenção da Licença de Operação da mina. 

Os Planos de Controle Ambiental (PCAs) vão desenvolver ações de pesquisa em saúde junto à comunidade, monitoramento contínuo sobre a qualidade do ar e da água, cursos de capacitação da mão-de-obra e de gestão empresarial desenvolvidos com foco nos profissionais e empresários jurutienses além do salvamento da flora e fauna da área de influência direta do empreendimento, entre outras iniciativas.

Já a Agenda Positiva lista uma série de compromissos voluntários assumidos pela Alcoa, em parceria com a prefeitura. Entre eles, está a construção de um novo hospital municipal e da escola definitiva do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Outros pontos de destaque são os projetos de manejo e conservação de quelônios, tracajás e pitiús e a melhoria de estradas de acesso para comunidades rurais.

Todo o trabalho em andamento é resultado do diálogo entre comunidade local e a empresa, que começou ainda na fase de audiências públicas e reuniões prévias para a implantação do projeto de beneficiamento de bauxita. Para a última fase de licenciamento, a obtenção da Licença de Operação (que está em dia com os prazos estabelecidos pela Sectam), é fundamental o cumprimento dos compromissos assumidos nos PCAs e na Agenda.


10/01/2007 - Comunidades sustentáveis em Juruti
Com o objetivo de fortalecer as organizações comunitárias de Juruti, a Alcoa, Alcoa Foundation e Instituto Alcoa, em parceria com diversas entidades representativas locais, desenvolvem o Projeto de Desenvolvimento Comunitário Solidário. 

Chamado de Projeto Pajiroba, a iniciativa pretende incentivar a geração de renda, beneficiando cerca de 400 famílias do município. A estratégia do Projeto Pajiroba é reduzir as desigualdades sociais, tornando sustentáveis várias comunidades jurutienses. 

Os trabalhos começaram no final de 2004 com a identificação das potencialidades, necessidades e expectativas dos moradores. Também foi realizado um curso de formação para que as comunidades pudessem compreender a realidade em que vivem. Os 53 líderes comunitários que participaram do curso tiveram aulas de técnicas agrícolas, gestão de produção, assessoria prática, acompanhamento, monitoramento e avaliação de produtos e concluíram o módulo em Maio deste ano.

Os parceiros locais são o Centro de Estudos e Formação do Trabalhador do Baixo Amazonas (CEFT-BAM), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Juruti, Associação das Mulheres Trabalhadoras do Baixo Amazonas, Associação dos Deficientes, Associação dos Artesões e Prefeitura Municipal. No âmbito nacional, a Alcoa conta com a parceria da Rede Américas – Rede Interamericana de Fundações e Ações Empresariais para o Desenvolvimento de Base e o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) – para o desenvolvimento do Projeto Pajiroba. 

“As parcerias locais serão responsáveis por uma série de cursos que serão oferecidos às comunidades nos próximos três anos”, informa a coordenadora de Desenvolvimento do ICE, Fernanda Bombardi. Segundo ela, nesse período, serão investidos R$ 2,5 milhões no projeto, financiados pela Alcoa, Grupo Camargo Corrêa, Rede Américas e ICE. Também está previsto para este ano ainda um censo junto às comunidades que participam do Pajiroba para levantar dados que permitam comparar o avanço da produção. 

Para Fernanda Bombardi, o grande diferencial do projeto é a participação direta da comunidade. “Além das lideranças comunitárias, ouvimos também as sugestões das organizações sociais do município, subsidiados também por informações junto ao IBGE para elaborar o plano de atuação”, acrescenta. 

Projeto entra em nova fase
Em Outubro, o Projeto Pajiroba começará uma nova fase, dividida em quatro grandes ações. A primeira será investir fortemente na cadeia produtiva da mandioca para a geração de renda, já que a maioria das comunidades rurais de Juruti cultiva a raiz. A segunda ação será de investimentos na diversificação da cultura, a partir de análises do potencial da região e do assessoramento por técnicos agrícolas.

A terceira irá incentivar a produção coletiva de artesanato nas comunidades que não cultivam mandioca ou cultivam em pequena escala. O objetivo é garantir a participação de outras comunidades no Projeto e promover a integração das pessoas. A quarta e última ação será organizar os trabalhadores para a comercialização dos produtos, seja por meio de associações ou cooperativas.

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