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06.12.06 - Entrevista: Thiago de Aguiar Pessanha Gripp
Thiago de Aguiar Pessanha Gripp, do curso de Desenho Industrial do Centro Universitário da Cidade, Rio de Janeiro, conquistou o segundo lugar na categoria Projeto do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. O trabalho, intitulado Cama Orça-ma, foi orientado pelo professor Danillo de Gadê Negocio Filho.
Por que você decidiu participar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio? Tudo começou quando eu tinha uns 13 anos e a primeira bicicleta de alumínio foi lançada por uma marca nacional. Fiquei maravilhado: ela era tão leve e, ainda assim, conseguia ter a mesma resistência. Desde então, o material tornou-se alvo da minha atenção. Dez anos depois, quando fiquei sabendo do Prêmio não hesitei em participar.
Você acredita que este prêmio possa contribuir para sua vida profissional? Com certeza. É uma oportunidade que o estudante tem de se mostrar para o mercado nacional, um passo inicial na carreira. Para o designer, o portfólio é extremamente valorizado, e sendo um trabalho que conta com o aval da Alcoa, sem dúvida, é um excelente diferencial.
Como foi o processo de escolha do tema e desenvolvimento do trabalho? Sempre gostei muito de móveis, de estudar sua evolução, desde a idade média quando eram produzidos individualmente até os dias de hoje. Eu sempre quis entender o motivo das escolhas dos materiais e dos adornos etc. Pensei em criar uma cama diferente, já que os modelos existentes têm formatos muito parecidos, monótonos. Fiz uma pesquisa a fim de aproximar o produto do público jovem. Minha idéia foi tirar um pouco a seriedade, proporcionando uma peça dinâmica e ideal para o espaço tão reduzido dos apartamentos de hoje em dia. Segui meu estilo de desenho e criação e desenvolvi o processo pensando no amanhã.
E a orientação? Agi com bastante independência na execução do projeto desde o início, mas a atuação do orientador foi muito importante para sanar as minhas dúvidas técnicas.
Que retorno você espera com a sua participação no Prêmio? Espero ser reconhecido, seja por fábricas, seja por donos de escritórios de design interessados em absorver essa massa criativa que se destaca no concurso. Não é novidade que o design seja um diferencial para o produto. Espero que tenham empresários que tragam a realidade dos projetos desenvolvidos, aproveitando a oportunidade de trabalhos que já foram concebidos com enorme empenho.
06.12.06 - Entrevista: Louise Brasileiro Quirino
Louise Brasileiro Quirino, aluna do curso de Desenho Industrial da Universidade Federal de Campina Grande (PB), desenvolveu um estojo para itens de primeiros socorros utilizado na prática de esportes. O trabalho conquistou o terceiro lugar na categoria Projeto do 5° Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio e foi considerado pela comissão julgadora como um produto de grande apelo visual e comercial.
Como surgiu o interesse em participar do Prêmio? Foram diversos motivos. Um deles foi fazer com que o estado da Paraíba se destacasse no cenário de design nacional, mostrando o potencial dos profissionais do Nordeste. Outro motivo importante foi a intenção de divulgar o curso de Desenho Industrial da Universidade Federal de Campina Grande, apresentando um produto passível de produção industrial, além, é claro, do reconhecimento oferecido pelo concurso.
Como foi a escolha do tema e o desenvolvimento do projeto? Sempre tive fascínio por embalagens para transportar remédios. Colocava alguns medicamentos dentro de caixinhas pequenas e as carregava na bolsa. Certo dia, quando estava assistindo a um programa de esportes, tive a idéia de desenvolver algo ligado aos cuidados médicos para esportistas de aventura. O projeto, no total, teve duração de aproximadamente cinco meses: os dois primeiros foram destinados à pesquisa em sites e os demais foram tomados com o detalhamento e a fabricação do modelo final. A intenção foi desenvolver um produto que resistisse ao contato com a água, com formato inovador, e que fosse leve, resistente e prático.
E o trabalho com o orientador? A orientação foi constante e sistemática. Nosso professor e orientador, Itamar Ferreira da Silva, apontava os erros e acertos do produto em cada fase. Ele foi excelente, pois incentivou e acreditou no projeto o tempo todo, ressaltando a importância de se chegar a um resultado de qualidade.
Você acredita que a participação no Prêmio irá contribuir para a sua vida profissional? De que maneira? Acredito, sim! Estou terminando o curso de Desenho Industrial e logo estarei no mercado de trabalho. A iniciativa da Alcoa é excelente. Poderá oferecer várias oportunidades no campo profissional, trazendo vantagens e reconhecimentos.
Dicas/Entrevistas 29.11.06 - Entrevista: Hoardy 29.11.06 - Entrevista: Gryciane Silva de Lima 10.11.06 - Entrevista com Paulo Henrique de Faria, estudante de Tecnologia em Produção Mecânica do Centro Universitário de Itajubá (MG) 18.09.06 - Entrevista concedida por Danilo de Gadê Negocio Filho – Orientador do Prêmio Alcoa 2005. 28.08.06 - Entrevista com Christina Britto Larroudé de Paula Leite – Profa do curso de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas e responsável pela orientação e avaliação dos trabalhos de fim de curso da mesma instituição. 17.08.06 - Saburo Ikeda, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e professor da Escola Politécnica da USP (Epusp) 01.08.06 - Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa América Latina 25.07.06 - Carlos Alberto Barbosa Souza, orientador do vencedor do Prêmio Alcoa em 2005 na categoria Projeto 08.06.06 - Evandro José de Oliveira Nascimento, vencedor na categoria Gestão do Prêmio Alcoa em 2005 22.05.06 - Entrevista: Rodrigo Kirck Rebelo, vencedor do Prêmio Alcoa em 2005 11.05.06 - Entrevista: Luis Carlos Loureiro Filho, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) 02.05.06 - Entrevista: Arnaldo Antonio Martino, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) São Paulo
29.11.06 - Entrevista: Hoardy Hoardy da Silva Soares é um dos homenageados com Menção Honrosa no 5° Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, com o carrinho para transporte de água mineral. Ele e seus dois colegas, Ademário Santos Tavares e Lediana dos Santos Costa, que participaram do trabalho, cursam Desenho Industrial na Universidade Federal de Campina (PB).
O que vocês acharam de participar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
É muito interessante por ser um concurso de âmbito nacional, pela possibilidade de ter o projeto selecionado e divulgado por todo o País. Além disso, por se tratar de uma premiação bastante significativa. Acreditamos que com o prêmio, o potencial criativo e inovador dos alunos do curso de Desenho Industrial da UFCG será reconhecido, tornando-se assim um diferencial curricular. O prêmio é exemplo a ser seguido por outras empresas, pois incentiva o aluno, o professor e as instituições a desenvolverem novos projetos, passíveis de produção industrial.
Cremos, também, que a participação no prêmio terá influência na conquista de emprego, pois é altamente reconhecido e as empresas e instituições de todo o País poderão saber da qualidade do nosso trabalho, competência e criatividade para executar projetos de design de produtos.
Como foi o processo de criação e desenvolvimento do projeto?
O tema foi escolhido na aula de Produto II, que havia adotado uma abordagem livre para o desenvolvimento do trabalho. Depois da realização de um brainstorm, chegamos a quatro opções de produtos a serem desenvolvidos. Dos quatro, um foi escolhido para a disciplina e outros para o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2006. A idéia veio a partir da busca por um produto de uso domiciliar, que suprisse a necessidade do transporte do garrafão de 20 litros de água mineral e o tornasse prático e eficiente, procurando anular a possibilidade de acidentes com este produto.
Quais foram as dificuldades que vocês encontraram ao longo de todo o processo? Como conseguiram superá-las?
A maior dificuldade foi tornar o produto o mais simples possível, mas sem perder as características e funções traçadas nos requisitos para o projeto, e ao mesmo tempo, fazê-lo incorporar um conceito atual e inovador. As dificuldades foram superadas por meio de conversas entre os integrantes da equipe e o professor orientador, que sempre questionava as mudanças no projeto real e a necessidade das alterações, como isso poderia melhorar ou prejudicar o produto.
E o processo prático de pesquisa e orientação?
O primeiro passo foi elaborar um painel semântico, utilizando imagens para definir as características do público-alvo e as tendências que iríamos seguir. Logo depois, foram realizadas as reuniões para estabelecer a configuração formal do produto. Durante todo o processo houve o acompanhamento do professor orientador e total interação entre os integrantes da equipe, o que resultou no projeto de total consenso. Voltar
29.11.06 -Entrevista: Gryciane Silva de Lima Gryciane Silva de Lima, vencedora do 1° lugar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio na categoria Projeto, com o trabalho Assento Móvel, projetado para uso em locais públicos. Orientada pelo professor Robson Gomes da Silva, a estudante cursa Desenho Industrial na Faculdades Nordeste de Fortaleza (CE).
Por que houve interesse em participar do Prêmio?
Considero esse concurso muito importante para os novos talentos do Brasil, além de ter grande repercussão. É um prêmio que incentiva a inovação e o desenvolvimento da área.
Como foi a escolha do tema e o desenvolvimento do projeto?
A escolha foi baseada em um dos principais objetivos do projeto, no caso, a possibilidade de deslocamento do assento para melhor acomodação. A idéia surgiu a partir da percepção do incômodo que via nas pessoas com o uso de assentos em locais públicos, já que não podem deslocar-se quando acharem conveniente. O projeto evoluiu a partir dessa constatação e procurou agregar funcionalidades adicionais.
E o processo de pesquisa?
Ao definir o foco do projeto, procurei observar cuidadosamente o uso dos assentos públicos, como paradas de ônibus, shopping centers e outros. Notei que as pessoas, muitas vezes, preferem ficar em pé a sentarem ao lado de outras em determinadas situações, resultando em um mau aproveitamento da proposta oferecida pelo local, que seria o conforto.
Você acredita que a participação no prêmio poderá contribuir para sua vida profissional?
Sem dúvida, pois a premiação trará um leque de boas propostas, além de contribuir para a ascensão no meu atual emprego. Voltar
10.11.06 - Entrevista com Paulo Henrique de Faria, estudante de Tecnologia em Produção Mecânica do Centro Universitário de Itajubá (MG) Entrevista com Paulo Henrique de Faria, estudante de Tecnologia em Produção Mecânica do Centro Universitário de Itajubá (MG). Ele e os alunos Alexandre Ribeiro Cardoso, Márcio Hessel Verraci e Paulo Fonseca Júnior foram os vencedores na categoria Planejamento de Gestão com o trabalho “Aquecedor Solar Alternativo por Reflexão”.
Por que houve interesse em participar do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio?
Um amigo fez o convite e aceitamos como um desafio. Julgávamos ser muito interessante por se tratar de um projeto proveniente da iniciativa de uma empresa como a Alcoa e por ser um prêmio de abrangência nacional.
De onde surgiu a idéia do projeto? Como se deu o processo de criação e desenvolvimento?
Reunimos o grupo na faculdade e somamos idéias. Uma delas foi justamente a de fazer um aquecedor com alguns diferenciais. O que nos levou a concretizar este projeto foi a viabilidade, já que o trabalho poderia ajudar a população de baixa renda. Tomamos como escolha, pois é um aproveitamento alternativo de energia, que envolve responsabilidade social. Trabalhamos, então, por algumas semanas no conceito, e depois nos dividimos: duas pessoas do grupo teriam foco na parte escrita e as outras duas teriam foco na parte física. Daí para frente, passamos a ter orientação, desenvolvemos o desenho e fomos atrás de parcerias com oficinas, que nos emprestassem espaço e equipamentos. Então, começamos a produzir.
Como foi o processo de orientação ?
O professor Jorge Henrique nos ajudou e deu suporte em tudo o que precisamos, mas também nos deixou livres para todo o desenvolvimento. Trabalhamos em equipe e sua ajuda foi fundamental com os cálculos, para sabermos se o produto realmente funcionaria ou não.
Quais as dificuldades encontradas para fazer o projeto?
Uma delas foi a falta de tempo, que conseguimos contornar trabalhando nos finais de semana e sacrificando nossas horas de descanso, investidas no projeto. O espaço físico também se tornou uma dificuldade, pois não tínhamos lugar para executar o trabalho. Fizemos alguns contatos com uma oficina e trocamos serviços para que ela nos cedesse este espaço necessário.
O que você espera com a conquista do primeiro lugar nesse prêmio?
Reconhecimento profissional e da universidade, pelo esforço da nossa equipe e da capacidade que mostramos ter.
Você acredita que o prêmio possa ajudar na sua carreira profissional?
Com certeza. É um peso muito favorável, já que é promovido por uma empresa tão reconhecida. Esse prêmio é muito valorizado no mercado, importante tanto para quem promove quanto para quem é beneficiado. Os resultados poderão também se refletir na empresa, alunos e a sociedade. Isso devido à aplicabilidade dos produtos desenvolvidos. Para qualquer profissional, a maior satisfação não é só o auto-benefício. É ajudar os outros também. Voltar
18.09.06 - Entrevista concedida por Danilo de Gadê Negocio Filho – Orientador do Prêmio Alcoa 2005.
Qual é o papel do orientador?
O grande papel do orientador é o de acompanhar o projeto. Ele deve ajudar o aluno a aplicar a metodologia necessária, de forma a interferir, o mínimo possível, na execução do trabalho. Esta postura torna-se necessária para que o aluno possa manter sua idéia original.
O que não pode faltar no processo de orientação para que o aluno obtenha sucesso no prêmio?
Aplicar a metodologia de maneira correta, identificar o usuário, o problema e buscar a solução ideal. Deve-se manter foco na ergonomia e considerar a preocupação ecológica de aplicar o uso correto dos materiais.
Quais as maiores dificuldades enfrentadas durante o desenvolvimento do projeto?
É complicado fazer a transição para o real. Acredito que o mais difícil seja conseguir criar a representação de uma idéia que está em mente.
Qual a importância em participar do prêmio?
O link da universidade com uma empresa de nome como a Alcoa é muito importante. Para o aluno, só o fato de participar já é um ganho muito grande, pois com certeza a experiência agrega muito como portfolio. A Alcoa está de parabéns pela iniciativa. Voltar
28.08.06 - Entrevista com Christina Britto Larroudé de Paula Leite – Profa do curso de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas e responsável pela orientação e avaliação dos trabalhos de fim de curso da mesma instituição.
Qual a importância de participar do Prêmio Alcoa? Eu acho que todo o projeto de elaboração é uma forma de crescimento pessoal dos estudantes, independente de ter ou não ter um prêmio. É evidente que quando uma empresa se dispõe a contratar pessoas para avaliar e premiar estes trabalhos é um incentivo muito grande, para gerar novas formas de trabalho, novas idéias.
Que dicas você dá para os universitários que participarão este ano? Em primeiro lugar, eles precisam de uma boa idéia. Depois, é importante contar com a colaboração de professores que se interessem por esta idéia, que acreditem nela. E, finalmente devem elaborar um bom trabalho, com qualidade acadêmica que mereça o prêmio.
Conte como foi para você, participar como jurada. De certa forma, eu trabalho com isso, pois aqui na GV participo de comissões julgadoras de TCC’s, etc. Mas, participar de assuntos diferentes, como alumínio, foi muito interessante. Acompanhei desde o primeiro prêmio, e fiquei muito contente em ver a evolução do que foi apresentado até então. Os alunos passaram a se preocupar mais e houve uma melhora muito grande a cada edição. Isso foi muito gratificante.
O que você acha que a experiência agregou para todos os participantes? Idéias novas e a preocupação de melhoria, isso é muito válido para o aprendizado dos universitários. E para a empresa, a visão de novos profissionais e projetos inovadores. Para a comissão julgadora, é muito bom ver que o nível dos trabalhos está melhorando. Com certeza foi muito produtivo. Voltar
17.08.06 - Entrevista com Saburo Ikeda, pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas e professor da Escola Politécnica da USP (Epusp). Ikeda participou da comissão julgadora do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio no ano passado.
Qual a importância de participar do Prêmio Alcoa?
Acredito que para o desenvolvimento social e econômico do país dois fatores são fundamentais: a produtividade, que é uma questão mais operacional e a criatividade, que dá origem às grandes inovações. Este último fator é um diferencial muito grande, reconhecido no mundo todo. A sociedade, não só no Brasil mas em muitos outros países também, não está preparada para ensinar criatividade. São raras as escolas que oferecem disciplinas e atividades que estimulem o processo de criação. O Prêmio Alcoa promove esta faceta e foi um dos primeiros a seguir essa direção. Ele avança em um sentido muito positivo, tanto que, outras empresas estão adotando premiações similares.
Que dicas o senhor dá aos universitários que participarão neste ano?
Recomendo que os jovens não imponham limites. Pude observar nos prêmios anteriores que muitos participantes ficam restritos aos tipos de criações dentro de seus cursos e faculdades. Eles devem romper essa barreira, muitas vezes imposta de maneira involuntária, e expandir suas idéias para horizontes mais globais, explorar novas fronteiras de aplicação.
Conte como foi para o senhor participar como jurado
Foi uma experiência muito boa. Sou professor de engenharia e foi possível ver jovens participantes apresentando suas criações com preocupações muito interessantes. Não apenas com aspectos econômicos, mas eles se preocupam também com o social, o meio ambiente, melhoria na qualidade de vida etc. Este é o jovem que será ótimo para o futuro do Brasil.
Quais ensinamentos os jovens podem tirar do Prêmio Alcoa?
Para os concorrentes, o fato de crescer, aprender no processo competitivo é muito benéfico. Para os jurados, é uma oportunidade de conhecer e analisar o que há de novo. Em todos os anos em que participei do Prêmio, fiquei muito surpreso com o resultado dos trabalhos que extrapolaram as expectativas. Voltar
01.08.06 - Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa América Latina Número de inscritos aumenta a cada ano!
Os organizadores do Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio receberam com muita alegria a notícia do aumento de 19% no número de inscrições, sobre o ano passado, estabelecendo novo recorde. Esse crescimento mostra que o interesse pelo concurso, entre estudantes e acadêmicos, tem aumentado a cada edição do prêmio.
“Todo ano surgem novas idéias que podem contribuir para uso do alumínio em outros mercados, aplicações e desenvolvimento de produtos”, afirma Nemércio Nogueira, diretor de Assuntos Institucionais da Alcoa América Latina.
“Tentamos também passar aos jovens brasileiros um pouco dos nossos valores e principais preocupações, como a importância da reciclagem para o alcance da sustentabilidade. É com a reciclagem infinita do alumínio que contribuímos também para a melhoria da qualidade de vida em um meio ambiente mais saudável”, comenta Nemércio. Uma das novidades do Prêmio Alcoa neste ano foi a criação do tema reciclagem de alumínio para a categoria Planejamento de Gestão.
Para Nemércio, o outro diferencial desta edição é a possibilidade de alunos de quase todos os estados brasileiros, dos cursos de Design, Comunicação Social, Administração de Empresas, Arquitetura e Urbanismo, Engenharias, Economia, Relações Públicas, Moda, entre outros, de muitas instituições de ensino, fazerem as suas inscrições. “Conhecer as idéias de diferentes alunos irá agregar mais valor ao Prêmio e trará projetos inovadores. Estamos ansiosos para ver os resultados desta diversificação”.
O apoio de renomadas entidades do setor – como o Instituto de Arquitetos do Brasil, Instituto de Engenharia, Instituto Ethos, Associação Brasileira de Ensino de Design e a Associação Brasileira de Designers de Produtos – também é fator importante a partir desta quinta edição do prêmio. “Apoios como estes são mais um passo para consolidar a representatividade do Prêmio Alcoa e a importância dele perante importantes instituições brasileiras”, avalia Nemércio.
“Cada vez mais orgulhosos, vamos aguardar com ansiedade os trabalhos deste ano. E a vocês, estudantes concorrentes, boa sorte”! Voltar
25.07.06 - Carlos Alberto Barbosa Souza, orientador do vencedor do Prêmio Alcoa em 2005 na categoria Projeto
“O vencedor do Prêmio Alcoa está com a carreira garantida”
“O jovem que ganhar o prêmio está com a carreira garantida. É um diferencial para o seu currículo e dá bastante projeção e ajuda no desenvolvimento da carreira”, garante Carlos Alberto Barbosa Souza, orientador do vencedor do Prêmio Alcoa em 2005 na categoria Projeto. Professor da Universidade do Vale do Itajaí, em Balneário Camboriú (SC), Souza foi escolhido pelo jovem Rodrigo Kirck Rebelo para que lhe ajudasse no trabalho Mega Yacht Charter, um transatlântico de luxo construído em alumínio e voltado para um público diferenciado. A idéia inicial surgiu para o trabalho de conclusão de curso de Arquitetura e Urbanismo de Rodrigo que teve o orientador como suporte para aliar a arquitetura náutica à hotelaria.
A escolha do alumínio para o projeto surgiu da necessidade de um material leve, plástico e de fácil design. “Os outros produtos, como o aço, são mais formais, estáticos. O alumínio pode ser maleável das mais diversas formas, como curvas e arcos. Devido à corrosão provocada pela maresia, aqui no litoral de Santa Catarina ele é muito usado em fachadas, coberturas e em outras formas na construção civil”, comenta Souza.
O orientador recorda ter sido sua e da coordenação de curso a idéia de enviar o projeto para concorrer ao Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio: “Durante o trabalho eu perguntei: Por que não enviar para o Prêmio Alcoa? O Rodrigo gostou da idéia, mas nem imaginávamos se ganharíamos. Quando saiu o resultado eu estava em um congresso em Portugal e o Rodrigo me mandou um e-mail dizendo para que eu ficasse sentado, pois tínhamos vencido”, lembra. “É importante o orientador estar ligado às premiações do mercado e colaborar com os estudantes na participação”, salienta o professor.
Souza acrescenta que o papel do orientador, apesar de indispensável, é secundário, pois cabe ao professor apenas dar sugestões para que o case obtenha sucesso. A repercussão da vitória de um catarinense no Prêmio Alcoa no Estado, segundo ele, foi grande, e agora muitos alunos querem participar para tentar o reconhecimento.
“A idéia original foi dele e eu não fiz nada. Quem projeta tudo é o aluno. Só orientei, colaborei em tudo o que ele precisou. Agora, há vários jovens me procurando para que eu os oriente para participar do Prêmio Alcoa nesta quinta edição. Aqui da faculdade, pelo menos dois trabalhos irão participar”, salienta.
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08.06.06 - Evandro José de Oliveira Nascimento, vencedor na categoria Gestão do Prêmio Alcoa em 2005
Prêmio Alcoa é diferenciador na carreira profissional
A confiança do mercado em seu trabalho e a necessidade de medir a viabilidade dos conceitos aprendidos na universidade foram os fatores que motivaram Evandro José de Oliveira Nascimento, vencedor na categoria Gestão do Prêmio Alcoa Inovação em Alumínio em 2005, a se inscrever no concurso. A princípio, diz, estava pouco confiante, devido às inúmeras inscrições que o prêmio recebe em todo o Brasil. Mas os amigos e familiares o apoiaram e torceram para que conquistasse o concurso. “A competição é grande e nacional. É difícil, mas graças a Deus eu acreditei, me esforcei e fui em frente”, conta.
Ele acredita que o prêmio teve um papel diferenciador em seu trabalho na Metalúrgica Antônio Afonso, em São Paulo, onde é funcionário há quatro anos, propiciando-lhe a oficialização no cargo que atualmente ocupa, de comprador da empresa. Como trabalha em uma siderúrgica, os colegas de trabalho ajudaram muito na elaboração do projeto, fornecendo informações como os valores a serem investidos, o melhor tipo de alumínio a ser utilizado e outros dados que enriqueceram o trabalho vencedor.
A idéia de Evandro foi prática e inovadora: um rechau de alumínio doméstico com água quente que mantém a comida aquecida por muito mais tempo. O reconhecimento, segundo o jovem de 27 anos, aumentou-lhe a auto-estima e mudou a forma de pensar, pessoal e profissionalmente.
Evandro, que em 2005 era graduando em administração de empresas na Universidade de Mogi das Cruzes (SP), fez uma pesquisa de campo com donas-de-casa para saber o que as faltava na vida doméstica. A pesquisa de campo lhe rendeu a idéia de criar o Akesspractic, um recipiente de alumínio que, ligado a uma resistência, faz com em que a água evapore e aqueça a comida. A idéia sagrou-se vencedora na categoria Gestão do Prêmio Alcoa. “Eu queria algo que mantivesse o alimento quente sem precisar ir ao forno ou microondas novamente, e que pudesse ser utilizado facilmente pelas pessoas em casa”, conta o administrador.
De acordo com Evandro, a novidade estava na praticidade e na diminuição do risco de acidentes, já que o produto é elétrico e fabricado em alumínio (os rechaus utilizados em restaurantes são de inox e movidos a álcool e gás). Outro fator foi a queda do preço: os grandes aquecedores de inox custam em torno de R$ 1.300,00, enquanto os de alumínio ficariam entre R$ 350,00 e R$ 450,00. “O alumínio é maleável e não oxidante, tem vida longa e é reciclável. Qualquer produto que você crie em alumínio é satisfação garantida, desde que empregado corretamente para o que foi criado”, acrescenta ele.
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22-05-06 - Entrevista: Rodrigo Kirck Rebelo, vencedor do Prêmio Alcoa em 2005
O Prêmio Alcoa como alavanca de projeção profissional
Projeção profissional e reconhecimento. Esses são apenas alguns dos atributos qualificadores que o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio proporcionou a Rodrigo Kirck Rebelo, vencedor da categoria Projeto em 2005. Para o jovem de 26 anos, que na época era estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Vale do Itajaí, em Balneário Camboriú (SC), a participação no concurso e a inserção da vitória no currículo lhe conferiu credibilidade junto ao mercado, para que pudesse assim abrir o seu próprio escritório na área.
Rodrigo recebeu diversas ofertas de investimento para seu projeto vencedor, o Mega Yacht Charter, que consiste em um transatlântico de luxo todo construído em alumínio. Segundo o autor, a idéia é inédita em todo o mundo e voltada para um nicho de mercado: transatlântico de luxo, com capacidade para poucas pessoas (30 passageiros e 72 tripulantes) e com itinerário determinado pelo cliente. “É para aqueles jogadores de futebol famosos, bandas internacionais, como o U2, em que fecham um transatlântico para viajar em família ou com amigos. Não é um produto comum”, diz o arquiteto.
Rodrigo lembra que a utilização do metal em navios hoje se deve ao alumínio ser mais maleável e leve que o aço, diminuindo o peso total e aumentando a velocidade e o espaço interno.. Para ele, o retorno financeiro de se investir em um transatlântico de alumínio se daria a longo prazo, entre cinco e dez anos, mas seria compensador. “É como se investir na criação de um hotel. Demora um pouco, mas dá lucro”, acredita.
O projeto do Mega Yacht Charter foi patenteado em 2005 por Rodrigo no Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), o que lhe confere a autoria da idéia e impossibilita a criação de cópias. Voltar
11.05.06 - Entrevista: Luis Carlos Loureiro Filho, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL)
“Qualquer que seja a vocação do jovem, ele vai ter alumínio para trabalhar”
O Brasil, um dos maiores produtores mundiais de alumínio, deve depositar nos jovens a responsabilidade de mobilizar a sociedade para a reciclagem do metal. Isso é o que acredita o engenheiro e administrador Luis Carlos Loureiro Filho, presidente da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), enfatizando que, qualquer que seja a vocação do universitário, ele terá alumínio para trabalhar.
“Temos algumas das maiores reservas de bauxita do mundo e energia suficiente para trazermos bons investimentos ao País. Há campo fértil para a juventude em todos os setores do alumínio e oportunidades para que eles desenvolvam a criatividade”, diz Loureiro Filho.
O presidente da ABAL lembra a importância da reciclagem no dia-a-dia da sociedade, seja como fonte de renda para trabalhadores que vivem da coleta de latinhas de alumínio ou para a preservação do meio ambiente. Ele destaca a iniciativa de empresas, como a Alcoa, que desenvolvem projetos, como o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio, que fazem com que a sociedade reflita sobre o assunto e busque a conscientização.
“É importante que haja a iniciativa de empresas para criar o espírito empreendedor do jovem e também o aprendizado. Não só as empresas, mas também a comunidade deve pensar a respeito e engajar-se em projetos de reciclagem de metais, como o alumínio”, afirma Loureiro Filho.
Segundo o engenheiro, o Brasil é o campeão mundial de reciclagem de latas - o índice corresponde a 91% das latinhas de alumínio utilizadas no País -, já que o metal é infinitamente reciclado, sem perder as características originais. O importante nesse processo, explica o presidente da ABAL, é que a população tenha educação e faça a sua parte, separando o lixo, e que o governo e as prefeituras realizem ações de coleta seletiva, propiciando a melhoria e rapidez do processo de reciclagem.
“No nosso País mais de 100 mil pessoas vivem da coleta do alumínio e tiram dois salários mínimos por mês com isso. Se você vai coletar papel, vai ganhar muito menos e demorar mais. Pode fazer o teste: é só jogar uma latinha na rua que já tem alguém recolhendo”, diz Loureiro Filho, enfatizando a importância da reciclagem para o povo brasileiro.
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02.05.06 - Entrevista: Arnaldo Antonio Martino, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) São Paulo
“O Prêmio Alcoa é um estímulo à produção de novas idéias”
O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) São Paulo, Arnaldo Antonio Martino, acredita que o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio é um estímulo para a produção de novas idéias e aplicações do metal em todos os campos da tecnologia, principalmente para a construção civil nacional. Arquiteto, graduado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUSP), Martino explica que o IAB-SP decidiu apoiar a edição do Prêmio neste ano por estar preocupado com a necessidade de inovações em tecnologias e usos de materiais, entre eles o alumínio.
Ele reforça a valorização que o jovem tem ao participar de iniciativas como essa: “Toda participação e premiação deste tipo é instigante para o jovem, porque o coloca em confronto e em debate com outras idéias. É uma experiência que será avaliada por profissionais experientes, pela indústria e pelo mercado consumidor se forem válidas e produtivas”, comenta.
Hoje, segundo o presidente do IAB, o alumínio apresenta um valor fundamental, seja material ou econômico, para a arquitetura. Do ponto de vista material, o metal agrega, ao tornar-se componente de uma construção, apresentando alto nível de precisão, acabamento e qualifica a obra. Como valor intrínseco, o alumínio está interligado à linguagem industrial atual, levando à construção um aspecto contemporâneo. “É um requisito de construção com elevado padrão tecnológico”, define.
O arquiteto explica ainda que a categoria gosta de utilizar o material, encontrando, às vezes, restrições ainda quanto ao custo do metal. Mas, segundo ele, o consumo do alumínio está cada vez mais usual, viabilizando a economia de escala e se tornando cada vez mais acessível.
Martino acrescenta, contudo, que o alumínio pode ser ainda mais inovador na arquitetura brasileira, buscando, para isso, adequar-se quanto ao clima e outras condições peculiares do País. Dentro destas particularidades, diz, encontra-se a linguagem, que deve considerar a cultura local. Ele afirma, ainda, que a aplicação da reciclagem, que se encontra em fase experimental na arquitetura brasileira, é mais uma nova questão que envolve a tecnologia da sustentabilidade e que tem no alumínio um dos materiais mais sensíveis a esta problemática, devido à elevada demanda de energia gasta na produção e cuja consideração de reuso pode levar a diferentes aplicações em todos os campos da sociedade.
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