Quelônios da Amazônia
O ambiente está longe de ser algo completamente alheio à cena social. O melhor exemplo dessa integração talvez seja o projeto de preservação dos quelônios, popularmente conhecidos como tartarugas, na região de Juruti. A Alcoa integrou-se oficialmente, em Fevereiro de 2008, ao projeto (iniciado há cerca de 30 anos na Amazônia), em parceria com o Instituto Chico Mendes, ligado ao Ministério do Meio Ambiente. As atividades na região estão sendo financiadas pela Empresa. Neste ano já foram liberados R$ 620 mil, geridos pela Associação Pró-Tartaruga.
Tartarugas e jabutis são os quelônios mais
conhecidos. Mas na região são mais comuns os tracajás e pitiús, que tradicionalmente servem como alimento para os moradores do local.
O programa de preservação dos quelônios compreende 50 áreas de desova, em 11
comunidades, na região de Juruti. A atividade abrange um público de aproximadamente mil famílias. O Instituto Chico Mendes está avaliando os sítios para identificar os melhores locais de preservação dos
ovos. As incubadoras, ou chocadeiras, constituem a espinha-dorsal do projeto,
mas, numa situação ideal, também é possível garantir o local escolhido pelos próprios quelônios para a
desova. O entendimento do Centro de Répteis e Anfíbios do Instituto Chico Mendes com a Alcoa foi de longo prazo – e se conecta com os demais projetos existentes em nove estados da Amazônia. O Programa de Manejo de Integração das Comunidades prevê: manejo e
pesquisa; Clubinho da Tartaruga (trabalho com as escolas e crianças); educação ambiental
permanente; e tecnologia sustentável – desenvolver várias alternativas de
sustentabilidade, com ganho financeiro. Com uma experiência de três décadas na Amazônia, o projeto já produziu ao todo 3,5 milhões de quelônios.
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