Quelônios da Amazônia
Em Março de 2007, comunitários que moram nas regiões de lago de Juruti, Oeste do Pará, devolveram ao habitat natural 441 tracajás, pitiús e tartarugas. O projeto de manejo e conservação de quelônios é desenvolvido pela comunidade de Juruti e a Alcoa, com o apoio do Centro Nacional de Conservação e Manejo de Répteis e Anfíbios - RAN do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A proposta do projeto “Quelônios da Amazônia” é capacitar as comunidades locais que participam direta e indiretamente do desenvolvimento da região, sejam extrativistas, comerciantes, agricultores, sejam outros segmentos organizados da sociedade. As comunidades de Santa Terezinha, do Lago das Piranhas; Santa Maria, do Lago do Curumucuri; e Nossa Senhora do Carmo, do Igarapé das Fazendas, são as primeiras a participar do projeto.
De acordo com dados apresentados pelo Ibama em encontro realizado com a Alcoa, o Instituto já implementa projeto de mesmo nome há 27 anos, por meio do Centro Nacional de Conservação e Manejo de Répteis e Anfíbios – RAN. Neste período, cerca de 53 milhões de filhotes foram devolvidos à natureza. Só no Tabuleiro de Monte Cristo, no rio Tapajós, entre os municípios de Aveiro e Itaituba, também no Oeste do Pará, foram devolvidos mais de 8 milhões de filhotes e cerca de 300 mil destinados a criadouros.
Extinção – Há muito tempo a utilização de quelônios tomou proporções comerciais a ponto de algumas espécies correrem risco de extinção. Desde 1967 algumas medidas foram adotadas para recuperar e reduzir a atividade predatória, com a publicação da Lei 5.197/67, que dispõe sobre a proteção da fauna. Na década de 1970, os quelônios, em especial as espécies Podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia) e Podocnemis unifilis (tracajá), estavam indicados para compor a lista de animais em processo de extinção.
Baseado nessa ameaça, o Ibama iniciou os trabalhos do projeto “Quelônios da Amazônia” em 1979. Com o desenvolvimento desse projeto, o RAN tem se consolidado como instituição de referência. O Instituto conseguiu garantir a sobrevivência das várias espécies de quelônios, além de preservar a cultura regional.
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