Detalhe de projeto

 

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As curvas desafiadoras do novo cartão-postal de minas

 

Quem faz o trajeto entre o aeroporto internacional de Confins e o centro de Belo Horizonte tem se surpreendido com o espetacular cenário montado no local, onde até fevereiro de 2006 funcionava o hipódromo de Serra Verde. Em uma área de 804 mil m2, às margens da Rodovia MG 10, foi erguida a Cidade Administrativa de Minas Gerais. Trata-se da mais importante obra pública do gênero realizada desde a construção de Brasília, no final da década de 50, não só em função do audacioso projeto, que também leva a assinatura de Oscar Niemeyer, mas pela grandiosidade dos números a ela relacionados.

 

O governo do estado destinou nada menos do que R$ 1,2 bilhão para a construção dos cinco edifícios principais, onde trabalharão aproximadamente 16 mil servidores, incluindo o governador.

 

Para dar vida à criatividade do arquiteto, os prédios tiveram que ser erguidos em cinco setores, como se fossem cinco pequenos edifícios, separados por juntas de dilatação. A construção de cada um deles, inclusive, foi iniciada do centro em direção às extremidades, em forma de pirâmide. Enquanto o setor central 3 concretava a laje seguinte, os setores vizinhos 2 e 4 iniciavam a próxima laje em andamento e os setores 1 e 5 (extremidades) começavam a ter sua construção liberada. Esse procedimento facilitou os trabalhos e garantiu mais agilidade à obra. Como resultado final o que se vê hoje são dois prédios idênticos, com 116 mil m2 de área construída, sustentados por nada menos do que 41 mil m3 de concreto. Cada um possui subsolo, pilotis, 13 andares para ocupação pelos servidores e um pavimento aberto, além de 15 elevadores.

 

Sistema unitizado


Sem dúvida alguma, cada detalhe das obras da Cidade Administrativa representou um grande desafio para todos os envolvidos com o projeto. E não poderia ser diferente quando observado o caminho percorrido pelas empresas que forneceram as fachadas envidraçadas que dão destaque aos edifícios gêmeos. O grande volume de material, as características específicas de produção, além dos prazos rígidos estipulados para a conclusão dos trabalhos acabaram servindo de estímulo para os profissionais do consórcio Italux, responsável pelo fornecimento dos 73 mil m2 de esquadrias de alumínio Alcoa utilizadas nos dois prédios. Um volume impressionante, sobretudo se analisado o tempo entre a elaboração do projeto e a instalação dos produtos propriamente dita. Em menos de um ano, foram fabricados e instalados os 12 mil módulos usados para compor as duas fachadas.


Linha de produto: Unit
Volume: 475 toneladas de alumínio Alcoa

Fabricante de Esquadria: Consórcio Italux (Itefal, Algrad e Luxalum)
Arquiteto: Oscar Niemeyer
Local: Belo Horizonte | MG

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