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A Usina Hidrelétrica Estreito (UHE Estreito), um empreendimento do Consórcio Estreito Energia (CESTE), está sendo construída no Rio Tocantins, na divisa entre os estados de Tocantins e Maranhão, e terá uma potência de 1.087 MW. Investimento estimado de R$ 3 bilhões, gerará cerca de 5,5 mil empregos diretos e 15,5 mil empregos indiretos durante a fase de implementação, totalizando 22 mil.
O empreendimento segue um cronograma dividido em três fases. A fase zero compreendeu a instalação do canteiro de obras com alojamentos para os trabalhadores, refeitório, área de lazer e escritórios. No local - de 1.300 hectares de área - estão concentrados os trabalhos construtivos da barragem de Estreito, que deverá estar pronta para iniciar a geração em 39 meses a partir de Fevereiro de 2007.
A fase 1 (um) engloba os serviços de escavações e movimento de terras para a construção das ensecadeiradas e do vertedouro, que possibilitarão o início da concretagem (fase dois), que consiste na construção da barragem e da usina propriamente ditas.
Paralelo aos trabalhos realizados no canteiro, também ocorrem os serviços de aquisição de propriedades, remanejamento da população e relocação da infra-estrutura na área do futuro reservatório da UHE Estreito, que englobam a construção e alteamento de pontes, relocação de linhas de transmissão, construção de estradas e atracadouros, entre outras demandas, além dos serviços voltados às diversas variáveis ambientais.
A previsão é que o enchimento do reservatório seja iniciado em Maio de 2010 e em Setembro do mesmo ano comece a operar a primeira das oito turbinas geradoras de energia. A UHE Estreito deve estar em pleno funcionamento em Novembro de 2011.
Por meio da realização de diversas audiências públicas, ocorridas entre 2001 e 2004, o projeto de Estreito foi apresentado e amplamente discutido em todas as comunidades locais dos municípios que ficarão no entorno da usina de Estreito e de seu reservatório. Como resultado, as audiências públicas apontaram uma série de melhorias e compromissos que foram incorporadas no Estudo de Impacto Ambiental, resultando na obtenção da Licença Prévia, em Abril de 2005, documento que atesta a viabilidade ambiental do projeto.
No final de 2006, o Projeto Básico Ambiental foi aprovado pelo IBAMA-Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, obtendo, dessa forma, a Licença de Instalação para a construção da Usina de Estreito.
A Alcoa possui 25,49% de participação no consórcio. Os demais participantes são a Suez Energy South América Participações Ltda. (40,07%), Companhia Vale do Rio Doce (30%) e Camargo Correa Energia S.A (4,44%). A concessão de uso para a exploração da usina foi adquirida por meio de leilão, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 12 de Julho de 2002, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
A energia produzida pela UHE Estreito será incorporada aos sistemas Norte/Nordeste e Norte/Sul/Sudeste de transmissão de energia, e poderá ser distribuída para todo o território nacional, para consumidores industriais e residenciais, inclusive para os moradores da região onde será construída a
usina. |
Hidrelétrica


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